24 novembro, 2013

Sacrifícios em vão!?Assim que o FMI bater a porta de saída, Portugal regressa ao regabofe... Tudo voltará à "normalidade"


soares troika citações O governo quer reformar tudo.
Mas o que precisava de uma boa reforma era a mentalidade dos portugueses.
Em breve, vai ser uma verdadeira festa, aliás, a habitual, quando o FMI soltar as amarras, fizer as malas e disser que o pior já passou. Começaremos de novo a caminhar para o abismo. Assistiremos novamente ao fenomenal encher de empresas públicas com pessoal amigo, primos e afilhados... até abarrotar... tantos despedimentos e sofrimentos de funcionários públicos, em vão, tantas indemnizações que nos custaram milhões, e tudo ficará como dantes...  
Uma festa para as obras públicas, os ajustes, as elites, os corruptos... tudo regressará à "normalidade!"
Este é um país condenado onde os maus hábitos não mudam e os bons hábitos jamais se cultivam.
Os portugueses continuarão tranquilos, atentos ás novelas e ao futebol, desligados da sua obrigação democrática e cívica de vigiar de perto quem nos governa.
-"Governo vai gastar 507 milhões com indemnizações na função pública." FONTE
-"O Governo prevê gastar em 2014 mais de 285 milhões de euros com a saída de funcionários públicos dos quadros do Estado" FONTE

Os sacrifícios doem muito... mas é a injustiça que os faz doer mais. 
- O que dói não é tanto a dureza das medidas de austeridade, mas a crueldade da injustiça que encerram.
- O que dói não é tanto os sacrifícios que fazemos, para pagar juros elevadíssimos, dói mesmo, é saber que eles servem para sustentar uma banca parasita. 
- O que dói nem são tanto os cortes nas reformas, dói mais por se saber que os impostos que pouparam com a fome e miséria de muitos idosos, serviu para encher o bandulho de fundações, institutos, observatórios,  PPP´s , banca e outros parasitas.
- O que dói nem são tanto os cortes nos salários, mas a falta de cortes em quem verdadeiramente não produz e ganha acima da média europeia.
-O que dói nos despedimentos da função pública, é a certeza de que daqui a poucos anos, o estado estará de novo sufocado em boys e girls excedentários, que insuflam a despesa pública, após uma corrida aos despedimentos onde milhares de impostos foram desperdiçados em indemnizações...
-O que dói não são só os cortes no SNS, mas as transferências de dinheiro público para esquemas obscuros de um serviço de saúde privado que nasce paralelo e injusto e se agiganta.
-O que dói nem são os cortes na Educação, mas as transferência de milhões de impostos para o ensino privado.
-O que dói nem são tanto as obras megalómanas que nos obrigam a pagar. sem consultar, mas os desvios de impostos que ocultam e a inutilidade das obras.
-O que faz doer mais os constantes aumentos de impostos, é assistir ao aumento dos impostos que são transferidos do orçamento para pagar às PPP´s, à EDP, e outras rendas afins.
-O que faz doer mais o aumento do IRC é a destruição da economia, nacional a amputação dos que querem produzir e criar emprego, e o enriquecimento das grandes empresas que sempre viveram protegidas pelo estado.
-O que faz doer mais toda esta crise calamitosa, é saber que a justiça e o governo continuam a não punir os saqueadores do BPN, a não extorquir o dinheiro que é nosso, e ainda lhe oferecem negócios pagos por nós.

