01 outubro, 2015

Sem armas nem chaimites nas ruas, Marinho Pinto quer uma revolução de mentalidades

ENTREVISTA A MARINHO E PINTO
Pergunta, resposta, pergunta, resposta. O ritmo da conversa chega a ser alucinante porque Marinho e Pinto não espera um segundo para responder ao que lhe é perguntado. Tinha chegado há poucos minutos de Bruxelas quando o gravador foi ligado. Embarcou para o Funchal assim que a conversa terminou. Esse vaivém do último ano serviu de ponto de partida a uma das entrevistas mais pessoais – e menos confortáveis – que o eurodeputado alguma vez deu.
-Se estivesse à frente deste país não teríamos chegado a este ponto?
Seguramente que não. E se tiver um dia responsabilidades ou capacidade para intervir nas políticas, vamos melhorar muito a nossa situação. Vamos cortar em despesas que não são fundamentais.

-Pensa seriamente nessa hipótese?
Penso em todas as hipóteses. Vou candidatar-me a umas eleições que dão essa possibilidade. Quem decidirá é o povo português. Não há vitoriosos à partida. Vou preparado para tudo, para ganhar e para perder. Aliás, ninguém está preparado para ganhar se, simultaneamente, não estiver preparado para perder. 
-Presta atenção às sondagens?
Não me preocupo nada com elas. Sempre me deram 1/5 dos votos que acabei por ter nas urnas, quer na Ordem dos Advogados quer nas eleições europeias.

 -A ser assim vai ter um resultado estrondoso. Dão-lhe 5 por cento das intenções.
Não estou preocupado com isso. Temos um programa e uma visão política para os problemas do país e vamos apresentá-los em plano de igualdade com os outros. O eleitorado decidirá e esperamos que não se deixe manipular pelas campanhas de informação a favor dos partidos tradicionais.

-É difícil combater o sistema?
Toda a minha vida tive dificuldades nos combates que travei. Desde a ditadura, com a polícia secreta, com a PIDE, com a repressão, com a ausência de liberdades, com a perseguição. Não comecei agora, venho de muito longe. Estou preparado para enfrentar essas dificuldades todas. Como já começámos a ter.

-Os portugueses são hoje mais livres do que eram há 40 anos?
Há mais liberdade formal, mas há mais medo de se ser livre. Antigamente as pessoas pagavam um preço pela liberdade. Muitas vezes eram exiladas, eram perseguidas, eram presas, torturadas, eram até assassinadas. Hoje as pessoas pagam outro tipo de preços.

-O que se paga hoje para ser livre?
Paga-se com o pão dos filhos, com a carreira profissional e o emprego a audácia de exprimir livremente as opiniões. Estamos a assistir a uma campanha miserável, com o apelo ao boicote do cantor Elton John a produtos da Dolce&Gabbana porque Elton John não concorda com as opiniões do responsável da empresa sobre questões de costumes. Não é a maneira de resolver os problemas. Quero uma sociedade onde haja várias opiniões e não unanimismos, e sobretudo opiniões únicas impostas por fanáticos.

-Qual é a sua rede?
As minhas convicções. Defender os mais humildes, defender a qualidade de vida para os sectores mais frágeis da sociedade. Nomeadamente os idosos. A sociedade tem o dever de lhes proporcionar um fim de vida com dignidade. Temos uma dívida de gratidão com os idosos, eles pagaram as escolas onde nós estudámos, os hospitais e as maternidades onde nascemos e nos tratamos. Agora não lhes podemos virar as costas.

-O idoso é um peso, não produz.
Mas o que é hoje idoso, e está esquecido em depósitos de solidão a que chamam lares, pagou os nossos estudos.

-A Ordem dos Advogados (OA) deu-lhe um palco que ainda não tinha tido.
Fui para a OA porque já tinha um palco. Dizia coisas que muitos calavam por cobardia, comodismo.

