05 dezembro, 2013

Reestruturação da dívida ou trafulhice? Empurrar buracos para o futuro. Típico.


Na operação da reestruturação da divida, o governo transferiu o pagamento de dívida de € 6.640 M de 2014/15 para o ano de 2017/18.
No exercício abaixo a que se procedeu considerou-se o prazo de maior esforço de pagamento à troika – 2014/21 - uma taxa constante de 5% e o valor do PIB em 2012.

Estimativa do serviço de dívida de médio/longo prazo para 2014/21 (€ milhões)

2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
soma
Antes da operação de 3/12/2013





amortização
13779
15029
12540
12178
10698
11470
12273
10766
98733
juros
4592
3872
3183
2565
1993
1439
845
269
18758
% do PIB
11,1
11,5
9,5
8,9
7,7
7,8
8,0
6,7

Depois da operação de 3/12/2013





amortização
11279
10869
12540
14858
14668
11470
12273
10766
98723
juros
4654
4100
3515
2830
2092
1439
845
269
19745
% do PIB
9,7
9,1
9,7
10,7
10,2
7,8
8,0
6,7


A referida operação conduz a:
- Um alívio da tesouraria durante três anos mas que aumenta em três anos o tempo de pagamento de juros sobre aquele valor.
- Um aumento adicional de € 100 por habitante, uma vez que no período 2014/18 os juros acumulados aumentam em € 988 milhões. E não considerando novas reestruturações criativas como esta, nem novos empréstimos;
O governo sacode as suas responsabilidades de 2014/15 – haverá eleições em 2015 - para 2017/18, denotando que o atual convénio PSD/CDS não irá perdurar como agora. Será que esperam atrair o PS para a sociedade promotora do empobrecimento?
O governo pretende dourar a situação económica e financeira de Portugal, com previsões macroeconómicas infantilmente falsas e convencer “os mercados” da bondade da sua gestão;
Esta operação não foi certamente gratuita e permitiu comissões elevadas por parte de bancos e/ou consultores cujo montante se desconhece;

Que soluções?

1.  Com ou sem a operação de reestruturação, a dívida não é pagável na sua atual dimensão, como se observa nas parcelas do PIB a comprometer com o serviço de dívida para os próximos anos.

2.  Uma economia capaz de melhorar a vida da população e absorver a procura de trabalho tem de ter um crescimento razoável, superior a 3%;

3.  Mesmo que se consiga um crescimento dessa ordem, num prazo que, na atual situação económica e política não é previsível, esse acréscimo estará sempre longe de poder fazer face ao serviço de dívida;

4.   Dito de outro modo, um crescimento que permita simultaneamente pagar o serviço de dívida e melhorar a vida da população, atrair os que emigraram, reduzir o desemprego e conter o empobrecimento galopante a que se assiste, esse crescimento teria de ser variar, no período considerado entre 10 e 14% o que é inimaginável;

5.  Falar de reestruturação é uma burla política para ocultação da realidade por parte do governo e devido a cálculos políticos de uma oposição falsa, mansa, ou inútil, todos à margem da população;

6.  Qualquer real solução para a precária situação global em que vive a esmagadora maioria dos residentes em Portugal passa por:
  • Suspensão imediata do pagamento da dívida pública por motivos de força maior
  • Avaliação da parcela da dívida a declarar como nula por não ter sido aplicada no bem estar das pessoas e eventual reescalonamento de algumas das suas parcelas legítimas;
  • Criação de um regime político democrático, com um outro modelo de representação, em que as pessoas possam decidir a todo o momento e não vejam os seus direitos usurpados por uma classe política;
  • Apuramento das responsabilidades criminais e financeiras dos decisores políticos dos últimos governos. fonte
A divida não é nossa, é da corrupção, exijam a factura detalhada da divida, assinem esta petição, para termos uma auditoria ás contas públicas, efectuada por auditores estrangeiros especializados na matéria, e assim ficaremos a saber quanto nos roubaram, e decidiremos o que não pagamos. Já basta de ser enganado e roubado, e ainda temos que pagar as dividas dos larápios?

Operação de troca de dívida foi "reestruturação a favor dos bancos" - portugueses perdem 1100 milhões de euros, com a "ajuda" do governo.
A operação de troca de dívida acrescenta 1100 milhões à fatura dos juros pagos pelos contribuintes. Na Assembleia da República, Mariana Mortágua disse que tal como nas PPP e nos swaps, "a forma do Governo resolver problemas é sempre a mesma: pagar mais aos bancos".
O tão aguardado "regresso aos mercados" saldou-se uma vez mais numa operação financeira para adiar o pagamento da dívida. Mas em troca desse adiamento, o Estado português irá pagar mais 1100 milhões de euros aos bancos que participaram na operação que o Governo diz ter sido "um sucesso".
Nas contas publicadas no Correio da Manhã, os juros das duas novas linhas criadas totalizam mais de 1400 milhões de euros, ao que se deve subtrair os 300 milhões que o Estado deveria pagar em 2014. Saldo final: serão 1100 milhões de euros a mais que os contribuintes irão pagar até 2018.  fonte

Um óptimo negócio para a banca, e um péssimo negócio para o estado. O governo apenas afastou um segundo resgate, que iria ser pedido em 2014, para 2018, mas favorecendo a banca e lesando o interesse nacional.
Um governo que continua a não ter coragem de enfrentar a banca, e a ir contra os interesses do país e a da economia.





