30 janeiro, 2015

Deputados lutam por mais mordomias, exigiram assistente pessoal. Andavam estafados

Em 2007 deu-se mais um grande passo na nossa patética democracia.
Adivinhem quem vai pagar entre 4,6 e 7 milhões de euros por ano para amparar mais este golpe? O zé povinho... 

Os deputados... esses desgraçados sem regalias, trabalhadores exasperados sempre cheios de serviço, servis e fieis protectores do povo e da nação, sentem que já não conseguem ter mãos a medir com tanto trabalho.
Quase todos os deputados acumulam o cargo de deputado com outros cargos no sector privado. Por isso exigiram um assistente, para os ajudar, porque o tempo não dá para tantos tachos.
Os nossos governantes já nem sabem que mais inventar para albergar tantos parasitas, criam novas leis para duplicar ou triplicar tachos e cargos, na assembleia. E exibem como é que se abusa da democracia. Eles decidem sem consultar o povo, os seus próprios salários e mordomias.
  1. 2. "Cada Deputado tem direito a : 
  2. a) Gabinete próprio e individualizado na sede da Assembleia da República;  
  3. b) Assistente individual, a recrutar nos termos da lei;  (2007) "fonte
A aprovação na Assembleia da República de uma nova versão do estatuto dos deputados em que foi introduzida a novidade de cada deputado passar a dispor de assistente individual é uma ofensa pública.
Importa recordar, para que não se pense que os senhores deputados andam por lá a tirar as fotocópias que precisem, ou a meter no correio as cartas que decidam enviar pois existem à sua disposição, para aquilo que precisarem o secretariado, com os respectivos assessores e técnicos, e podem também recorrer aos serviços de apoio técnico da assembleia, constituídos por funcionários do quadro da Assembleia da República. Ou seja falta de pessoal assistente não tinham.

28 janeiro, 2015

"Que Sócrates se julga acima da lei é algo que ninguém que tenha observado os seus governos, duvida.

Sócrates, Soares e o PS julgam-se acima da lei... Um video que exibe a prepotência e um artigo que explica a arrogância típica de "ditadores" ou meninos mimados?



"Que Sócrates se julga acima da lei é algo que ninguém que tenha observado os seus governos duvida. Mas que os socialistas o acompanhem na demência cívica – e o expressem com despudor – surpreende-me.
Havia tantos temas apelativos para esta crónica mas lá vou ter de regressar ao caso Sócrates. Porque começa a tornar-se difícil manter o faz-de-conta da reação oficial do PS à prisão do seu antigo líder, a tal da separação entre partido e caso judicial.

É Mário Soares que não pára de fazer figuras tristes na sua tentativa de condicionar a investigação criminal ao seu amigo e já veio exigir (que o senhor julga que as instituições democráticas lhe respondem) que o Presidente da República se pronuncie sobre uma investigação em curso. São Edite Estrela e Mário Lino – digam lá que não são, pelo menos, semideuses do Olimpo do português médio – que também exigem que as provas sejam apresentadas ao público. (Quem sabe se depois de amanhã vão propor que os julgamentos de elementos ligados ao PS sejam feitos reunindo aleatoriamente cinquenta pessoas numa praça de uma cidade de província e a culpa ou a inocência decididas com votação por braço no ar).

E – a minha preferida e mais estratosfericamente fabulosa – Vera Jardim defendeu para Sócrates, no programa da Rádio Renascença Falar Claro (5/1/2014), que a defesa do ‘direito ao bom nome, à reputação’ poderiam ser feitos ‘mesmo violando alguns deveres legais, porque os deveres legais cessam também perante outros direitos das pessoas’. Como? É mesmo isso, reiterou o senhor (que aparentemente não estava com nenhuma crise aguda que lhe diminuísse a capacidade cognitiva): Sócrates ‘está sobretudo no direito de se defender mesmo que, repito, tivesse que violar normas, regulamentos, seja o que for, porque aqui o interesse que está em causa é mais forte’.
Pois.
Parece ser, portanto, oficial: há muito (e, neste caso, mesmo que fosse apenas Vera Jardim, já seria muito) quem no PS considere que Sócrates não está obrigado a respeitar a lei cujo respeito se exige aos comuns mortais que não são socialistas (essa ralé).

26 janeiro, 2015

A propósito da detenção de José Sócrates, só se surpreende quem não quis ver os sinais.


Sócrates "mentiroso, incompetente e perigoso para o país." 


- Neste video vejam a forma como é avaliado Sócrates, quando os avaliadores são pessoas informadas e com o mínimo de formação sobre economia.
Em reacção às propostas que constavam do programa do PS, apresentadas por Sócrates, o empresário José Guia considera que o primeiro-ministro é "inconsciente, mentiroso compulsivo e perigoso para o país".
"O homem já não é só incompetente ele não sabe do que fala, é demagógico até à mentira, é mentiroso compulsivo"
Também na opinião do antigo Governador do Banco de Portugal, Tavares Moreira, estas medidas não são propostas, vamos ser minimamente inteligentes, são "a banha da cobra". 
Não se entende é como a comunicação social toma declarações de Sócrates como normais e válidas e não toma uma posição critica, mostrando que não têm nada a ver com a realidade e não têm qualquer consistência.

- César das Neves também descreve Sócrates assim:
“O regresso de José Sócrates é um espantoso feito de técnica política, do mais alto nível mundial”, avalia César das Neves. Para o economista, o antigo primeiro-ministro distingue-se dos demais políticos pela “total ausência de escrúpulos”. “Não existe a menor contemplação pela realidade dos factos”, indica, acrescentando que “existe apenas um projecto de poder, e tudo lhe é sacrificado”.
ARTIGO COMPLETO: 

- Ainda neste outro video, Sócrates apresenta teorias totalmente falsas para levar o país a acreditar que devemos construir e pagar mais 12 barragens, mas é desmentido por um professor do Instituto Superior Técnico.

- Gomes Ferreira recorda... 
A propósito da detenção de José Sócrates, recordo por estes dias vários momentos da vida política do país e do exercício do jornalismo em Portugal.
No final do primeiro mandato e já em ano de eleições legislativas, o primeiro Ministro aceita dar uma entrevista televisiva à SIC, conduzida por mim e por Ricardo Costa.
No decurso da conversa tensa, crispada, José Sócrates é confrontado com um gráfico do próprio orçamento de Estado de 2009, que mostra o verdadeiro impacto das sete novas subconcessões rodoviárias em regime de parceria público privada: a conta a cargo do contribuinte é astronómica, mas só começara a ser paga...em 2014.