-Nunca se acomodou?
Não, nunca. Podia acomodar-me no Parlamento Europeu. Há alguém em Portugal que não queira ganhar 20 mil euros para representar um povo que tem um salário mínimo de 500 euros? Todos se calam, fingem que estão a fazer coisas magníficas em prol do povo, mas estão a engrossar as suas contas.

-Tem alguma coisa a provar a alguém?
As minhas convicções. Não ando a acusar ninguém nem a provar nada. Quero apresentar soluções para este país, quero mais liberdade, mais justiça e solidariedade para este país, menos medo.

-Chegou ao Parlamento Europeu e percebeu que não era o seu lugar...
São 751 deputados, 24 línguas, quase 700 tradutores. Num parlamento que nem sequer pode tomar iniciativas legislativas, o que queria que eu dissesse? Estamos bem? Aquilo é o local para onde se mandam pessoas em reserva. Para onde vão o Dr. Francisco Assis e o Dr. Paulo Rangel à espera da vez deles, e assim sucessivamente.
-Se for eleito à Assembleia da República, pode ter outra desilusão.
Uma desilusão não terei: a de poder apresentar projectos de lei. E não outorgar leis que vêm do poder executivo. A AR põe carimbo nas leis do governo.

-O poder político ainda manda?
Mais que o poder político, manda o poder económico e outros poderes fácticos. Mas é sobretudo o poder financeiro. Vemos os políticos a radiarem ao serviço de empresários, bancos, seguradoras e instituições financeiras. O poder político tem sido mordomo do poder financeiro. Não tivemos as elites políticas à altura de assumir a sua responsabilidade. Os grandes políticos em Portugal já desapareceram e foram para lá oportunistas que só querem enriquecer. Foi isso que levou Portugal ao ponto em que está. Tem de haver uma remodelação integral da classe política, financeira e mesmo da classe económica. A cultura dos nossos empresários também tem de mudar.

-A elite é vista como o modelo a seguir, um exemplo. Tendo em conta os episódios dos últimos meses, continua a fazer sentido falar em elites?
Faz sentido falar na degenerescência moral e política das elites portuguesas. As chamadas “pessoas comuns” perderam o chão, perderam os modelos?
Políticos a ser presos, bancos a ruir como baralhos de cartas porque foram assaltados por dentro. Tudo isso faz com que a população se sinta desorientada.

E onde estão hoje os exemplos?
É complicado. Há-os na sociedade. O caos não é universal, continua a haver reservas importantíssimas de credibilidade. É preciso convencer essas pessoas a virem para o debate e para o combate político.

-Diz-se que os melhores querem proteger-se, não arriscam dar o corpo neste campo de batalha mediático.
Sim, é verdade. O que levará as pessoas a virem para um debate político onde as regras estão viciadas à partida? É preciso fazer mudanças importantes para convencer alguns dos melhores, que se retraíram e recuaram, a assumir responsabilidades que o país lhes pede.

-A chamada elite política é muito crítica quando se refere a si.
Fui muito criticado por dizer quanto ganhava um eurodeputado, por dizer que não têm iniciativa legislativa, por criticar o Parlamento Europeu por ser subalterno em relação a outros órgãos executivos da União. Não fui criticado pelos políticos, a não ser pelos syrizazinhos que andam para aí muito nervosos. Fui criticado pelos jornalistas e comentadores ao serviço de políticos.

-São os seus próprios colegas no Parlamento Europeu a criticá-lo.
Chama-lhes colegas, podia chamar-lhes adversários. Admito que não ficaram muito satisfeitos quando revelei ao país quanto ganhava um eurodeputado. Mas os grandes ataques vieram de jornalistas a fazer-lhes o obséquio. 

