10 dezembro, 2013

OS GRANDES NEGÓCIOS CONTRA O ESTADO. Quem quer uns estaleiros de Viana? E uns CTT, a EDP, as PPP e já agora... o BPN?


Este texto expõe, de forma clara e brilhante, o ridículo e o embuste que tem envolvido as privatizações, do património do estado que é de todos nós.
Privatizar empresas lucrativas, significa passar para os privados, mercados que os contribuintes conquistaram, clientes que os contribuintes conquistaram, negócios que os contribuintes conquistaram, mercados que os contribuintes monopolizaram, equipamentos que os contribuintes pagaram, investimentos que os contribuintes pagaram, impérios que os contribuintes pagaram, e que agora os governos oferecem a privados, para recolher os frutos.
Alguém conseguirá calcular quanto terá custado aos portugueses todas as infraestruturas da EDP, da PT, dos CTT? Distribuir por todo o país infraestruturas (postes, fios, dependências)? Depois de montada a parte que dava mais despesa e menos lucro, depois do investimento e de tudo pronto a dar elevado lucro, vende-se? Um lucro que deveria ser de todos nós, é agora de alguns amigos dos governos?
Tudo que há de bom na empresa, "vende-se" aos privados, mas para o estado mantém-se as dividas, os prejuízos, os encargos com despedimentos, e todo o lixo que os privados rejeitarem. Tem sido este o critério das privatizações portugueses. E é apenas por isso que não se consegue privatizar a TAP, por dar prejuízo, e portanto ficam para os contribuintes, esses burros de carga, que tudo suportam. 

Na história dos estaleiros de Viana algo tresanda a corrupção e da grossa
A subconcessão foi decidida com a desculpa do Ministro da Defesa Nacional, Aguiar Branco, de que havia uma investigação da Comissão Europeia segundo a qual a empresa teria de devolver cerca de 180 milhões de euros por “ajudas de Estado” ilegais e, por isso, não havia alternativa senão o encerramento da empresa. Hoje, sabemos que:
- não houve ainda decisão da Comissão Europeia;
- se os ENVC tivessem de devolver “ajudas” não era a Bruxelas, mas ao Estado — isto é, seria uma operação contabilística de transferência de recursos do Estado (ENVC/EMPORDEF) para o Estado (DG Tesouro);
- a Comissão Europeia denunciou como não sendo verdadeiro “concurso público internacional” o que o governo português lançara em 2012 para privatizar os ENVC e por isso, o MDN interrompeu a processo de privatização e abriu o de subconcessão; 
- Os contribuintes desembolsarão já este ano cerca de 30 milhões de euros para o Estado pagar indemnizações de despedimento aos mais de 600 trabalhadores dos ENVC. ARTIGO COMPLETO- O governo PSD assim que tomou posse foi avisado da urgência do ENVC,  pois envolvia 630 postos de trabalho, muitos milhões de encomendas, e um sector estratégico para o país... e como urgência deixou, arrastar até agora? 

EU TAMBÉM QUERO UNS ESTALEIROS DE VIANA, E UMAS ESTRADAZINHAS.

"Exmo. Sr. Ministro da Defesa, Digníssimo Sr. Dr. Aguiar Branco,
Se Vexa Sr. Ministro não se importar, eu fico com os Estaleiro Navais de Viana do Castelo. Bem sei que já estou a chegar um pouco atrasado em relação ao suposto concurso mas não sabia que o negócio era para ser feito dessa forma. Sendo assim, também quero!
Eu já tinha ouvido comentar de outros negócios que o seu governo tem promovido de igual forma muito interessantes. Muito interessantes para quem fica com as coisas, entenda-se, não para Portugal e para os Portugueses. Ora como eu também sou portador do mesmo espírito de sacrifício que esses beneméritos que têm feito o favor de ficar com o património dos Portugueses desta vez dou eu o passo em frente e repito, se Vexa não levar a mal, eu fico com os estaleiros.