24 janeiro, 2015

Um sistema em que a riqueza de alguns corresponde à pobreza da maioria só pode ser nocivo.

A tirania da eficácia
A eficácia do sistema produtivo depende mais de factores não económicos, como a corrupção do que
da gestão, como rezam os manuais. Por outro lado, um sistema em que a riqueza de alguns corresponde à pobreza da maioria só se pode considerar nocivo.
A democracia de mercado incorpora escolhas, debate, como nas democracias reais, mas são truncadas e circunscritas aos defensores do regime, aos partidos que a gerem e aos que participam na sua legitimação junto da multidão, pagos para o efeito a partir do erário público. É a sua maneira de serem eficazes.
Demasiadas vezes a oligarquia encontra para a sucessão um déspota desqualificado e eficaz apenas no roubo. (...) desse execrável déspota chamado Cavaco.

Sumário
             1 - A eficácia como instrumento de domínio
             2 - A eficácia que captura a democracia
             3 - O trabalho é uma prisão

1 - A eficácia como instrumento de domínio
A ausência de uma verdadeira democracia, da sua prática quotidiana na política como no trabalho ou mesmo em casa, gera hábitos de aceitação servil do statu quo e a resignação perante as desgraças do dia-a-dia, por parte de muitos. Esse não enraizamento da prática democrática permite que, com toda a desfaçatez e impunidade mediática, se erga e se insinue o discurso tecnocrático da eficácia e da eficiência.
Aqueles dois termos ressaltam no discurso da competitividade, da maximização de lucros, da minimização de custo mormente, neste último caso, no capítulo de custos salariais ou laborais. É evidente que na lógica demente do capital, a sobrevivência de cada capitalista está, teoricamente associada à eficácia e à eficiência da empresa, à excelência da gestão, embora na realidade os resultados dependam de fatores exteriores à gestão dos recursos. O recente caso da PT evidencia um caso onde os mais elementares critérios de gestão foram desprezados em proveito de compadrios mafiosos.

E não é difícil mencionar uns quantos fatores exteriores que são vulgares e empregnam as sociedades quanto menos desenvolvido for o seu capitalismo; diríamos mesmo que são regulamentares pois, estão de tal modo inseridos no sistema e aceites como inevitáveis que se tornam parte inseparável dele. Podemos citar o suborno, a corrupção, a fuga, a evasão ou a fraude fiscal, o benefício fiscal, fórmulas criativas de contabilização, a adjudicação combinada, o não cumprimento de regras quanto à saúde e segurança dos trabalhadores, horas de trabalho não pagas ou pagas em género (por exemplo, automóvel detido pela empresa ou férias pagas a quadros), do respeito para com a qualidade, a segurança, a duração dos produtos vendidos. Estes fatores estranhos à economia apreendida nos manuais e nas escolas de gestão são determinantes para a competitividade das empresas; isto é, os mecanismos da produção capitalista não se baseiam na sã concorrência cantada por Adam Smith mas, nos tais fatores estranhos.

22 janeiro, 2015

O colapso do país estava à vista, mas ninguém o assumiu para não ter o trabalho de o travar.


A tragédia de Portugal, estava à vista, mas ninguém a quis travar? 


Medina Carreira e Henrique Neto apontam o dedo ao sistema e não apenas a alguns partidos, como sendo os responsáveis pela tragédia de Portugal. Uns empurraram o país para a ruína e os outros calaram-se num silêncio cúmplice para que nenhum tivesse que se dar ao trabalho, de travar o tragédia.
Os políticos estavam famintos por obras públicas porque estas representam um filão precioso para os que vivem da corrupção e do parasitismo do estado. As Obras Públicas são o melhor cenário para camuflar a transferência do dinheiro público para os privados.
Criticam ainda a qualidade dos políticos que temos em Portugal sem competência sem experiência, sem visão e sem patriotismo.
Portugal tem alternativas mas não tem os políticos capazes para escolherem as melhores alternativas.
Sócrates foi governo que mais fez crescer as obras públicas, até a um nível insustentável.
A média dos países da UE tem 6 a 7% do PIB para obras públicas, com Sócrates chegamos a ter 17%. Qualquer pessoa com a mínima noção da realidade perceberia que isso era insustentável e que ia acabar por criar apenas divida e desemprego. Como é possível que se tenha chegado ao descalabro de importar mão de obra para a construção civil? Já não era uma questão de investir em obras públicas para incentivar a economia ou o emprego, era apenas criar mais e mais obras públicas, para incentivar a corrupção e culminar no colapso que se seguiu.

Podemos viver esfomeados e sufocados em dividas e impostos, mas temos as melhores autoestradas do mundo.. E quem são os donos delas? Quem será? Os ricos. 
Estão ás moscas? Não importa, o estado paga-lhes lucros garantidos com os teus impostos. 
Os Emirados têm petróleo para sustentar luxos, Portugal tem os contribuintes que são até mais fáceis de explorar que o petróleo.
Portugal tem a segunda melhor rede rodoviária do mundo.
A qualidade das estradas nacionais é apenas ultrapassada pela dos Emiratos Árabes Unidos, segundo a classificação do Fórum Económico Mundial.
Portugal ocupa o segundo lugar a nível mundial – e o primeiro na Europa, A Portugal é atribuído o valor de 6.3 numa escala até 7, sendo a média mundial neste indicador de 4.0.

A importância da indústria para a saída da crise
A defesa do Estado Social passa também por manter e criar emprego na indústria, que continua a ser uma força motriz em cada país, na Europa e no mundo. Em Portugal tudo foi feito para destruir o sector industrial.
Não havendo uma base produtiva sólida e com vigor, o fosso entre os ricos e pobres cresce, aumentando as diferenças entre aqueles que têm emprego estável e mais ou menos bem remunerado e os outros cujo emprego é menos seguro e as suas vidas se tornam mais precárias.
É sem dúvida um problema da atual democracia, para onde o capital e os governos austeritários ao seu serviço, nos querem empurrar.

19 janeiro, 2015

Paulo Morais regressa à politica. Vamos votar contra a corrupção, votar Paulo Morais?


Entrevista a Paulo Morais. “Sócrates é um dos principais actores na triste peça da corrupção em Portugal”
Paulo Morais afastou-se da política. Mas vai voltar. Neste momento reflecte sobre várias formas de intervenção: poderá formar um partido para concorrer às legislativas de 2015, poderá candidatar-se às presidenciais de 2016. Tem tudo em aberto e uma certeza - não quer que o seu objectivo de combater a corrupção na política fique de fora do ciclo eleitoral que aí vem.

