08 dezembro, 2014

O Orçamento de 2015 distribui os impostos pelos grupos económicos que capturaram a politica e finanças públicas. Paulo Morais

Paulo Morais "traduz" para linguagem criminal, o que realmente significa o Orçamento de 2015 e claro os muitos Orçamentos em Portugal. A submissão dos contribuintes, que por ordem dos governos, são obrigados a pagar impostos para sustentar o regabofe dos ricos e parasitas.

"Orçamento de esbulho
O Orçamento de Estado de 2015 (OE 2015) é um documento incompreensível para a maioria dos cidadãos. E opaco. Mas o pouco que se lhe adivinha é trágico: garante negócios milionários às empresas do regime, banca e construtores, e vem introduzir ainda mais alterações a um sistema fiscal hipercomplexo em constante mudança.

(Neste video Paulo Morais garante que o OE favorece "padrinhos")


Uma das maiores despesas será com juros da dívida pública, mais de 8 mil milhões, que consomem 60% da coleta do IRS! O estado gasta em juros mais do que gasta com todo o sistema de educação (7,7 mil milhões). Um absurdo! Esta situação, crónica, provoca uma sangria nas finanças públicas que urge estancar de uma vez por todas.

(Os juros e quem ganha com eles?) 



De novo, irão ainda ser beneficiados pelo OE 2015 os detentores das parcerias público-privadas.
Está prevista uma dotação superior a 2 mil milhões, para garantir aos concessionários privados rentabilidades obscenas, da ordem dos vinte por cento e mais. E a distribuição de milhões pelos grandes grupos económicos é interminável.

(Os políticos que favoreceram as PPP, trabalham nas PPP?)


Encontram-se ainda aspetos até bizarros neste orçamento, como a assunção pelo estado de "responsabilidades contingentes" de 3,5 mil milhões no Novo Banco.
Há também dotações ao Fundo de Resolução bancário de 300 milhões, que supostamente deveriam ser assumidos pela banca. E temos "funções diversas não especificadas" (540 milhões), uma espécie de saco azul legalizado.

(Alguém acredita que o BES está falido? O BES fazia lavagem de dinheiro internacional e isso só dá lucro.)


Para garantir este despautério, os trabalhadores por conta de outrem continuarão a ser penalizados com uma sobretaxa no IRS, as pequenas e médias empresas a pagar IRC que lhes consome os poucos lucros que auferem ou até a pagar impostos quando têm prejuízos, através do Pagamento Especial por Conta; os consumidores continuarão a pagar um IVA dos mais pesados da Europa.
E os benefícios fiscais, esses, ficarão para as grandes Sociedades Gestoras de Participações Sociais e para os grandes promotores imobiliários que titulam as suas propriedades em fundos de investimento isentos de IMI.

O OE 2015, à semelhança dos anteriores, é um instrumento de esbulho aos contribuintes; através do qual os atores políticos vão distribuindo os recursos pelos grupos económicos que capturaram a política e, através desta, as finanças públicas.

(Marinho Pinto garante que em Portugal o sistema fiscal é feito à medida para favorecer os ricos e perseguir os outros, descubra os milhares de milhões de euros que fogem aos fisco com o apoio das politicas fiscais) 


O Estado é o beneficiário de uma relação única.
As pessoas são coagidas a entregar-lhe parte substancial do seu rendimento sem qualquer explicação credível ou especificação que denote a sua futura utilização; nem as pessoas têm qualquer intervenção sobre o seu destino concreto.
O autoritarismo estatal verifica-se na recolha do imposto e na sua aplicação prática; não há uma relação bilateral, de direitos e deveres, apenas a perpetração de um saque.
As pessoas são consideradas tecnicamente como “obrigados fiscais” designação que expressa essa profunda desigualdade entre as pessoas e o Estado, dito representante de “todos nós”. Por isso, quem precisar de uma escola nas imediações, ao pagar os seus impostos, provavelmente terá o seu contributo “investido” num tanque de guerra, num pagamento de consultadoria, num banco em dificuldades ou em juros de dívida; e não terá qualquer via para contestar um gasto considerado inútil, excessivo ou um investimento não efetuado, mesmo se inscrito no orçamento.