A certeza de que tudo voltará à Normalidade.... 
DECLARAÇÕES  DO DR MÁRIO SOARES HÁ 30 ANOS
PARA ELE, ANTES ERA TUDO NORMAL AGORA É CRIME? 
EM AGOSTO DE 1983, O GOVERNO DO BLOCO CENTRAL, ASSINOU UM MEMORANDO DE ENTENDIMENTO COM O FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL. OS IMPOSTOS SUBIRAM, OS PREÇOS DISPARARAM, A MOEDA DESVALORIZOU, O CRÉDITO ACABOU, O DESEMPREGO E OS SALÁRIOS EM ATRASO TORNARAM-SE NUMA CHAGA SOCIAL E HAVIA BOLSAS DE FOME POR TODO O PAÍS.
O PRIMEIRO-MINISTRO ERA MÁRIO SOARES.
- “Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”.
DN, 27 de Maio de 1984

-“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”.
DN, 01 de Maio de 1984

-“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”
JN, 28 de Abril de 1984

- “Quando nos reunimos com os macro economistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”
JN, 28 de Abril de 1984

-“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”
RTP, 1 de Junho de 1984

-"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”
RTP, 1 de Junho de 1984

-“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984

-“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.
RTP, 1 de Junho de 1984

-“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”
JN, 28 de Abril de 1984

-“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade."
JN, 28 de Abril de 1984

- “Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais
caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.
RTP, 1 de Junho de 1984

-“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.
1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

-“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”.
DN, 19 de Fevereiro de 1984

-“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”
RTP, 1 de Junho de 1984

- “A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”
Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

- “Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”.
RTP, 31 de Maio de 1984

- “A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço”
La Republica, 28 de Abril de 1984

- “As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.
Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

- “Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais”
JN, 28 de Abril de 1984

- “Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”.
RTP, 1 de Junho de 1984

e esta para terminar em grande:
- “Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.
6 de Junho de 1984

Na RTP, saem uns, em breve entram outros
12 milhões de euros de rescisões na RTP

"No total, 177 funcionários abandonaram o grupo, o que significa uma média próxima dos 68 mil euros por cada rescisão. Em alguns casos, as rescisões terão atingido o tecto máximo estabelecido pela RTP: 150 mil euros. Maria Elisa e Vasco Matos Trigo terão sido dois dos contemplados.
Até ao fecho desta edição, não foi possível obter junto da RTP o valor da poupança que vai conseguir com estas 177 rescisões. Contudo, a empresa pública adiantou que desde o início de 2011 saíram da RTP 16 directores (adjuntos ou subdirectores) que não foram substituídos. Só com estas rescisões, a empresa "consegue uma poupança em custos com pessoal de cerca de 1,7 milhões de euros"." Fonte



15 comentários :

  1. Concordo que por cá há um virus que ataca principalmente os responsaveis que os impede de pugnarem pela transparencia e pelo escrutinio.Mas tambem para complicar ainda mais temos uns eleitores cheios de fé que após trinta anos de andarem a cair em defice+FMI+rotundas continuam a voatar nos mesmos jotinhas que já antes os levaram a bancarrota(as previsoes é que o holandinho vai ganhar a seguir). Vamos com eficiencia e sem demagogia provar com dados aqui dos nossos posts que há mais gente para alem dos insubstituiveis promotores de piscinas, autoestradas e bancos corruptos. Que se perceba que votar mal dura no minimo quatro anos de atropelos; e que é necessario aprender e ser exigente com a transparencia da junta, camara e responsaveis a todos os niveis. Mas logo não épara as calendas gregas.

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    1. Miguel Sousa Tavares, "Tem de Haver Alternativa", Expresso, 2012
      (...)Mas tenho como indiscutível que só chegámos aqui porque a esquerda, a esquerda europeia, não foi capaz de se livrar de dogmas paralisadores e entender como o mundo estava a mudar e a própria noção de justiça social tinha de mudar com ele.
      Portugal é um bom exemplo de como toda a esquerda, desde as múmias leninistas aos socialistas deslumbrados com o dinheiro fácil, passando pelo BA (esquerda Bairro Alto) passaram décadas a venerar como boi sagrado uma legislação e doutrina laboral que tornava impossível despedir o pior dos trabalhadores, assim protegendo os mediocres, os calões e os batoteiros das falsas baixas, nivelados com os que queriam trabalhar e nunca conseguiram sair da cepa torta.
      Os baixos salários, uma das características endémicas da nossa economia, não foram apenas impostos por patrões sem escrúpulos, mas também por um sindicalismo que sempre quis nivelar todos por igual, acabando a nivelar todos por baixo. Sem um estremecimento de apreensão, a nossa esquerda sentou-se confortavelmente em cima dos "direitos adquiridos", recusando-se a entender que não podia ser adquirido o que não era financeiramente sustentável- nas reformas, na saúde publica, na imensa panóplia de actividades subsidiadas. A cegueira e a má fé da esquerda prepararam o caminho para a ruína dos países e para a vingança histórica da direita económica a que agora assistimos."