-A imagem é abusiva, mas vem-me à mente a imagem de há pouco. Também ninguém o defende a si.
As pessoas que votam em mim. Não preciso que me defendam, eu defendo-me melhor. Não dou a outra face. Continuo a trabalhar e sou dos deputados que mais trabalham no Parlamento Europeu. Embora continue a dizer que grande parte do trabalho não tem utilidade. Mas os órgãos de informação são os grandes defensores deste sistema decadente. Isto não seria possível com órgãos de informação que cumprissem a sua função social.

-O que o distingue dos políticos que critica quando diz que vai voltar para Lisboa, acabado de chegar a Bruxelas?
Não disse isso. Disse que ia pedir a quem me pôs lá que me mudasse de lugar. Não há postura mais honesta. Podiam dizer que um tipo deixa de ganhar 20 mil euros para ganhar 2 mil euros por mês, mas não. Nunca os jornalistas se atiraram às pessoas que não cumprem os mandatos na AR. Foi só comigo. O que importa aos jornalistas ao serviço destes interesses políticos dominantes é tentar descredibilizar-me perante a opinião pública. Parece que são pagos para isso, e se calhar alguns até são.

-Está preparado para o escrutínio de que vai ser alvo na campanha?
Eu não escondo nada.
-A sua maior batalha é romper o sistema?
A minha maior batalha é conseguir mostrar ao povo português o meu programa político, sem manipulação. Que os jornalistas sejam isentos e não favoreçam umas forças em detrimento de outras.

-Apresenta-se como a alternativa a um modelo político que não funciona. Isso não lhe parece algo vazio?
Apresento-me para credibilizar a democracia. Começando já com uma reforma: suprimir o monopólio que os partidos têm da actividade política. Temos de abrir a actividade política aos cidadãos. Um cidadão que queira candidatar-se à Assembleia deve poder fazê-lo sem se subordinar a uma direcção partidária.

-Voltamos às sondagens. O senhor poderá ter uma voz de peso na formação do próximo governo.
Respeitaremos o voto dos portugueses. Mas não seremos muleta de ninguém.

-O que é que isso significa ao certo?
Nós não entrámos na política para arranjar lugares. Não temos clientelas.

-Já disse que negociaria com o Diabo.
Depende do benefício que se puder trazer ao povo. Com o PDR nunca a direita poria na rua um governo de centro-esquerda. O nosso compromisso é com o povo, não é com clientelas. Defendemos os interesses do povo e há momentos em que isso pode significar aceitar uma coisa má para não vir uma péssima. Somos diferentes, eu sou diferente. Aliás, só entrei na política aos 63 anos. Só fiz política antes do 25 de Abril. Realizei-me profissionalmente, fui advogado, jornalista e universitário. Não andei na política para resolver os meus problemas. Entrei na política para mudar o país.
-Como espera alcançar essa mudança?
Fazendo a pedagogia da mudança. Não serei eu a mudar o país, serão os portugueses. Desafio o povo a ter a coragem de fazer outro 25 de Abril, sem armas, sem G3, sem chaimites.

Como se faria essa revolução? 
Com essa arma poderosíssima, o voto. Assim as pessoas venham votar e alterem o sentido tradicional do seu voto. O sentido tradicional de voto dos portugueses conduziu o país à situação em que ele está. As pessoas que estiveram nas últimas três ou quatro décadas à frente do governo não tomaram o poder de assalto, foram lá postas pelo voto de uns e pela abstenção de outros.

-Como imagina Portugal daqui a dez anos?
Imagino-o muito melhor do que está hoje, se o povo português quiser essa mudança. Por isso e para isso é que estou na política. Entrei na política quando tudo aconselhava, inclusive a minha família, que me retirasse para descansar.

-O escrutínio a que está sujeito não faz mossa na sua família?
A unidade moral da minha família não é abalada por estes ataques injustos, falsos e mentirosos. Tenho sido alvo de calúnias e mentiras como se calhar nenhuma outra pessoa no espaço público foi em Portugal nas últimas décadas. Fazer campanhas desta natureza, só no tempo da PIDE. Só a PIDE é que fazia campanhas de assassínio de carácter como me têm feito alguns políticos, e sobretudo jornalistas e comentadores.