Pode perguntar o Sr. Ministro o que é que eu entendo de construção naval. Repondo com todo o gosto, até lhe agradeço a pergunta. Sei tanto quanto a Martifer, andámos a estudar o tema no mesmo sítio. Onde? Em lado nenhum Sr. Ministro, não entendemos mesmo nada de construção naval mas isso certamente não será impeditivo para que eu fique com os estaleiros, se para eles não é, mutatis muntandis, para mim também não pode ser.

Vamos então aos números Sr. Ministro, vamos ver como estão as contas dos candidatos. A Martifer tem um passivo que ultrapassa os 378 milhões de Euro, o meu é francamente inferior. A não ser que o seu critério seja eleger o maior devedor aqui ganho eu, devo muito menos.
O Sr. Ministro quer que quem fique com os estaleiros lhe pague 7 milhões até 2031, qualquer coisa como 415 mil Euro por ano ou, para ser picuinhas, uma renda mensal de 32.000 Euro. Está certo, aceito estes valores e até lhe faço um agrado que mais adiante explicarei.
O Sr. Ministro fica com os ossos do estaleiro ou seja paga do seu bolso, salvo seja, paga do bolso dos otários dos Portugueses os 450 milhões de euros que os estaleiros têm de passivo, resolve aquele questão chata do navio Atlântida e da divida que todos os dias aumenta por estar a ocupar uma doca no alfeite. É simpático da sua parte resolver estes problemas. Pessoalmente fico muito agradecido por me livrar dessas dores de cabeça que só me iam incomodar e preocupar.
Os trabalhadores que actualmente estão ao serviço dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo fará o Sr. Ministro o favor de os despedir e pagar o que houver a pagar, não é verdade? Parece que Vexa está a contar estoirar mais uns 30 milhões nisso. Uma vez mais muito lhe agradeço a gentileza e retribuo de imediato.

Diz a Martifer que depois do Sr. Ministro despedir 600 trabalhadores eles contratam 400. Pois olhe Sr. Ministro, eu sempre achei que não vale a pena ser mesquinho e que a sua gentileza deve ser compensada. Assim sendo digo-lhe já que pode chamar a comunicação social e informar que eu contrato 450 trabalhadores, pode dizer que a sua intervenção permitiu um acréscimo de 50 postos de trabalho em relação aos 400 prometidos pela Martifer. Portanto um total de 450 postos de trabalho novos, nas suas palavras.
O Sr. Ministro deve ter-se rido à brava com essa piada não foi? Então o Sr. atira para o desemprego 600 pessoas e depois vem dizer que o seu negócio gerou postos de trabalho? Ehehehe essa foi de mestre!

Mas Sr. Ministro, em relação aos postos de trabalhos que vou criar, vou pagar a todos o salário mínimo nacional, independentemente do nível profissional ou salarial que tinham anteriormente, levam com o mínimo e já vão com sorte. Aliás se o Sr. e os seus colegas do governo fizerem o favor de baixar esse valor, como andam com vontade de fazer, fico, uma vez mais, agradecido.
Quase a terminar quero agradecer o facto de o Sr. Ministro deixar o vencedor desta espécie de concurso ficar com as encomendas já realizadas e, para não ir mais longe aquela da Venezuela no valor de 128 milhões. Calculando assim por alto uma margem de 20%… Já sei o Sr. Ministro quer ser mais modesto e falar de 10%. Olhe partimos ao meio, pode ser? Falemos de 15%. A encomenda da Venezuela vai deixar um lucro estimado de 20 milhões.

Lembra-se de eu ter mencionado que mais adiante voltava a falar dos 7 milhões de renda que o Sr. Ministro quer que sejam pagos em 18 anos?Pois bem, fique a saber que eu gosto de ser simpático e proponho pagar esses 7 milhões na totalidade assim que receber o dinheiro dos Venezuelanos. Parece-lhe bem? Assim evitamos andar com pagamentos todos os meses e o Sr. fica logo com o dinheiro, pode-lhe dar jeito para contratar para si, ou para algum dos seus colegas, mais uns assessores.
Não posso deixar de reconhecer como ficaria satisfeito com o facto de ganhar este concurso. Já reparou que assim de repente já tenho um lucro de 13 milhões? Bem melhor que jogar no euromilhões, não gasto os 2 euro, e ainda recebo mais, é que se no jogo me saírem os 15 milhões a Lady Swap palma-me logo 3, fico só com 12… Prefiro mesmo apostar em ficar com os estaleiros.