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  2. O Problema do país e dos políticos em particular deve-se ao fato de o Povo Português ser pouco exigente e de partilhar em geral de muitos dos defeitos dos seus políticos, é por isso, e por muitas outras razões, que elegemos os mesmos do costume.
    É necessário uma revolução moderna, para combater este problema antigo. Eu defendo uma revolução através da reeducação do povo em vez de uma revolução violenta.
    A reeducação da população que defendo seria alcançada através da criação de uma nova figura reguladora nacional: um grupo cívico ativista moderado, que tenha como Slogan: a defesa da verdade e da democracia em vez dos velhos Slogans populistas e sectários.
    Um movimento, exclusivamente cívico, que inspire os povos (nacionais e internacionais), que aja contra a “ordem” instalada, que use as armas do conhecimento, da desobediência civil responsável, da internet, que explore as lacunas do processo democrático e legal, que use a política contra os maus políticos, que acuse e persiga, sem medos, todos aqueles que lesam o bem público. Um movimento que apresente, regularmente, propostas responsáveis para mudar o rumo do país, e não meras ideias vagas e demagógicas, que informe e sensibilize o povo para a necessidade de ser mais interventivo, sem impor ideologias, que cultive a ética e os valores como os seus mandamentos e que se mantenha à margem dos partidos, mas sem ser "anti" ou do "contra".
    Para ganhar reconhecimento, e numa primeira fase: tal movimento teria de se servir das chamadas “Publicity Stunts”, de forma a atrair os Média.
    Como?
    Deixo aqui umas ideias:
    Imaginem o que seria inundar todos os dias o correio do ministério público, de cartas a acusar os crimes cometidos pelos nossos políticos;
    Imaginem a Assembleia da Republica inundada, todos os dias, de abaixo-assinados a propor iniciativas legislativas;
    Imaginem o correio do Presidente da República a abarrotar de cartas de cidadãos, a exigir o cumprimento da constituição da república;
    Imaginem entupir o e-mail de Durão Barroso e de Martin Schulz de mails de cidadãos portugueses, a acusar os crimes praticados pelos políticos nacionais (claro, que Durão Barroso, não poderia ser poupado das suas responsabilidades);
    Imaginem, várias pessoas a denunciar ao Tribunal dos direitos do homem, os crimes contra a humanidade que, todos os dias, se praticam em Portugal;
    Imaginem, pessoas a acampar nas sedes dos bancos, a exigir a prisão dos responsáveis das fraudes financeiras que temos assistido;
    Imaginem, todos os suspeitos de corrupção a serem seguidos por gente a empunhar cartazes denunciando os seus crimes;
    Imaginem, inundar a Internet de sites, vídeos e imagens com todos os nomes que nos trouxeram a esta situação;
    Imaginem pessoas nas bancadas da assembleia da república, a assistir de costas voltadas para o plenário;
    Imaginem um Cristiano Ronaldo, ou um Eusébio, ou um Toni Carreira, ou um vencedor da Casa dos Segredos (lol), ou uma Júlia Pinheiro, ou uma Fátima Lopes, etc.. a defender as ideias desse movimento em público;
    Imaginem uma manifestação verdadeiramente cívica, que repudiasse a participação de membros de partidos, a exigir, não que se lixe a Troika, ou mais empregos, ou salários mais altos, etc… mas sim, mais liberdade, menos corrupção e mais democracia;
    Imaginem, exigir a eleição do vosso deputado (por exemplo) através do bloqueio concertado de todas as principais seções de voto;
    Etc, Etc, Etc…
    Se tudo falhasse, só restaria educar as novas gerações: os vossos filhos e os vossos netos e incentiva-los a sensibilizar os seus amigos, para que as próximas gerações sejam mais éticas e responsável que esta.