Há um mês disse ao meu jornal que estava a ponderar voltar à política. Como está o ponto da sua reflexão?
A leitura que eu faço - e também tem a ver com o facto de eu ser do Alto Minho - é que Portugal tem um grande potencial, excelente clima, óptima localização, tem mar, terrenos para agricultura e invariavelmente tudo isto é desperdiçado. Temos uma serra da Estrela onde se fazem desportos de neve, mas quando neva não se consegue lá chegar. Isto é a típica situação portuguesa. A forma como são montados os limpa-neves não é função do interesse público mas de interesses particulares. Entre o desperdício, a incompetência e a corrupção vão os recursos todos. Temos um potencial fantástico e depois os portugueses não usufruem do potencial de que dispõem porque aparece a política para estragar o funcionamento do país. Mudando a política, o país melhora substancialmente e o principal factor que anda a contaminar a política é a corrupção.

Então todos os políticos são maus?
A maioria dos políticos não são corruptos. Só uma pequena minoria, com uma particularidade: são os políticos que mandam mais, os que controlam 90% do orçamento. Políticos corruptos são poucos. O que acontece é que os restantes não combatem o statu quo. Em Portugal, que é um país cheio de salamaleques, os políticos têm um conjunto de mordomias absolutamente ridículas, bilhetes para o futebol, teatro, precisam de fazer obras em casa de um primo e conseguem mais rapidamente porque conhecem o presidente da câmara, têm uma sobrinha desempregada e arranjam-lhe um emprego. E para manter estes pequenos privilégios sabem que jamais poderão enfrentar os dirigentes máximos. E acabam por fazer lastro à corrupção dos outros. Há um ditado português que explica isto bem: tanto rouba quem vai à horta como quem fica à porta. Os outros políticos todos ficam à porta a olhar, assobiam para o lado, fingem que não é nada com eles.

Vai formar um partido?
Isto tem três soluções possíveis: os principais partidos fazerem um pacto, a que todos se vinculem, de combate efectivo à corrupção, como aconteceu em Itália com a operação Mãos Limpas. Ou aparecem partidos novos com discursos verdadeiramente novos ou, outra possível solução, aparece no topo do regime alguém que ponha ordem na casa.

Está a admitir candidatar-se a Presidente da República?
Estou a reflectir sobre todas essas matérias. Há tempo para tudo. A minha reflexão é sobre o que posso fazer para ser útil. Acho que uma pessoa como eu não pode ficar de fora da intervenção no ciclo eleitoral que aí vem. Ainda não sei qual é a melhor forma, quando souber digo-lhe. O objectivo é claro: ando à procura de uma forma de intervir na política portuguesa de forma a diminuir a corrupção que está a minar a política e toda a vida em Portugal. Esta é a resposta que posso dar neste momento. Quando tiver outra, também lha dou.

18 janeiro, 2015

45,9 mil milhões de euros é o valor da Economia paralela em Portugal. Fuga ao fisco.

@@-Economia paralela em Portugal representa 60% do empréstimo pedido à 'troika'
O peso da economia paralela em Portugal subiu ligeiramente em 2013 para o valor recorde de 26,81% do produto interno bruto (PIB), equivalente a 45,9 mil milhões de euros ou 60% do empréstimo pedido à 'troika', segundo um estudo hoje divulgado.
Face a 2012, este valor - também equiparável a seis orçamentos anuais do Ministério da Saúde - representa uma subida de 0,07 pontos percentuais face aos 26,74% estimados como tendo sido o peso da economia não registada em 2012.
Durante a apresentação da actualização para 2013 do Índice da Economia Não Registada, Óscar Afonso atribuiu, em parte, a menor subida da economia não registada face a anos anteriores ao crescimento do PIB, que passou de 160.455 milhões de euros ente 2000 e 2012 para 171.211 milhões em 2013.

Leis fiscais à medida para ricos. Evasão fiscal milionária. 



"As leis fiscais são feitas -a maior parte delas - por advogados, ao serviço dos que as fazem, à medida dos interesses dos seus clientes", acusou Marinho Pinto. ARTIGO COMPLETO: 

@@ - Um breve olhar sobre a Economia Paralela
Em 2010 estima-se que a Econo­mia Para­lela ou Econo­mia Não Reg­is­tada (ENR), atingiu um peso de 24,8% do Pro­duto Interno Bruto (PIB), traduzindo-se em 32.183 mil­hões de euros. O que é a ENR? Quem são os seus prin­ci­pais inter­ve­nientes? Quais são as suas causas e consequências?
A definição mais abrangente de ENR passa por con­sid­erar que engloba todas as transações económi­cas que con­tribuem para o PIB, mas que, por diver­sas razões, não são tidas em conta.
As prin­ci­pais ativi­dades enfa­ti­zadas na ENR são: a econo­mia sub­ter­rânea – ativi­dades legais, delib­er­ada­mente não declar­adas de modo a evi­tar o paga­mento de taxas ou impos­tos e o cumpri­mento de nor­mas legais; e a econo­mia infor­mal – ativi­dades real­izadas por agentes que operam com pouca orga­ni­za­ção e em pequena escala, cujo prin­ci­pal obje­tivo é o de gerar rendi­men­tos e emprego para os indi­ví­duos envolvi­dos (pop­u­lar­mente con­heci­das como biscates).
São iden­ti­fi­cadas como prin­ci­pais causas da ENR: o aumento da carga de impos­tos e das con­tribuições para a segu­rança social; a cres­cente reg­u­la­men­tação da econo­mia ofi­cial (em espe­cial do mer­cado de tra­balho); o desem­prego; as trans­fer­ên­cias soci­ais; o baixo nível de esco­lar­i­dade; a falta de cul­tura e par­tic­i­pação cívica; a falta de cred­i­bil­i­dade de órgãos de sobera­nia face à con­duta de alguns dos seus rep­re­sen­tantes; e a inefi­ciên­cia e falta de transparên­cia da Admin­is­tração Pública.
A ENR dete­ri­ora o bom fun­ciona­mento da econo­mia e a con­fi­ança dos cidadãos no Estado e na econo­mia, uma vez que dis­torce a transparên­cia e con­cor­rên­cia no mer­cado e poten­cia o sen­ti­mento de injustiça fis­cal e social. Estas razões estão dire­ta­mente lig­adas às prin­ci­pais con­se­quên­cias da existên­cia da ENR.

16 janeiro, 2015

Inauguração de auto-estrada à meia-noite? Coimbra e a polémica.