Recapitulemos as razões que me deixam em vantagem em relação à Martifer:
Eu não entendo nada de construção naval. Eles também não;
Eles têm um passivo brutal. O meu é bem mais modesto;
Eles aceitam que o Estado fique com os ossos todos. Também não me oponho;
Estamos todos de acordo que o Estado é que vai tratar de despedir os trabalhadores;
A Martifer diz que vai criar 400 postos de trabalho. Eu garanto 450;
A Martifer paga a renda em 18 anos. Eu pago a totalidade assim que receber o pagamento da encomenda em carteira
Parece-me Sr. Ministro que a minha candidatura é bem mais séria e forte que a da Martifer. Seguramente Vexa não vai ter nenhuma dúvida na escolha.
Diga lá, se faz favor, quando é que posso tomar posse dos estaleiros?"
Fonte

ALGO DE MUITO PODRE SE PASSA EM PORTUGAL
"Ana Gomes, primeira embaixadora portuguesa em Jacarta, revelou o episódio que ocorreu entre 2002 e 2004.
A Indonésia manifestou interesse em conhecer os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), no âmbito de uma encomenda para construção de navios-patrulha, mas nunca obteve resposta de Portugal. A revelação foi feita ao PÚBLICO por Ana Gomes, revelador da escassa ambição comercial e interesse governamental a que estiveram sujeitos os ENVC.
“Bastava convidá-los, mas nada foi feito”, salientou a actual eurodeputada socialista, referindo-se a um convite de Portugal às autoridades indonésias para visitarem as instalações. O primeiro passo normal de um negócio deste tipo que, no entanto, nunca se chegou a verificar para surpresa da diplomata.
Para além do âmbito comercial, a construção dos navios patrulhas de grandes dimensões que transportavam helicópteros, tinha uma importante dimensão diplomática.
Em carta de 20 de Dezembro a Joaquin Almunia, vice-presidente da Comissão Europeia e comissário para a Concorrência, relatou em três páginas ter enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma queixa-crime contra pessoas incertas por suspeita da prática dos crimes de corrupção, tráfico de influência, abuso de poder e favorecimento de interesses privados. Trata-se de delitos que a eurodeputada atribui à subconcessão pelo Estado português dos terrenos e infra-estruturas dos ENVC à Navalria/Martifer.
Destaca que o comissário Almunia se mostrou surpreendido pelo Governo português nunca ter invocado junto de Bruxelas o facto de os ENVC construírem navios para a Marinha portuguesa. O que, permitiu aos estaleiros públicos de Navantia, em Ferrol, Galiza, sobreviverem e terem uma carga de trabalho garantida por encomendas da Turquia. Segundo a eurodeputada socialista, com a justificação desta contrapartida para o quadro de segurança europeia, as ajudas de Estado passavam a ter um enquadramento diferente.
Não menos importante é o facto de “o Estado estar a passar carga de trabalho para a nova empresa” com os dois asfalteiros para a Venezuela, quando o negócio foi feito Estado a Estado. “Isto é uma matéria de intervenção para a Comissão Europeia”, garante."
(Consulte o artigo completo, para mergulhar mais fundo na podridão que nos arruina)

Euro deputada, lança a suspeita de existirem
interesses privados de Aguiar branco, na privatização dos estaleiros? Mais um politico com escritórios de advogados?
 «Tudo isto cheira e soa muito mal e é essencial que haja investigação, desde logo da AR e também da PGR. A queixa-crime que o ministro já anunciou contra mim poderá facilitar essa investigação. Resta-me como deputada europeia bater-me em Bruxelas junto da Comissão Europeia para que também assuma as suas responsabilidades e leve até ao fim a investigação» Ana Gomes.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa garante ter provas de que o processo de subconcessão dos estaleiros não foi bem gerido. Mails, mensagens telefónicas e vários documentos é o que José Maria Costa vai entregar ao Provedor da Justiça.
O autarca fala ainda de um contrato entre o Estado português e a Venezuela para favorecer a Martifer. José Maria Costa diz mesmo ter provas de que o interesse público está a ser posto em causa.
O autarca garante que o país e os trabalhadores dos estaleiros estão a ser «enganados». E que a Empordef e o ministro Aguiar-Branco têm de ser «investigados».fonte