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    1. Discordo do primeiro parágrafo. Elegemos os mesmos do costume não porque partilhamos os defeitos dos políticos. Elegemos os mesmos do costume porque estamos condicionados pela alternância politica, criada e alimentada por Ps, PSD; CDS. Fazem-nos crer que só há estas alternativas. E nesta alternância seguem a mesma política e encobrem-se. Prova disto é que se fossem de facto partidos democráticos nunca aceitariam debates eleitorais em que a "fatia de Leão" fica para eles. É um combate cobarde e desigual em que os meios financeiros atribuídos pelo estado aos grandes partidos permite "esmagar" os pequenos nunca lhes dando hipóteses iguais.
      A reeducação que fala, ou despertar de consciências, só se torna possível duma forma. Com a criação do tal movimento cívico capaz, num país em que a internet ainda perde em relação à TV, de levar uma emissora a dar espaço de antena em sinal aberto a comentadores isentos. Como? Através de recolhas de assinaturas exigindo tempo de antena para que os representantes de movimentos como o Movimento Revolução Branca ou Movimento Transparência e Integridade ou personalidades como Medina Carreira e outras possam-nos informar.
      Enquanto povo estamos reféns dos três partidos que na verdade é só e apenas um. Enquanto não entendermos isto nunca iremos quebrar o ciclo de alternância. Temos que interromper esta hipnose colectiva.
      Como vamos criar este movimento cívico para uma mudança de consciências?

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  3. Esta “revolução moderna” ao contrário das revoluções tradicionais leva mais tempo a produzir frutos, mas as suas consequências também são mais duradouras.

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  4. perfeitamente de acordo com estes 2 comentários, acrescentaria relativamente ao post do Nuno Pinto numa primeira fase inundar as estações de Metro e Comboios, como tbm em centros comerciais com panfletos a denunciar toda a canalha, sejam governantes, banqueiros, juízes...etc e chamar os "bois" pelos nomes, isto para fazer chegar a mensagem a todos os portugueses que estão "reféns" de uma comunicação social tbm ela maneatada pelos seus patrões e pelo poder instalado.

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  5. Caro Nuno Pinto, imagino isso tudo e ainda iria mais longe mas para já , para mim, não passa de um sonho antigo e difícil de concretizar. Haja boa vontade e coragem coletiva para o fazer e tudo poderia ter , para quase todos, uma agradável reviravolta. Tento manter-me positivo lutando e aguardando por esse precioso momento de mudança.A ver vamos. Bem haja.

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  6. Concordo essencialmente com a ideia da Revolução Moderna e da Reeducação do Povo para deixarmos de ser reféns da ideia de que existem somente 3 partidos (PSD, PS e CDS-PP). Também acho que é por aí que poderá haver mudança. Isto porque as "velhas manifestações" só dão para libertar a raiva que se sente pelas injustiças sociais agravadas pela corrupção e pelos muitos desvios monetários. Mas, não chega para mais nada.

    Votar em outros partidos ou Movimentos nas próximas eleições talvez seja a chave, um começo para esta mudança. Não reeleger os mesmos partidos de sempre!

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    1. Então se estamos de acordo porque é que não nos organizamos e concretizamos esse movimento? Temos que deixar o comodismo e actuar. Dos insultos aos políticos agora também se encontra na nett insultos aos portugueses feitos pelos próprios portugueses pela sua inacção. Quando deixamos de alvitrar e fazemos uso do poder que temos e que os governantes sabem que temos e que é bem maior que o deles?