No dia 25 de Abril de 2014 abriu ao trânsito a A13, uma nova auto-estrada, que liga Coimbra (Ceira/Ponte da Portela) a Almalaguês (Condeixa A13-1), Miranda, Penela, Ansião,(Castelo Branco/Pombal) Alvaiázere, Tomar, Entroncamento, Abrantes …Lisboa.
O governo não a inaugurou, a cidade (e a região) não festejou, a comunicação social nacional não noticiou e a local concedeu breves palavras em locais de pouca visibilidade…
Os autarcas fazem de conta que desconhecem a existência desta nova auto-estrada…
Os condutores que circulam em Coimbra são orientados por várias placas de sinalética rodoviária a indicar a A1, Lisboa – Porto.
Nenhuma sinalética indica a A13, a auto-estrada que múltiplos interesses querem sem trânsito.
Entre Coimbra e Tomar (Castelo Branco), a antiga estrada nacional continua a captar trânsito ligeiro e pesado.
A quem interessa este "segredo" de Coimbra?
Quem lucra com o desconhecimento dos condutores?

14 janeiro, 2015

117 deputados dos 230, mantêm interesses no sector privado. Quem representarão?

VENTURA LEITE EX DEPUTADO DO PS QUE ABANDONOU O GOVERNO EM 2009, POR DENUNCIAR AS POLITICAS DE SÓCRATES, divulga neste video algumas das formas mais chocantes de desviar os nossos impostos.



Neste video:
AS VERDADES QUE A IMPRENSA EVITA DIVULGAR!! FENOMENAL
ISTO EXPLICA TUDO, explica porque nenhum partido acaba com as PPP´s, apesar de todos os relatórios as considerarem criminosas.
VENTURA LEITE EX DEPUTADO DO PS QUE ABANDONOU O GOVERNO EM 2009 POR DENUNCIAR AS POLITICAS DE SÓCRATES, divulga algumas aberrações da corrupção.
--VEJAM BEM ESTA ABERRAÇÃO, PASMEM -- os contratos que garantem as rendas das parcerias público privadas, e outras RENDAS, são feitas de forma a INCLUIR UMA PERCENTAGEM para rendas para os partidos. Por incrível que pareça, eles tiveram a lata de fazer das rendas das PPP, que só por si já são um abuso criminoso, mas afinal também são uma forma de esconder que puseram o povo a pagar, todos os anos, durante 30 anos, rendas aos partidos.
E AINDA HÁ INGÉNUOS QUE afirmam que NÃO VOTAM PARA POUPAR 3 EUROS por voto? Preferem não votar contra estas bestas E DEIXA-LAS GANHAR ETERNAMENTE O PODER, PARA PODEREM ROUBAR 70 MIL MILHÕES DE EUROS, QUE É O CUSTO SÓ DAS PPP. Que maravilha! Poupam 3 euros mas deixam os ladrões à vontade.
VENTURA LEITE CONTINUA -- Portugal é um país muito corrupto ao contrário do que muitas altas figuras, comentadores e afins durante décadas nos quiseram fazer crer.
-- Os grupos activos da corrupção funcionam de forma solidária e funcionam independentemente de quem estiver no poder, (são uma espécie de ratazanas que trabalham nos bastidores a roubar o país) e roubam sem ligar a ideologias ou a partidos políticos, são transversais a todos os partidos e existe solidariedade entre eles.
-- Caiado Guerreiro denuncia os contratos das PPP como sendo de agiotas, onde todo o risco é passado para o estado e todo o rendimento para os privados. Algo estranhissimo
-- Mas Ventura Leite explica que isso não é nada estranho porque essas empresas depois transferem financiamentos para os partidos e garantem empregos ao partido.
-- Portugal é um país muito corrupto ao contrário do que muitas altas figuras, comentadores e afins, durante décadas, nos quiseram fazer crer.
-- Os contratos que garantem as rendas que o estado paga ás parcerias público privadas, e outras que tais, mesmo sendo "legais" são feitas de tal forma que os custos incluem também uma renda para os partidos.
-- Os grupos activos da corrupção funcionam de forma solidária e funcionam independentemente de quem estiver no poder, sem ligar a ideologias ou a partidos políticos, são transversais a todos os partidos e existe solidariedade entre eles.

Os nossos "leais representantes" públicos, são também leais representantes de interesses privados, quem defenderão eles? Vejam neste exemplo se percebem quem é que os políticos representam: Nos 20 meses imediatamente anteriores à entrada de Baptista Leite na AR, a Glintt HS obteve nove contratos por ajuste directo com o Estado, no valor total de 347.674,82 euros. 
Desde que Baptista Leite acumula as funções de deputado com as de consultor, no mesmo período temporal de 20 meses, o número de contratos por ajuste directo com o Estado quase quadruplicou (de 9 para 33), enquanto o valor total é quase oito vezes superior (de 347.674,82 para 2.713.011,08 euros). Quase todos estes contratos foram adjudicados por entidades públicas do sector da Saúde. Ora, à CS, da qual Baptista Leite é membro efectivo, compete “exercer as suas competências legislativas e de fiscalização nos sectores tutelados pelo Ministério da Saúde, acompanhando o Serviço Nacional de Saúde e a política de Saúde“. Fonte: LIVRO: «Os Privilegiados» 

Entrevista a Gustavo Sampaio, Jornalista que investigou durante oito meses as actividades paralelas dos deputados e os cargos dos ex-políticos nas empresas do PSI20, autor do livro os «Os Privilegiados».
Quem são os privilegiados em Portugal?
A classe política, os ex-políticos, os ex- governantes. Não digo que seja só a classe política, mas é uma classe privilegiada. Sobretudo tendo em conta o discurso moralista do actual executivo sobre os portugueses, dizendo que têm vivido acima das suas possibilidades. Através da investigação deste livro pode perguntar -se se não é a classe política que tem vivido acima das possibilidades de Portugal. Não é tanto pelas remunerações ou pelas regalias - de que beneficiam de facto -, mas porque é que são ex-governantes a liderar grandes empresas? Pela sua competência e mérito ou pela sua influência e pelos seus contactos?(...)

Quanto tempo demorou essa investigação?
Cerca de oito meses. Já tinha abordado alguns destes temas em artigos para a "Sábado" e para a "Exame". O livro permitiu-me fazer uma actualização e um aprofundamento da investigação. Acabei por descobrir que alguns deputados tinham omitido informação super-relevante. Permitiu-me também fazer uma análise, já com algum tempo decorrido da legislatura, e chegar à conclusão de que alguns deputados diziam que não havia conflitos de interesses entre a sua actividade parlamentar e a sua actividade profissional, mas através das suas intervenções na Assembleia da República deparei-me com claros indícios desse conflito. Comprovei que eles existem de facto na actividade parlamentar de muitos deputados, que apresento no livro.