Administradores dos estaleiros de Viana recebiam 650 euros por dia. O administrador espanhol, Francisco Gallardo, teve viagens a Espanha pagas pela empresa, num total de 12 600 euros. Os custos do administrador com a televisão por cabo também eram suportados pelos estaleiros. Para uns viverem à grande, torna-se insustentável a empresa? Mas FONTE

Nos últimos anos, sucessivas administrações foram nomeadas para aquela empresa do estado. Não se sabe o que andaram por lá a fazer os gestores públicos, alguns nem sequer viviam em Viana e apenas se deslocavam aos Estaleiros para receber o salário e as ajudas de custo.
A empresa serviu de albergue para “boys” do PS, do PSD, mas principalmente do CDS, na sequência da passagem da tutela dos estaleiros para o ministério da defesa, quando Portas tutelou esta pasta.
Nem se percebeu bem a passagem, pois este ministério não fez encomendas, nem sequer garantiu aos estaleiros contrapartidas no âmbito do obscuro processo de compra dos submarinos.
No final desta história, os trabalhadores, a cidade de Viana e a região irão sofrer, enquanto os políticos que cometeram este crime continuam completamente impunes. Paulo Morais.

MAIS CASOS SOBRE AS PRIVATIZAÇÕES
  1. Porque se atrasou uma decisão urgente, para o ENVC?
     clique na imagem para ampliar  
  2. Asfixiar para privatizar? 
  3. O caso dos CTT
  4. O caso da EDP
  5. O caso da TAP
  6. O caso da RTP
  7. Mais da RTP 
  8. O caso BPN
  9. O caso da Cimpor
  10. Miguel Sousa Tavares, as regalias insustentáveis para os boys dos estaleiros
Nota: Não é apenas com as privatizações, que perdemos... os despedimentos e contratações, inerentes também nos custam muito dinheiro público, graças aos estratagemas ruinosos que os governos aprovam. A incompetência ao rubro.
Só nos estaleiros de Viana sairão mais de 600 empregados, mas o governo vem garantir que irão criar 400 novo postos de trabalho, nos ENVC... agora veja-se a quem sai caro este despede e contrata, irresponsável. 
O governo tem usado e abusado de esquemas enganosos e dispendiosos, para deturpar os dados do desemprego e da criação de emprego.
Todos devem conhecer casos como este que passo a relatar e que estão a proliferar pelo país. As empresas despedem 7, 8, 20 funcionários, os que lhes convier... para depois contratarem estagiários, pagos pelos contribuintes e DESPOJADOS  de direitos.
Um caso recente a exemplo, uma clínica dentária, despediu a sua recepcionista, que realizava serviço de recepção, assistente, limpeza, contabilidade, trabalhos técnicos, etc etc... a troco do salário mínimo nacional.
Agora repare-se no brilhante sistema que o nosso governo inventou e permite.
A clínica contratou uma dentista, licenciada, para realizar todos os serviços da anterior funcionária. Mas por incrível que pareça, a clínica apenas lhe pagará pouco mais de 100 euros, porque o estado paga aos licenciados estagiários, 600 euros, e o patrão apenas tem que pagar uma pequena percentagem.

Em suma, o patrão está felicíssimo... as funcionárias estão a ser vitimas do sistema, e o contribuinte, o enganado e roubado do costume, está a pagar subsidio de desemprego à despedida, e a pagar o salário, (subsidio de "emprego") à recente contratada... o que perfaz, mais de 1000 euros de despesa mensal para o estado... e uma poupança de 300 euros para o patrão.
É este o brilhantismo que caracteriza estes carolas idiotas, que fazem as leis que nos arruínam.
Agora multipliquem este caos pelos milhares de desempregados, que as empresas enviam todos os dias para rua, e logo são substituídos por estagiários. Agora imagine-se quanto pagamos aos desempregados e aos estagiários, é de bradar aos céus a estupidez de medidas que apenas incentivam a injustiça e o despesismo do estado.
Será este o esquema que vai ser utilizado com as 630 vitimas de desemprego dos ENVC?

