27 julho, 2012

Directores traem companheiros da PSP.


O Director-Nacional, os três Directores adjuntos e o Inspector Nacional da PSP aumentaram-se a si próprios já no ano passado, colocando-se logo no novo regime remuneratório da polícia, deixando para trás a esmagadora maioria do efectivo que não transitou para esta tabela, em vigor desde início do ano. Só para o "chefe" máximo foram mais de 800 euros mensais.
Todo este esquema de auto favorecimento foi feito pelo Director Nacional Francisco Oliveira Pereira, que se aposentou em Abril 2011, e  pelo Director-Nacional Adjunto de Operações e Segurança, Guedes da Silva, actualmente o chefe máximo.
A iniciativa foi discreta e, até agora, rodeada do maior secretismo, e foi apenas descoberta por uma auditoria realizada este ano à PSP pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF) que veio revelar a "traição" dos Directores aos seus homens. 
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"O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) classificou  de "imoral" que os diretores de topo da PSP tenham aumentado em segredo os seus salários, uma situação revelada por uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças."dn


3 comentários :

  1. Aparentemente os directores de topo têm o mesmo comportamento seja qual for o organismo. Como pode esta gente dirigir o que quer que seja? Ser director deveria implicar dar o exemplo e mostrar trabalho sério e honesto. Mais 800 euros mensais? Assim realmente não custa viver...

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  2. Cortaram-lhes os subsídios? Quem pode compensa-se quem não pode, fica a ver. É esta a moral vigente.
    Estamos dominados por abutres descarados, arrogantes, sobranceiros que com o maior desplante roubam, pilham e até matam...
    E contra este saque social não há força que se levante?

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  3. O que mais impressiona é a atitude dos portugueses em geral que parecem os presos feitos pelos nazis que iam para as câmaras de gaz aceitando tudo. Eram milhões que não se revoltavam, tudo consentindo e as organizações nacionais e internacionais nada faziam para contrariar a situação.
    Também em Portugal se morre como consequência das medidas de extorção que foram tomadas, continuando uns quantos a-viver-à grande-e-à-francesa sem que nada nem ninguém os impeça de continuarem a violência a jovens, professores, desempregados, idosos, mulheres e doentes.
    A compra do Pavilhão Atlântico pelo genro de Cavaco Silva ilustra bem a pouca vergonha e uma completa falta de ética, como se ele não tivesse tantos telhados de vidro desde SLN/BPN, à casa no algarve, à acumulação de chorudas reformas e benesses, etc.
    Onde está a revolta dos deputados e de quais deputados?
    Onde está a dignidade política, existe?

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