Escreve sobre deputados que fazem parte de determinadas comissões parlamentares e ao mesmo tempo têm participações em empresas nos sectores que essas comissões fiscalizam. O que é que isso diz sobre a comissão de Ética, que deveria fiscalizar a existência destes conflitos de interesses?

12 janeiro, 2015

Álvaro Santos Pereira desvenda quem são as ovelhas negras do governo.

Se vivêssemos num país a sério, a EDP não demitiria ministros 



É urgente aprender a identificar os verdadeiros culpados, as ervas daninhas, e contribuir para as eliminar e punir, nas eleições e não só. Mas também é urgente identificar os patriotas e mostrar gratidão e reconhecimento nas eleições, censurando os media que os perseguem. Seria o mínimo que o povo poderia fazer por aqueles que contra tudo e todos, tentam lutar pelo país e por nós.
Esta é uma história real, onde Paulo Portas é desmascarado por Álvaro Santos Pereira, como sendo aquilo que todos sempre desconfiaram. Um chantagista que ganha poder com coligações e amplia o poder com chantagem de demissões, a verdadeira ovelha negra que só pensa nos seus interesses e do partido, uma pessoa mesquinha, interesseira, traidora e sem escrúpulos que repugna os que defendem a pátria.
Este é o retrato do mais recente governo, mas é também o padrão de comportamento de todos os governos, os bons são um alvo a abater, estão em minoria e não são rentáveis. Mais um que foi silenciado e o povo tudo ignora...
"O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons." Martin Luther King

Os atritos com Gaspar e o desprezo por Portas 
Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, publica livro sobre a sua passagem pelo Governo.
(...)É um ajuste de contas com a história, e, através do seu olhar, das suas palavras, apontamentos e memórias, somos conduzidos ao interior do executivo formado pelo PSD e pelo CDS.
Ao todo, são 420 páginas, que olham também para o futuro, o qual, diz, tem de passar por “um reescalonamento a longo prazo da dívida dos países europeus mais endividados”. Além disso, defende: “Se não baixarmos os impostos das empresas e das famílias, o país nunca conseguirá atrair investimento significativo.”

– “Reflectindo sobre o meu percurso na gestão do maior ministério da história da democracia, penso que parece óbvio que os primeiros meses acabaram por determinar um pouco o resto do meu período no Governo. O facto de ter sido um independente que entrou para o Governo sem experiência política e sem aliados políticos fez com que tivesse levado tempo a construir coligações e alianças.”
– "(…) Como fazer um contraponto ao ministro das Finanças mais poderoso desde Salazar seria sempre delicado, é de certa forma natural que houvesse uma grande impaciência nos primeiros meses em relação ao ministro da Economia e do Emprego.”
 – “Como o ministro das Finanças era quase intocável, e como o líder do segundo partido da coligação preferiu não lidar com a troika e com as razões da crise, o descontentamento sobrou facilmente para aquele que vinha de fora (o 'emigrante'), aquele que não conhecia a reali­dade do país (o 'estrangeirado'), aquele que não tinha a força política (que, aliás, nenhum outro ministro tinha) para enfrentar as Finanças e a troika.”
– “É verdade, isso sim, que eu não tive peso político para travar a saída da AICEP do Ministério da Economia, um erro que viria a ser parcialmente colmatado com a minha saída e a correspondente entrada do CDS para o ministério... Sim, é verdade que eu não tive peso político para travar a subida do IVA da restauração, até porque a troika e outros eram a favor de tal subida. Sim, é verdade que não tive peso político para, durante largos meses, convencer a troika, o Banco de Portu­gal e o Ministério das Finanças que a falta de financiamento das nossas empresas era o principal risco para o pograma de ajustamento".

– "(…) É caso para perguntar: se, sem peso político, eu e a minha equipa conseguimos tanto, o que é que aconteceria se tivéssemos tido peso político? A resposta é relativamente simples: a reforma do IRC teria culminado na taxa mais competitiva da Europa, os impostos não teriam aumentado como aumentaram em 2012 e muito menos em 2013, as rendas da EDP teriam sido cortadas ainda mais, a AICEP não teria saído do Ministério da Economia e tínhamos tido mais e melhores mecanismos de financiamento das nossas PME.”

Sobre o desemprego
– “Quando tomámos posse em Junho de 2011, já era mais do que patente que o principal problema social que teríamos pela frente era o enorme aumento do desemprego.”
– “(…) Provavelmente ninguém, nem no Governo, nem na oposição, pensaria que o desemprego iria subir tanto. Ou, pelo menos, tão depressa.”
– “Porque é que o desemprego aumentou tanto e tão rapidamente, então? Houve dois factores principais: a contracção do crédito (…) e a severidade da recessão.”
– “Como ficou rapidamente patente que as estatísticas existentes não eram muito realistas, decidimos fazer as nossas próprias estimativas para os meses seguintes, tendo em linha de conta a contracção do crédito (que, recordo, alguns negavam estar a acontecer) e o quase colapso do sector da construção.” “Quando chegaram os resultados, foi imediatamente evidente que as nossas previsões eram bastante mais pessimistas do que as estatísticas oficiais.”

Sobre a troika
– “A chegada da troika foi fundamental para evitarmos a bancarrota e cair numa situação de colapso financeiro, bancário, orçamental e económico, o que teria tido consequências sociais desastrosas.” 
“(…) Ainda assim, isto não quer dizer que tudo o que seja relacio­nado com a troika esteja certo ou deva ser aceite por nós pas­sivamente.”
– “O crédito para as PME caiu mais de 20 mil milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de quase 15% do crédito registado no início de 2011. Uma redução brutal e brusca do financiamento, que acabou por matar muitas das nossas empresas endividadas, muitas delas desnecessariamen­te. (…) Durante meses eu e a minha equipa tentámos por todos os meios alertar a troika, o Ministério das Finanças e o próprio Banco de Portugal para a calamidade que estava prestes a acontecer. E se estes dois últimos acabaram por reconhecer o problema (até devido à grande pressão que o próprio primeiro-ministro começou a exercer), a verdade é que a troika nunca se mostrou realmente preocupada com o assunto, pelo menos até muito tarde no programa de ajustamento.”

10 janeiro, 2015

As perguntas que os fãs de Sócrates deveriam fazer, à sua consciência.