Para o governo o mil vezes anunciado «pós-Troika» é o de um país a retroceder nos níveis de educação, saúde e protecção social; a empobrecer; a alimentar o capital financeiro; a ter baixíssimos salários e altíssima precariedade; e a braços com uma tragédia demográfica que explode com o desemprego e a emigração. É também o de um país que se desenvencilha da propriedade pública para poder desobrigar-se da produção, dos serviços e dos trabalhadores, oferecendo a preço de saldo bons negócios aos privados.
O negócio dos CTT, empresa que desde 2005 apresentava lucros acumulados de 438,7 milhões de euros, lesa significativa e duradouramente os cofres do Estado. Mas não se trata apenas de um negócio contra o erário público, que os privados agradecem. À alienação de lucros futuros junta-se a desistência criminosa de um dos maiores empregadores nacionais.





5 comentários :

  1. -> O cidadão não pode ficar à espera de «políticos-faz-tudo»… e depois, quando a 'coisa' corre mal,... andar por aí o tempo todo a insultar políticos!?!?!
    .
    -> O CIDADÃO TEM DE POSICIONAR-SE DE FORMA DIFERENTE NA SOCIEDADE; leia-se: reivindicar «políticos gestores públicos» que farão uma gestão transparente para/perante cidadãos atentos... leia-se, “DEMOCRACIA SEMI-DIRECTA” - O Direito ao Veto de quem paga [ver blog 'fim-da-cidadania-infantil'].

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    1. "Um caso entre muitos, é o que se está a passar com o despedimento colectivo dos trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo. Nem sequer discuto se a empresa tinha que encerrar ou não, porque a partir de um certo nível de dolo e degradação da linguagem esse não é o primeiro problema. Podia ser, mas com esta gente não é, porque, ao fazerem as coisas como fazem, sempre obcecados em enganar-nos, merecem que contra eles se volte tudo, o discurso empolgado dos “navegadores” e a retórica do “mar”, ao mesmo tempo que se fecha o único estaleiro que sobrava, a disparidade de não querer pagar 180 milhões de euros, enquanto se aumenta a taxa para a RTP, que recebe todos os anos muito mais do que isso, a displicência com que se apresenta como grande vitória, mais de 600 despedimentos.
      Acresce a soma de mentiras habituais: que 400 trabalhadores vão ser reintegrados (afinal não há nenhuma garantia), que vão ser pagas as devidas indemnizações (afinal parece que só a parte deles), que vai continuar a construção naval (quando não custa perceber que o que a Martifer vai fazer não são navios). O que vai acontecer é um enorme despedimento colectivo feito pelo Estado, o encerramento dos estaleiros à construção naval, o preço de saldo para a Martifer após o Estado, como no BPN, pagar todos os custos. E, na vaguíssima hipótese de alguns trabalhadores serem empregados na nova empresa, serão sempre poucos, com salários mais baixos, com uma folha de antiguidade a zero, e ficarão de fora os mais velhos e os mais reivindicativos. Alguém vai contratar um membro da comissão de trabalhadores, mesmo que seja um excelente soldador? Como muita da mão-de-obra dos estaleiros já tem uma certa idade – os velhos começam a ser velhos aos quarenta –, está-se mesmo a ver a sua “empregabilidade”. Pacheco Pereira

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  2. Porque é que o Governo Socialista dos Açores rejeitou o navio Atlântida? Será que foi só por causa da diferença a menos de 1,5 nós na velocidade pretendida? Ou será que houve algo mais neste acto anti-patriota? O que se passou a seguir resultou em dois ajustes directos e…

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  3. Ano Dívida externa Posição Mudança Percentual