-Foi há pouco tempo que o país se viu livre da troika...
Isso é uma mistificação. O país continua a gastar mais do que produz, continuamos a ter défice. Enquanto houver défice no Orçamento continuamos a aumentar a dívida. Seja a troika, seja a União Europeia, o FMI ou os chamados mercados, o país não se liberta dos credores.

Vilanagem, por Marinho Pinto

A democracia emergente do 25 de Abril de 1974 herdou da ditadura um Estado riquíssimo.
Os portugueses eram pobres e tinham de emigrar, mas o Estado possuía um património imenso, com centenas de toneladas de ouro no Banco de Portugal e um valiosíssimo acervo imobiliário.
Depois, devido à dinâmica da própria revolução democrática, constituiu-se um património empresarial imenso. Com as nacionalizações, o Estado formou um vasto império de empresas na banca, nos seguros, na energia, nos transportes, nas telecomunicações, etc.
Empresas colossais e em regime de monopólio foram então criadas, tais como a EDP, a GALP, a Portugal Telecom, a CP, a TAP, entre outras.
Mais tarde, com a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE), o País passou a receber avultadas quantias em dinheiro.
Foram milhões e milhões de contos que entraram em Portugal vindos da CEE e depois milhares de milhões de euros vindos da União Europeia.
Infelizmente, todo esse património desapareceu. As empresas foram vendidas ao desbarato, depois de convenientemente desvalorizadas. As últimas estão agora em saldo.

Em muitos casos, ficou a ideia de que a única preocupação dos vendedores era garantir junto dos compradores bons lugares para si próprios ou para as suas clientelas.
Quanto ao dinheiro vindo da Europa, muito dele foi gasto em obras megalómanas, na compra de fidelidades políticas, em eleitoralismo primário ou então desapareceu na engrenagem da corrupção. Tudo isso com a complacência das próprias instituições europeias, que nunca se interessaram na forma como o dinheiro era gasto desde que o governo português votasse de acordo com os interesses do eixo franco-alemão.

E, assim, ao fim de quarenta anos de governos PS, PSD e CDS, o País está à beira da bancarrota, com uma dívida pública colossal, os portugueses estão esmagados com impostos, os jovens voltam a ter de emigrar como os seus avós, e os idosos morrem abandonados e na solidão, muitos deles sem dinheiro para medicamentos.


Será que os portugueses vão finalmente entender que PS, PSD e
CDS não são alternativas uns aos outros mas sim as causas dos nossos problemas?
Embaraços na comunicação 
O primeiro-ministro, Passos Coelho, mostrou o seu caráter e os valores e princípios em que assenta a sua formação política ao elogiar publicamente Dias Loureiro, um homem que enriqueceu na política. Diz-me quem elogias, dir-te-ei quem és!
O líder do PS só convive bem com a liberdade de imprensa quando esta lhe é obsequiosa 
O SMS ‘privado’ enviado por António Costa a um jornalista do ‘Expresso’, a propósito de uma crítica pública à sua ação política, revela, no mínimo, que o líder do PS só convive bem com a liberdade de imprensa quando esta lhe é obsequiosa.




Maniqueísmo 
Dizer que a crise é consequência do despesismo dos governos do PS é tão desonesto como afirmar que resulta apenas da crise internacional de 2008. Provêm de uma multiplicidade de causas, entre as quais avulta como dominante o despesismo incontrolado de sucessivos governos, desde os de Cavaco Silva até ao atual, passando pelos de Guterres, Barroso, Santana Lopes e Sócrates. Figurões Durante os dois mandatos (quase seis anos) em que fui bastonário da Ordem dos Advogados, tive de ir, por imperativo do cargo, a muitas cerimónias, receções e atos públicos oficiais frequentados pelas elites políticas e financeiras. Quase sempre me sentia mal acompanhado, pois quando olhava à minha volta me interrogava a mim mesmo: qual destes figurões vai ser o próximo a ser preso? Ler mais em: 