Os defensores acérrimos de partidos, deveriam possuir a clareza e capacidade de se distanciar dos partidos para analisar a realidade com isenção. Informar-se sobre o que os partidos fazem contra e a favor do país, sejam do PS, PSD, CDS, PCP, etc. E não se trata de analisar promessas falsas, nem ideologias que ficaram no passado, e muito menos programas que ninguém cumpre... refiro-me à busca de informação favorável e desfavorável, analisar e conhecer o passado, as suspeitas, os casos de corrupção, a história, as incompetências:
Hoje em dia a informação está acessível, basta ter a coragem e capacidade de querer conhecer a verdade. E não se trata de opiniões, existem factos como por exemplo o caso das PPP´s que estão à vista de todos, um crime que lesa a pátria, e ainda há quem defenda os governantes envolvidos?
É importante para a sobrevivência do país, sabermos ser críticos, e mais importante é quando se trata de pessoas que há décadas defendem sempre o mesmo partido acriticamente e fanáticamente, independentemente do mal ou bem que eles fazem ao país. Analisem os partidos pelo bem que eles fizeram ao país e não pelo fanatismo que sentem pelos partidos. Só assim os maus temerão a mão do povo que os afastará nas eleições, e os bons serão motivados a lutar pelo povo. Defendam o país.



O martírio do preso número 44 por José Manuel Fernandes
(...)
Os sinais de que José Sócrates estava a preparar-se para se apresentar como um mártir da liberdade já estavam por aí, mas nunca se tinham manifestado de forma tão aberta como nas respostas que, esta sexta-feira, deu a algumas perguntas da TVI. (...)
Certas almas mostraram-se solidárias, quase atormentadas. Aconteceu mesmo a um colunista, ao passar pelo Natal em frente à prisão de Évora, dar-lhe para recordar o destino do seu pai, várias vezes preso pela PIDE. Faltou-lhe apenas dizer o que veio agora proclamar o preso número 44: “este processo, pela sua natureza, tem contornos políticos. E digo mais: este processo é, na sua essência, político”. Ou seja, ele, José Sócrates, é um preso político, um resistente que se preocupa com “o poder, os seus limites e o seu exercício”.
É sempre possível haver inocentes presos. Direi mesmo que está sempre a acontecer. Há até inocentes que são condenados. O que é mais raro é alguém sobre quem recaem fortes suspeitas considerar que, no fundo, tudo não é mais do que política. Porque é isso que está claramente escrito nas respostas que enviou para a TVI, até por nelas referir que desconhece “as motivações deste estranho processo sem indícios nem provas”. Mais: por insinuar a “suspeita de perseguição política”.

E aqui chegamos ao ponto em que esta missiva acaba por ser um acto falhado. É que se é possível admitir que neste processo não existam ainda todas provas, ou algumas provas sejam frágeis, o país inteiro sabe que se há coisa que não faltam são indícios.
Na verdade só alguém como José Sócrates pode pretender que, depois de ter dito que era a mãe que lhe pagava algumas despesas, depois de ter afiançado que sobrevivera em Paris graças a um empréstimo da Caixa-Geral de Depósitos, acreditemos agora que era afinal um benemérito amigo que lhe emprestava dinheiro, empréstimo que tenciona pagar “apesar da informalidade da nossa relação”.
O antigo primeiro-ministro sempre foi assim (há mesmo quem testemunhe discussões na sua adolescência em que já era assim): tem sempre um argumento novo, tem sempre uma desculpa nova, passa sempre ao ataque, não tolera que não se aceite a “sua verdade” mesmo quando a relação desta com a verdade verdadinha é muito, muito longínqua.

O que este “preso político” nos conta agora é que está a ser perseguido porque as autoridades judiciais não acham normal que um seu amigo de mais de 40 anos tenha acumulado tantos milhões apesar de não se perceber como; que não acham natural que esse amigo lhe tenha emprestado, sem recibo ou qualquer documento ou registo, centenas de milhares de euros para despesas correntes, dívida que certamente pagará apesar de ele, José Sócrates, garantir que não tem fortuna; que não acham normal que as transações entre estes dois velhos amigos tivessem tomado por regra a forma de notas dentro de um envelope (as malas de dinheiro são um exagero, meu deus!), apesar de no país, no século XXI, mesmo os remediados dos remediados utilizarem cheques, cartões e transferências bancárias (o primeiro-ministro do “choque tecnológico” é afinal um conservador que prefere guardar o dinheiro no colchão); que também não acham normal que um empresário com negócios banais em Portugal tenha oportunamente decidido realizar um investimento num andar “a precisar de obras” em Paris, mesmo a tempo de o emprestar ao amigo que, parece, estava com “algumas dificuldades de liquidez”; e por aí adiante.
Haverá gente capaz de acreditar sempre na verdade do engenheiro, haverá gente capaz de negar sempre mesmo os mais gritantes indícios, haverá gente capaz de jurar sempre pela sua inocência. Não faço parte desse grupo. Não creio que esteja inocente. Não acredito na história da carochinha.

08 janeiro, 2015

Vergonhosas fraudes no SNS - Médico trabalhou apenas 24 horas, em 30 dias??

Este video prova crimes graves contra o SNS e os doentes, e nada se faz para punir os criminosos? 



Resumo do video: A localidade escolhida pelos jornalistas e investigadores, foi Cristelo, para exemplificar a vergonha que se passa por todo o país. Um verdadeiro ataque aos utentes e ao SNS.
É INCRÍVEL. MÉDICOS DIFICULTAM A VIDA AOS DOENTES PARA ESTE DESISTIREM DO SNS E IREM ÁS SUAS CLÍNICAS PRIVADAS. 
Inacreditável como a justiça é branda. Médicos fazem chantagem com os doentes, extorsão, abuso, e nada os detém? 
Eis as situações detectadas no Centro de Saúde de Cristelo:
- Limitação intencional do número diário de consultas que força os utentes a formar filas de espera de madrugada para obter vaga.
- Com a incapacidade de obtenção de consultas os utentes são desviados para um dos dois consultórios privados, situados a 100 e 300 metros de distância e detidos por médicos do Centro de Saúde.
- Falsificação de consultas pelos médicos com intuito de obter tempo livre para terem tempo para atender nos consultórios privados. A maioria destas consultas falsas registam falta de presença do utente (repetidos casos no sistema informático de consultas para as 15 horas já tinham falta de presença às 11 horas), havendo ainda casos de outras consultas onde foi confirmada a presença mas desmentidas pelos utentes, que nunca foram a essas consultas. Inventam consultas para dezenas de doentes que desmentem ter estado ou marcado as consultas.
-Consultas de doentes crónicos para prescrição de medicação que não requer presença dos doentes acamados. Há ainda um caso de uma consulta de um utente que se encontrava internado e imobilizado num Hospital.
- Discrepância de tratamento dos mesmos médicos com casos de baixas médicas só prescritas nos consultórios privados, uma forma de chantagem.
- Segundo a TVI que já estendeu esta investigação a outras zonas do país, esta prática de consultas falsas e pressão sobre os utentes, é comum a mais centros de saúde do país.