A classe política sabe-se com poder para usar o dinheiro dos impostos como quiser.
Sabe que pode gastar mais do que o que lhe foi entregue, contrair empréstimos, proceder a contratos ruinosos ou conceder benefícios fiscais, atribuir rendas e privilégios (incluindo aos seus próprios membros), sem qualquer mandato para além das votações genéricas do orçamento, efetuadas em sessões parlamentares teatralizadas entre membros da classe política. O espetáculo transforma-se em farsa quando se sabe que o orçamento é previamente aprovado (sem recurso) pela Comissão Europeia, enquanto a dívida pública ultrapassar os 60% do PIB, situação que, de modo otimista se sabe irá ter uma vigência de dezenas de anos.
Podem ainda referir-se as promessas feitas em campanha eleitoral que todos sabem (votantes e mandarins) ser uma encenação, cujo conteúdo todos irão esquecer ou, se necessário, revogado por algum estudo elaborado à medida ou outro subterfúgio, para justificar o não cumprimento do prometido.

O orçamento é efetuado sob a orientação do capital financeiro e dos grupos económicos com acesso ou controlo sobre os membros do governo, no sentido da obtenção de benefícios fiscais, da definição da carga fiscal ou contributiva sobre o trabalho, do volume destinado a apoios sociais, contratos, investimentos de “interesse público” - a financiar pela banca ou com adjudicação antecipadamente comprometida - e ainda concessões, privatizações ou aquisições de serviços e equipamentos. O interesse público até poderá estar contido em algumas das prescrições orçamentais concretas mas, no seu conjunto, o orçamento não é construído tendo como primeiro objetivo o interesse coletivo. Como popularizado pelo actual primeiro-ministro, a chegada ao governo visa o acesso ao “pote”, onde continuamente se derrama o dinheiro dos impostos. ARTIGO COMPLETO: 

9,2 mil milhões, crescerá a nossa divida por ano. 
Impagável!!! Insuportável!! Insustentável!!


Grandes Empresários são parasitas do estado, sem ele, não existiam. 

1 comentário :

  1. TEMOS OS POLITICOS QUE MERECEMOS SOMOS NÓS QUE OS MOLDAMOS
    UM POVO QUE NÃO VOTA NEM SABE USAR O VOTO JAMAIS SERÁ REPRESENTADO, TEMIDO OU SEQUER RESPEITADO E JAMAIS SABOREARÁ AS VANTAGENS DA DEMOCRACIA...
    Em Portugal vence sempre a abstenção e a ignorância e os corruptos.
    O povo não sabe que o voto não serve apenas para votar a favor dos que mais se apoiam, serve também para votar contra os que mais roubam e mentem.
    O critério decisivo da democracia é a possibilidade de votar contra os partidos que há 40 anos destroem o país
    Karl Popper, sobre democracia, responsabilidade e liberdade.
    (…)
    Inicialmente, em Atenas, a democracia foi uma tentativa de não deixar chegar ao poder déspotas, ditadores, tiranos. Esse aspecto é essencial. Não se tratava, pois, de poder popular, mas de controlo popular. O critério decisivo da democracia é – e já era assim em Atenas – a possibilidade de votar contra pessoas, e não a possibilidade de votar a favor de pessoas.
    Foi o que se fez em Atenas com o ostracismo. (…)
    Desde o início que o problema da democracia foi o de encontrar uma via que não permitisse a
    ninguém tornar-se demasiado poderoso. E esse continua a ser o problema da democracia. (…)

    ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/09/o-criterio-decisivo-da-democracia-e.html#ixzz3qcV7Aoi8

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