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  7. Com populismo e demagogia/muita mentira,verdade parece/ mas em liberdade e «democracia»/cada Povo tem o Governo que merece.

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  8. Caro Luís Mateus, quando digo que o povo em Portugal elege os mesmos do costume, refiro-me aos mesmos corruptos e criminosos de sempre, e não necessariamente a partidos.
    Porque é que isto acontece?
    O Senhor diz que isso não se deve ao facto de o Povo partilhar, em geral, dos mesmos defeitos dos seus políticos, mas sim, por culpa da falta de alternância democrática, sustentada pelos partidos do arco do poder.
    Permita-me, com todo o respeito, refutar a sua afirmação:
    Singapura é governado desde 1959 pelo mesmo partido. Ou seja, não existe nenhuma alternância democrática à 54 anos, no entanto, é considerado um dos países menos corruptos do mundo, ocupando regularmente os 10 primeiros lugares dessa lista (1º lugar em 2012).
    Portugal tem o mesmo nível de alternância democrática que a maioria dos países desenvolvidos, logo, não é esse o facto diferenciador, nem a causa de todos os males. A corrupção e a gestão pública danosa, ocorrem em países em que não existe uma cultura de participação e exigência por parte do povo. E o Povo Português não é participativo nem exigente, daí se rever nos seus políticos medíocres e na “cunha-cracia” em que vivemos. Esta é que é a razão principal, não tenha a mais pequena dúvida disso, mude-se as mentalidades e a corrupção e o despesismo acabam de vez.
    Não se pode mudar uma cultura e um sistema instalado em 1 ou 2 meses, isso leva anos e mesmo décadas, por isso é que é preciso começar já.
    Em segundo lugar, quando diz que essa reeducação, através da Internet, é difícil pelo reduzido acesso das pessoas à mesma, e logo, o mecanismo principal de reeducação do povo deve ser os média, em canal aberto, é a meu ver, uma falsa questão.
    As gerações mais velhas, em geral, menos instruídas e acomodadas, são os extratos responsáveis pela reduzida penetração da Internet em Portugal. De qualquer forma, não são estes o alvo principal da “revolução moderna” que defendo. Os verdadeiros alvos são os jovens, e esses, na sua maioria, já usam regulamente a Internet.
    Relativamente aos Média, deem-lhes “share” e eles fazem o que quisermos.
    Quanto à ultima pergunta que fez, a resposta é simples e complexa ao mesmo tempo:
    Tal como Martin Luther King, Nelson Mandela, Gandhi, etc..., as revoluções/movimentos fazem-se com uma grande dose de paciência e perseverança.

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  9. Leiam IMPUNIDADE. Os 15 grandes escândalos da democracia portuguesa. Entre eles, o Freeport. Casa Pia, Caso Moderna, Faz de Macau, Camarate, BPN, Operação Furacão... Todos deixaram nos portugueses uma enorme sensação de IMPUNIDADE. É preciso não esquecer, refletir y exigir uma justiça e uma democracia e uma política melhores. Escrito com objectividade e independência para permitir o leitor tirar a suas próprias conclusões. Recomendo.

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  10. José Pinto Ferreira28 novembro, 2013 11:45

    A corrupção, a incapacidade e o parasitismo continuam a minar Portugal.
    Hoje 28.11.2013, fiquei incrédulo com a noticia que li acerca de como terminou (definitivamente) a atividade dos estaleiros de Viana do Castelo. O endereço da noticia é: http://portocanal.sapo.pt/noticia/11918/.
    A pergunta que faço a mim próprio (mas também a quem me ler) é a seguinte: O que fazer para acabar com o bando de corruptos que se instalou na administração publica portuguesa? Denunciar é importante mas não chega!

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    1. Eu denuncio, não consigo fazer mais. Mas lhe garanto que sem um povo desperto continuaremos a ser escravos da corrupção.
      Eu tento despertar as pessoas, tento mostrar a realidade de uma forma resumida e fácil de perceber a gravidade dos actos politicos... mais não posso fazer.

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