No Hospital Pedro Hispano:
- Falsificação de diagnósticos em doentes inscritos na lista de espera para procedimentos cirúrgicos de que não necessitavam. Desta forma aumentam as listas de espera para desespero dos doentes, que terão de recorrer ao privado e alivio dos médicos que não têm tanto serviço no SNS, graças a cirurgias fantasma.
- Inscrições com prioridades falsas que diminuem a capacidade de resposta em tempo útil do Hospital, provocando a transferência de doentes para os privados.
- Antecipação de intervenções que só poderiam ter sido detectadas no bloco operatório.
- Manipulação de escalas de serviço. Há o caso de um médico que trabalhou 24 horas durante 30 dias, sendo prática entre médicos a conivência de ausências de serviço para trabalhar no privado, sem informação aos superiores e descurando as regras oficiais do número mínimo de especialistas nas urgências. Ou sejam colocam em risco os doentes da cirurgia, pois não cumprem os mínimos de numero de pessoal, para poderem escapar para o privado, na hora de serviço.
- Na reportagem foi possível estar numa consulta num consultório privado enquanto o Hospital dava informação de que o mesmo médico se encontrava em serviço no hospital público. Perante a insistência no Hospital, o médico acabou por ser contactado durante a consulta.
- E surpreendemos um cirurgião a dar consultas privadas durante o horário na urgência de um grande hospital público.

06 janeiro, 2015

Todos aqueles que Sócrates beneficiou estarão agora a ir à cadeia beijar-lhe a mão.




Beija-mão às grades (Paulo Morais)
O ex-primeiro-ministro José Sócrates, preso em Évora, inaugurou uma nova prática: a de conceder audiências na cadeia.
As peregrinações de inúmeras figuras públicas à penitenciária de Évora, sob a capa aparente de visitas de apoio e solidariedade, mais não parecem do que exercícios de vassalagem. Ao longo de anos e enquanto governante Sócrates garantiu ganhos milionários a alguns dos maiores grupos económicos, em particular na Finança e nas Obras Públicas.
Todos aqueles que Sócrates beneficiou estarão agora a ir à cadeia beijar-lhe a mão. Será uma questão de gratidão. Por lá passaram e continuarão a passar os concessionários das parcerias público-privadas (PPP), a quem Sócrates garantiu rendas obscenas em negócios sem risco.
Assim, não será de estranhar que o todo-poderoso Jorge Coelho, presidente durante anos do maior concessionário de PPP rodoviárias, o grupo Mota-Engil – tenha rumado a Évora.
Também lá esteve em romagem José Lello, administrador, durante os governos socialistas, da construtora DST, que muito ganhou também com PPP.
Não deixa de ser curioso que cheguem apoiantes de todos os setores que Sócrates tutelou.
O líder do futebol português, Pinto da Costa, foi mais um dos que manifestou o seu apoio público. Afinal, Sócrates foi o ministro do desporto que trouxe o Euro 2004 para Portugal. Um Euro que valeu muitos milhões de euros aos clubes de futebol e seus dirigentes. Mais um gesto de vassalagem. Para ser visitado e apoiado, a Sócrates bastará enviar a convocatória.
Todos aqueles cujos podres Sócrates conhece, os que usufruíram de benefícios ilegítimos pelas suas decisões – todos aparecem ao primeiro estalar de dedos.
Todos temem Sócrates, pois sabem que se ele resolver falar, desmorona o seu mundo de promiscuidades entre política e negócios. 
Com estas convocatórias e manifestações de apoio, o ex-primeiro-ministro pretende manipular a opinião pública, vitimizando-se; bem como condicionar a Justiça, através da sua manifestação de força e influência.
Mas o que não faz e deveria fazer é aproveitar o acesso direto aos media para explicar quais os bens de fortuna que lhe permitiram, sem rendimentos compatíveis, manter, durante anos e depois de sair do poder, uma vida de ostentação. CM

Eu apenas deixo uma pergunta a Sócrates: Porque não conta o que sabe sobre a corrupção do país? Principalmente os casos que envolvem os tais adversários que o estão a tramar? Faz alguma coisa pelo país faz desmoronar o império da corrupção, denuncia-os. Não tem coragem? Deixo o desafio... 
Ninguém responde mas a resposta forma-se na mente dos que ligam as pontas. O silêncio sobre os outros, será um apoio que trará apoios. Todos se ajudam e safam  mais uma vez. É assim que tem sido e assim continuará a ser, até que um ex politico ou politico, decida denunciar alguém e se quebre a cadeia de favores... Aí sim, teremos políticos corruptos presos e paz em Portugal. Até lá a justiça e as acções da justiça continuarão a ser uma farsa e eles continuarão a proteger-se uns aos outros, do povo, aquele que eles consideram o verdadeiro inimigo. 

Congresso do apagão (Marinho Pinto)
Quem assistiu ao congresso dos socialistas portugueses realizado no fim da semana passada ficou com a ideia de que o novo líder António Costa sucedeu a António Guterres, dado o apagão sobre os nomes e as lideranças de José Sócrates e de António José Seguro. O silêncio sobre a prisão de Sócrates foi ensurdecedor e só pode significar o medo que se apossou dos novos dirigentes do PS pelo que se está a passar com o antigo líder do partido. Tratou-se de um ato primário de fingimento, tanto mais incompreensível quanto é certo que a sua prisão é inquestionavelmente um facto político. Com efeito, a prisão de Sócrates é um acontecimento que pertence tanto à justiça como à política. Tem a ver com todos nós. Não é apenas um problema do cidadão que está preso; é, sobretudo, do partido e do país que ele governou. Não é apenas do passado, é também do presente e, principalmente, do futuro.

04 janeiro, 2015

Providência cautelar para travar abuso nas portagens e multas nas SCUTS. Todo o apoio importa.

Neste video ouça o testemunho de 3 portugueses, vitimas do sistema. Assuste-se, partilhe e que uma onda de indignação se levante. Isto não pode acontecer num estado de direito.
Um país de gente sã, não pode permitir isto.