    2003 $ 13.100.000.000,00 51

    2004 $ 250.000.000.000,00 4 1.813,74 %

    2005 $ 274.000.000.000,00 7 9,57 %

    2006 $ 287.000.000.000,00 17 4,77 %

    2007 $ 272.000.000.000,00 22 - 5,42 %

    GOSTARIA DE SABER ONDE FORAM GASTOS 237 MIL MILHÕES DE DOLARES EM UM ANO ( DE 2003 A 2004 ) !!!
    Em um ano ( 2004 ) passamos de 13 para 250 mil milhões de dólares !!!!!!!!
    Em 2007 nossa dívida externa é de 272 mil milhões de dólares.

    POR FAVOR, ESCLAREÇAM …………….
    Gostaria de ser esclarecido pelo poder político, como Portugal irá saldar esta dívida !!!!!!!
    Vão aumentar ainda mais os impostos que já pagamos?
    Vão contrair outros empréstimos para saldar os actuais?
    Quem foi o responsável por este descalabro?
    Onde estava a fiscalização da Assembleia da Republica?
    Onde estava a fiscalização do Tribunal de Contas?

    EM QUE FORAM GASTOS 272 BILIÕES DE DOLARES EM 4 ANOS ?

    NOS DEZ ESTADIOS DE FUTEBOL CONSTRUIDOS PARA O EURO 2004 ?

    NOS DOIS SUBMARINOS DE 973 MILHÕES DE EUROS ?

    NOS 500 MILHÕES DE EUROS GASTOS NOS 40 AVIÕES F-16 DA FORÇA AÉREA ?

    NOS 440 MILHÕES DE EUROS GASTOS NOS 12 HELICÓPTEROS EH-101 DA FORÇA AÉREA?

    NOS 344 MILHÕES DE EUROS GASTOS NA COMPRA DE TANQUES DE GUERRA PARA O EXERCITO ?

    NO PERDÃO DA DÍVIDA AOS PAÍSES CORRUPTOS AFRICANOS?

    NA GENEROSA E DESINTERESSADA AJUDA Á TIMOR ? AJUDA QUE É GERIDA PELO " PADRE VITOR MELÍCIAS ". DÁ VONTADE DE RIR …….....

    NA BARRAGEM CAHORRA BASSA ? EM QUE PORTUGAL PERDOOU 1,5 MIL MILHÕES DE EUROS Á MOÇAMBIQUE !!!!!!!!!

    E AINDA POR CIMA, MOÇAMBIQUE NÃO IRÁ PAGAR 700.000.000,00 EUROS ( SETECENTOS MILHÕES DE EUROS ) QUE AINDA DEVE Á PORTUGAL.

    RICOS NEGÓCIOS QUE PORTUGAL FAZ !!!!!!!

    ADVINHEM QUEM VAI PAGAR ESTES 700.000.000,00 EUROS EM FALTA ?

    É ISSO MESMO !!!!! SOMOS NÓS, OS OTÁRIOS DOS CONTRIBUINTES PORTUGUESES.
    Porque a imprensa económica nunca faz referência a divida externa de Portugal ?

    Cumplicidade é a resposta !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Cumplicidade de todos ( políticos / imprensa / empresários / governos / bancos ). Silêncio

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  4. Eu,um simples operário emigrante na Holanda onde resido desde 1964 e já velhote (89 anos),digo mais uma vez que os trafulhas,os pulhas,os burlões,os hipócritas,os cínicos,os velhacos,os espertalhões da Alta,da Média,da Pequena Burguesia com destaque para os Vigários de Cristo mas também gente da Plebe que sabiam como tirar o melhor partido da Ditadura clerical-fascista do Estado Novo,agora em liberdade e «democracia» e com o liberalismo económico e financeiro em que cada qual se safa como pode,ÊLES,seus descendentes,seus comparsas e os «filhos da mesma escola»muito melhor sabem como tirar o melhor partido desta SITUAÇÃO. Sómente os bem intencionados ou os palermas como eu,é que foram,são e serão sempre as eternas vítimas.E não esquecer que ÊLES estão a vingar-se do 25 de Abril.

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