Paulo Morais explica que se deveria renegociar a divida sim, mas por pessoas competentes e honestas e não pelos do costume.






5 comentários :

  1. Se realmente tomam somente agora consciência que a reestruturação da dívida é uma farsa porque que ignoram o instrumento legal que lancei em Portugal, Principio de Auditoria de Cidadão à Dívida NÃO NECESSITA SER APROVADO POR NENHUM ÓRGÃO DO ESTADO.
    http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N38162
    que permite ter a FACTURA DETALHADA.?!
    Dêem-me uma razão coerente que sustente todos esses discursos.
    u, Cidadã, defendo a suspensão, exijo uma auditoria financeira ao Estado na qual toda dívida e/ou despesa pública identificada na legitimidade assume-se o seu pagamento integral, todas aquelas identificadas no enquadramento da ilegitimidade exijo a sua anulação, bem como exijo a responsabilização para todo aquele que as contraiu.
    Evelyn H

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  2. O outro artolas o coitadinho do sócrates bem dizia que a dívida não era para pagar assim gerir. Realmente estes políticos medíocres não resolvem problema nenhum, como ainda o adiam para depois os problemas serem mais complicados. Não há interesse nenhum em resolver a porcaria da despesa, acabar com as subvenções vitalícias, acabar com os subsídios de reintegração, com os cartões de crédito, reduzir a frota automóvel para um terço, acabar com mais de 80 % das fundações e renegociar a sério as ppp´s ou acabar com elas. Acabar com ajudas de custo de alojamento de refeições. Quem quer ser político é para servir o País, não para roubar. E acima de tudo acabar com a impunidade, quem é ladrão tem de ser castigado a culpa não pode morrer solteira. Há muita corrupção na assembleia, porque a ocasião faz o ladrão. Quantos políticos estão presos? E o património dos corruptos devia ficar a favor do estado para compensar os roubos. Mas neste triste Portugal a justiça só funciona para o zé povinho que não tem dinheiro para bons advogados nem para recursos. Mas também devem acabar com reformas acima de 3.000€ porque nenhum funcionário do privado chega a esse montantes. Há reformas pornográficas dos ex políticos. E os políticos que estejam reformados jamais podiam ser deputados e ministros Chega de políticos reformados. Tem de aparecer gente capaz que se dei-a oportunidade. E qualquer gestor publico tem de ganhar no máximo 5.000€ e já é muito dinheiro. Querem ganhar milhões esses fracos gestores que montem uma empresa deles. Mas sacar dinheiro ao estado é o mais fácil. Esta frase resume tudo acerca de Portugal " Portugal não é um País pobre, tem é ladrões a mais".
    Esta garotada dos jotinhas não servem para nada. Vejam os casos do coelho e do seguro 2 jotinhas que são uns mentecapos.

    Fernando

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  3. Zita, desculpe o off-topic, mas acabei de colocar um comentário no post sobre Camarate, que só agora reparei ter sido colocado em Abril 2012. Isto porque no BPNgate no Facebook esse post apareceu hoje nos newsfeed, e pensei que era o mais recente. Isto para o caso de não receber a indicação de resposta a comentários de posts antigos. Deixei lá algumas informações sobre "shills" e também sobre o 11 de Setembro para quem não tenha conhecimento.

    "Keep fighting the good fight"
    João

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    1. Já li e respondi... obrigada pelo seu apoio e lucidez.

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  4. Só vejo uma situação caracata. vai ser o holandinho portugues a ter que mostrar como é a sua cratividade agora a sério e vão ser os herdeiros de filosofo de Paris a mostra que realmente as dividas não são para pagar. Tirando este paragrafo de má lingua, vamos a trabalhar para que mais uns anitos dêm para se caminhar para que Portugal se torne publicamente viavel. Será que vamos rentabilizara os autarcas e as sua rotundas, as tres autoestardas para o Porto(plantando lá estufas de pepinos) ou arrendando os tres hospitais a 40km uns dos outros(para criação de perus). Se der para os eleitores aprenderem a pensar com mais criterio em quem não se deve votar , pode ser que não se perca tudo.

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