Assuntos relacionados com o abuso das multas na Via verde e pórticos, scuts, Brisa, contra-ordenação, portagens, autoestradas, processos no tribunal, penhoras, execuções fiscais, dividas à DGCI e fisco, a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (apDC) convida-os a enviar as vossas queixas, colaborando assim, para colocar um fim neste abuso.
Já antes, neste blog, tinha denunciado este escandaloso abuso, em Junho e em Agosto,  onde podem ler os muitos e comoventes comentários das vitimas, algumas já em verdadeiro desespero, deixam testemunhos arrepiantes encurralas à beira do suicídio...  Por isso decidi retomar ao assunto e trazer alguma esperança, pois parece que uma associação está a mexer-se no sentido de aliviar as vitimas. O importante é que as vitimas não se calem... e se juntem a esta associação, enviando as suas queixas, de forma a aumentar o número dos queixosos.
Continuemos a luta pelo pouco que nos resta. É importante ler e partilhar.

Associação de Defesa do Consumo acusa fisco de estar “a executar sem dó, nem piedade”.
O acréscimo significativo de processos e multas, disciplinares e fiscais, por não pagamento de portagens nas concessionárias de auto-estradas ex-SCUT (ou seja, que no início, eram sem cobrança de portagens aos utentes) levou a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (apDC) a anunciar que vai instaurar uma acção e uma correspectiva providência cautelar contra o sistema de pagamento electrónica nestas rodovias.
"Estamos perante métodos de pagamento e de cobranças coercivas que consideramos irregulares, ilegais e nulos. Decidimos ir interpor neste momento esta providência cautelar por que consideramos que atingimos um momento histórico deste tipo de comportamento, em que pessoas colectivas (empresas) e singulares (pessoas) estão a ser executadas pela Autoridade Tributária [AT] sem dó, nem piedade", assinalou Adriano Gouveia, jurista e porta-voz da apDC, em declarações ao Diário Económico.

Sem conseguir precisar o número de pessoas e de empresas que neste momento já apresentaram queixa na apDC relativamente a estas situações, Adriano Gouveia garantiu que "este é um flagelo que vai deflagrando e que já afecta milhares e milhares de pessoas" e que "há empresas que já estão a fechar as portas".
Adriano Gouveia esclarece que num processo hipotético de contra-ordenação, em que a taxa de portagem não paga pelo utilizador da via seja, por exemplo, de 0,45 euros (o mínimo de portagem que fica por pagar nas ex-SCUT pode ser de apenas 25 cêntimos), a coima mínima é de 25 euros e ainda se agrava com taxas administrativas, custas processuais e juros de mora, chegando no final a ultrapassar mesmo os 100, 200 ou até euros.

02 janeiro, 2015

Portugal precisava de um Sócrates sete anos à frente do Governo para fazer uma reforma do sistema judicial.

CARTA A JOSÉ SÓCRATES.

Caro eng. José Sócrates, Espero que esta o encontre bem. Li com atenção as suas cartas e foi apenas por falta de tempo que não respondi mais depressa.
Parece-me importante manter o contacto com as pessoas do nosso passado, como antigos colegas e antigos primeiros-ministros.
Tenho pensado bastante nas observações que vai fazendo.
Esta última carta sensibilizou-me especialmente, na medida em que criticava a cobardia dos políticos, a cumplicidade dos jornalistas, o cinismo dos professores de Direito e o desprezo das pessoas decentes.
Como creio que sabe, não pertenço a nenhuma das categorias citadas, e por isso fui deixado de fora do seu olhar crítico, pelo que lhe agradeço.

As críticas que faz ao funcionamento da justiça parecem-me muito pertinentes. Portugal precisava que um homem como o sr. estivesse, digamos, sete anos à frente do Governo, talvez quatro dos quais com maioria absoluta, para fazer uma reforma séria do sistema judicial.
É uma pena não termos essa possibilidade.
Na minha opinião, os primeiros-ministros deviam ser presos antes, e não depois dos mandatos. Estagiavam durante dois meses numa cadeia, três num hospital e um semestre numa escola. O contacto directo com a realidade dá-nos perspectivas novas, mais informadas, e acirra o ímpeto reformista.

Julgo que é possível estabelecer um paralelo entre o processo de Josef K., a personagem de Kafka, e o de José Sócrates, ou Josef S. - sendo que a sua história é mais complexa: tanto Josef K. como Josef S. se vêem confrontados com decisões judiciais autoritárias e, em certos aspectos, até grotescas, mas Josef K. nunca teve amigos como Alberto Martins e Alberto Costa a tutelar a justiça, nem governou o seu país. Era apenas vítima.
Ser simultaneamente vítima e carrasco deve ser mais perturbador.
Ao contrário do que muitas vezes se diz, Joseph-Ignace Guillotin, o inventor da guilhotina, não foi guilhotinado. Essa ironia foi reservada para si, que é agora acusado por um sistema que ajudou a conceber e conservar.

Compreendo quase todas as suas queixas. Na verdade, a ironia que identifiquei acima não é a única do seu caso.
Ao que parece, o facto de um amigo lhe ter disponibilizado um apartamento de 225 metros quadrados em Paris fez com que o Ministério Público lhe disponibilizasse um apartamento de 9 metros quadrados em Évora.
Obrigam-no a aceitar aquilo que o acusam de ter aceitado. É duro. E irónico. Uma pessoa tolera tudo, menos figuras de estilo.
Considero, no entanto, que algumas das suas análises são menos acertadas. Por exemplo, quando diz, sobre a intenção da prisão preventiva: "(...) já não és um cidadão face às instituições; és um 'recluso' que enfrenta as 'autoridades': a tua palavra já não vale o mesmo que a nossa."
Aqui para nós, se lhe roubaram o valor da palavra não terão levado grande tesouro, uma vez que a sua palavra já não valia o mesmo que a nossa desde aquela promessa dos 150 mil empregos.
Espero que não leve a mal esta franqueza. Estou certo de que voltaremos a falar.
Cumprimentos,
Ricardo (Por RICARDO ARAÚJO PEREIRA)

Só é pena ele não aproveitar as cartas para denunciar os corruptos do BPN que ele ajudou a salvar, quando ofereceu o BPN e os 9 mil milhões de dividas aos portugueses.
Só é pena ele não usar as cartas para denunciar como é que o Constâncio deixou o BPN roubar tantos anos.
Só é pena ele não usar as cartas para denunciar os tais que ele diz que o andam a tramar.
Só é pena ele não denunciar quem são os corruptos das PPP, dos SWAP, da EDP, etc... ele que denuncie tudo o que sabe, ele sabe... ele estava lá...


MAIS FEITOS DO GRANDIOSO SÓCRATES
(não se esqueça de consultar o blog para conhecer mais grande feitos do PS e de outros partidos)
  1. Campus de Justiça, mais uma PPP de Sócrates
  2. Deixa buraco de 3,5 mil milhões no SNS
  3. Destruição do SNS
  4. Destruição do património nacional 
  5. Destruição da Segurança Social
  6. Sócrates e a EDP