TACHOS DAS PRIVATIZAÇÕES 





4 comentários :

  1. À ESPECIAL ATENÇÃO DOS ABSTENCIONISTAS, ou, o porquê de VOTAR no PARTIDO DEMOCRÁTICO REPUBLICANO (PDR):

    É mesmo para si senhor abstencionista!
    Desculpe, peço um pouquinho da sua paciência, é mesmo para o seu bem, desculpe a minha presunção (cada um toma a que quer...)!
    Você já deve ter pensado e dito muitas vezes, não poucas vezes mesmo zangado ou frustrado, que está farto dos partidos do costume – PSD, CDS-PP, PS, BE e CDU (…PCP mais os seus amigos) -, e que não encontra JÁ nenhuma ALTERNATIVA DE VOTO que considere válida.
    Estou certo que ainda não esgotou todas as suas possibilidades, e ainda pode existir uma alternativa válida, ora veja lá a minha presunção (outra vez)...
    Ok, já sei que, muito provavelmente, vai dizer que “os partidos são todos iguais” e que “todos querem é tacho”!
    Certo, eu entendo a sua frustração, já estão passados quase 40 anos e isto nunca mudou mesmo, quer os que governaram - PSD, CDS-PP e PS – fizeram sempre repetidamente as mesmas asneiras, quer a sua eterna oposição – BE e CDU - nunca apresentou quaisquer soluções válidas para os problemas de sempre e, na verdade, são tudo as mesmas moscas...
    Espere, é só mesmo mais um minuto da sua atenção, pode ser que no final venha a dizer que, finalmente, encontrou uma SOLUÇÃO, MAS a sua estafada paciência ia deitando tudo a perder!
    Afinal, a M... pode mesmo mudar (acabar)...!
    Ora, bem, vamos lá a isto, e tiver ainda dúvidas, pense nisto, depois diga se vale a pena ou não em pensar em votar no PDR.
    Também já deve ter ouvido falar no seu Presidente, o DR. MARINHO E PINTO …, o ex-BASTONÁRIO dos ADVOGADOS, esse mesmo, aquele senhor de voz dura (tipo barítono), mas áspero..., que já ouvimos muitas vezes na TV a denunciar corajosamente os problemas que afligem o país e que, como nenhum outro partido até hoje, teve a coragem e a frontalidade de denunciar os podres de Portugal.
    Tomara, não admira porque os políticos tanto o odeiam e muita imprensa é paga para falar mal dele!!! Um diz que disse... dizendo que ele diz coisas que não disse.
    Ah, parece que também falam muito mal dele… porque ele, ...vamos tratá-lo por Marinho e Pinto, como ele merece, também teve a coragem de denunciar que um EURODEPUTADO ganha por mês mais de 20 MIL EUROS, coisa que nenhum português até hoje sabia!(porque todos os “MÂNFIOS” que para lá vão, sabiam mas ficaram sempre caladinhos…)

