02 novembro, 2015

Deputada Elsa Cordeiro ganha contratos estatais de 170.260 para as empresas do marido


A lei não permite que os deputados tenham interesses no privado e no público em simultâneo, mas isso não interessa nada, o eleitor continua a votar nos partidos que mais abusam, portanto o povo gosta e o povo é quem mais ordena.

Deputada Elsa Cordeiro ganha contratos estatais para as empresas do seu marido 
No registo de interesses de Elsa Cordeiro, deputada do PSD, são declaradas as participações no capital social de três empresas, através do cônjuge: 100% da Mártires Unipessoal (comércio), 65% da Royal Green (construção e manutenção de espaços verdes) e 5% da Bio-Positivo – Construção e Manutenção de Jardins e Espaços Verdes.
No caso da Bio-Positivo, trata-se de uma empresa que tem três contratos por ajuste directo registados no portal Base, no valor de 170.260,00 euros. O contrato mais recente foi celebrado a 16 de Agosto de 2011, quando Elsa Cordeiro já tinha assumido o mandato de deputada à AR. Mais uma situação que se aproxima do limiar de 10% estipulado no artigo 21.° do Estatuto dos Deputados.
Fonte: LIVRO: «Os Privilegiados» de Gustavo Sampaio


Já desde 2009 que os negócios com o estado, abundam
FONTE: Site de despesas do governo

Adjudicante
Adjudicatário
Aquisição de Serviços de Manutenção para Espaço Verde Urbano na...
15.000,00 €
21-05-2010
Municipio de Castro Marim
Royal Green, Lda
+
Aquisição de Serviços de Limpeza e Requalificação em Espaço Verde...
15.600,00 €
18-02-2010
Municipio de Castro Marim
Royal Green - Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda
+
Prestação de Serviços para Manutenção de Relvados e Zonas Circundantes...
67.500,00 €
31-07-2009
Município de Vila Real de Santo António
Royal Green - Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
Serviços de Manutenção e Conservação dos Espaços Verdes no Município...
16.500,00 €
08-07-2009
Município de Vila Real de Santo António
Royal Green - Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ESPAÇOS VERDES...
21.500,00 €
03-06-2009
VRSA – Sociedade de Gestão Urbana, EM, SA
ROYAL GREEN – Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
Manutenção de Espaços Verdes Públicos na Freguesia de Monte Gordo...
64.500,00 €
15-04-2009
VRSA – Sociedade de Gestão Urbana, EM, SA
ROYAL GREEN – Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
Manutenção de Espaços Verdes Públicos na Freguesia de Monte Gordo...
43.000,00 €
02-03-2009
VRSA – Sociedade de Gestão Urbana, EM, SA
ROYAL GREEN – Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
 Para ver os detalhes de cada contrato, basta clicar no sinal +, na última coluna

5 comentários :

  1. Interessem-se por politica (não a tipo clubista), para ver se votam em partidos que queiram acabar com a comunhão de interesses da Brigada das Colheres a volta do tacho publico , nas próximas eleições autarquicas ou legislativas. Façam alguma coisa, mesmo que seja só votar, pelo vosso país, porra!

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  2. Mas de muito mais casos vamos saber com certeza ! Toda esta gente que se diz tão séria, sinto-me envergonhado.

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  3. Conheça a história de Lello e as empresas privadas a quem arranjou contratos com o estado, por ajuste directo, de mais de 77 milhões de euros. Lello o tal que atacou Henrique Neto por se candidatar a Presidente, acto que, ao que parece, incomoda os desonestos. Gente honesta não é bem vinda na politica em Portugal, não roubam nem deixam roubar.
    Deixo-os com um artigo interessante sobre os ataques a Henrique Neto, para melhor se entender o que motiva os políticos da velha guarda a atacar e difamar, novas personalidades que se atrevam a tentar por um fim ao caos e regabofe que toma conta da classe politica.

    "Todos os partidos têm o seu porteiro de discoteca, e o do PS chama-se José Lello. A sua função é controlar a clientela, actividade que pratica há décadas com muita alegria e evidentes proveitos, recompensando quem se porta bem e dispensando uns carolos a quem se porta mal. Desta vez, a vítima foi Henrique Neto, um dos raríssimos socialistas que não embarcaram na aventura socrática e que nunca se cansaram de avisar quem era o senhor engenheiro técnico e para onde ele estava a conduzir o país.
    Confrontado com o anúncio da candidatura de Neto à Presidência da República, José Lello decidiu chamar-lhe o “Beppe Grillo português”. Houve outras reacções destemperadas, como a de Augusto Santos Silva (“sempre que os [candidatos] responsáveis se resguardam, os bobos ocupam a cena”), e a do próprio António Costa foi, no mínimo, deselegante, quando comentou a candidatura com um seco “é-me indiferente” —expressão que talvez tenha de engolir num futuro próximo. Mas no campeonato da fancaria política nada bate o camionismo verbal de José Lello, um mestre da traulitada que em 2009 acusou Manuel Alegre de “falta de carácter” por ter avançado para Belém sem o apoio do PS, em 2011 chamou “foleiro” a Cavaco Silva por não ter sido convidado para as cerimónias oficiais do 25 de Abril, e em 2013 afirmou que os portugueses estavam “desesperados por se verem livres” de Passos Coelho, “morto ou vivo”.

    Atenção: nada tenho contra linguagem colorida, nem contra personagens catitas. O meu problema é mesmo com o irmão Lello e aquilo que ele representa — uma encarnação ululante dos piores defeitos da política portuguesa. Basta ler quatro páginas (30 a 33, para os interessados) do livro Os Privilegiados, de Gustavo Sampaio, para ficarmos esclarecidos sobre o ser Lello.
    Ora reparem: o Governo Sócrates teve início em Março de 2005, e nove meses depois o deputado José Lello deixou de exercer o seu mandato em exclusividade, para passar a integrar o conselho consultivo da Capgemini em Portugal, uma consultora especializada em tecnologias de informação. Durante os seis anos do consulado lello-socrático, a Capgemini firmou 113 contratos por ajuste directo com entidades públicas, no valor de 6,7 milhões de euros, alguns dos quais relacionados com o famoso Simplex.
    Ao mesmo tempo, o incansável deputado Lello exercia ainda o cargo de membro não executivo do conselho de administração da Domingos da Silva Teixeira (DST), uma empresa de construção e engenharia com negócios na área das energias renováveis, águas e saneamento. Enquanto Lello foi administrador da DST, celebraram-se 62 contratos por ajuste directo com entidades públicas, num total superior a 71 milhões de euros. Um único contrato com a Parque Escolar, em Maio de 2009, rendeu quase 25 milhões.
    José Lello foi consultor da Capgemini entre Setembro de 2006 e Novembro de 2012 e administrador da DST entre Janeiro de 2007 e Fevereiro de 2012.

    ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/04/governo-socrates-caiu-em-2011-e-com-ele.html#ixzz3qR3meWVV

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    1. Pelo que vejo anunciado (recuperação de milhoes em multas (o combate a corrupção e autosustentavel) e devia merecer do governo mais investimento em meios). Não acontece assim por má gestão - não sou ingenuo e ponho outras hipoteses.

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  4. Huuuummmm, isto não vai lá com palavras nem com votos....

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