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    1. CONTINUAÇÃO:
      Bem, vamos lá então rapidamente a isso, e vou-lhe apresentar as 10 razões decisivas para VOTAR no Partido Democrático Republicano, e se no final não concordar com a proposta de programa de futuro Governo, eu entenderei a sua abstenção:
      1ª: Colocar a verdade, a honestidade e a transparência na política, dar voz às pessoas, entregando a soberania política e a democracia ao Povo (eleição pessoal dos deputados por CÍRCULOS UNINOMINAIS), Aprofundar o regime de incompatibilidades dos DEPUTADOS, responsabilizando os políticos e governantes pelos abusos praticados.. (Foi uma das lutas que ele sempre travou mesmo na ordem dos advogados)
      2ª: Combater sem tréguas a CORRUPÇÃO, o TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS e a promiscuidade político-económica (não acha que a corrupção é a principal causa de destruição económica e social do país?!)
      3ª: Rever as PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS, recuperar o património público desbaratado (sabia que a TAP, a EDP, etc. foram vendidas ao desbarato aos ESTRANGEIROS?) e reverter os seus lucros para os portugueses.
      4ª: Por fim ao TERRORISMO FISCAL CONTRA OS CONTRIBUINTES, desagravamento fiscal às empresas e aos particulares, criação de uma conta corrente entre os Estado e os contribuintes (não está cansado de pagar cada vez mais IMPOSTOS: IMI, IRS, Sobretaxa…, etc.)
      5ª: Regular o SISTEMA FINANCEIRO, punindo severamente os abusos dos banqueiros e agiotas (lembra-se o que aconteceu com o BPN, o BPP, etc.?)
      6ª: Políticas públicas activas de erradicação da POBREZA, de DESENDIVIDAMENTO das FAMÍLIAS por meio da participação da Banca, combate à FOME e auxílio às famílias CARENCIADAS (não conhece alguém próximo que foi para a insolvência pessoal?!)
      7ª: Protecção da SEGURANÇA SOCIAL, políticas públicas activas de solidariedade social e de defesa do Estado Social (já notou com a miséria cresce à nossa volta?!)
      8ª: Gratuitidade e preservação do SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (fim das taxas moderadoras dos serviços prescritos por médicos, não acha bem?!) e da ESCOLA PÚBLICA (fim dos financiamentos escandalosos ao Ensino Privado).
      9ª: Criação de um tribunal em cada sede de concelho, defesa intransigente do Estado de Direito (concorda em viajar mais de 100 kms para ir a um tribunal?)
      10ª: Fim da precariedade laboral, protecção social dos trabalhadores e dos desempregados, políticas activas de emprego pleno (o desemprego, a precariedade laboral, os contratos a prazo não assustam? Ou está a pensar em emigrar?)
      11ª: Dignificação da função pública e dos servidores do Estado, reforço da autoridade moral e pedagógica dos professores (não gostava de ter um Estado respeitado?)
      Então, diga lá de sua justiça, parece-lhe pouco O QUE O PDR PROPÕE FAZER? Não acha que quem se propõe a estas tarefas decisivas, que podem (que vão…) SALVAR Portugal não merece o seu voto?
      Vá lá, confie desta vez em GENTE SÉRIA E FRONTAL, que não tem medo de denunciar os problemas, sem enganar ou o enrolar, e que quer realmente MUDAR Portugal!
      Para o seu bem, da sua família e de Portugal, VOTE então no PARTIDO DEMOCRÁTICO REPUBLICANO nas ELEIÇÕES do próximo dia 4 DE OUTUBRO!

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  2. Tem todo o direito ,mas continuo a pensar que o apodrecetuga se reduziu, ao optar por um dos contendores as eleições.
    O blog é dos mais significativos e ficarei triste se for afectado pela opção de tomar partido.

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    1. Este blog existe de 2011 e sempre recorreu e divulgou as denúncias de Marinho Pinto , de Paulo Morais, Medina Carreira, Gomes Ferreira, Caiado Guerreiro, e mais uns quantos, que denunciam a corrupção e indicam soluções... são pessoas que sempre disseram a verdade sempre direccionadas pelo bem comum e não pelo bem de nenhum partido ou pelo bem deles próprios... e não vai ser agora por ele ser candidato à meia dúzia de meses que vou deixar de continuar as suas palavras sensatas e isentas. Sou isenta e a minha opinião mantem-se , Marinho Pinto é uma pessoa de valor e de valores, portanto vai continuar a fazer parte deste blog como sempre fez, e últimamente mais que nunca pois agora ele está ainda mais activo. As palavras dele de cidadania e denúncia, civismo e altruismo, não podem ser silenciadas apenas porque agora é candidato.

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