08 dezembro, 2011

A corrupção provoca cegueira na justiça, vá a gente saber porquê...


Recentemente, a 18/7/2011, a directora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal
(DCIAP), Cândida Almeida, afirmava que a corrupção era um fenómeno em regressão. Que já houve mais mas que agora as pessoas são mais educadas...!! Afirma ainda que isto é apenas uma confusão de conceitos e não corrupção.
Mas esta senhora saberia alguma coisa sobre o departamento que dirigia? Ou estava a delirar? Mas esta senhora pretendia acabar com os crimes ou empacota-los em conceitos que lhe retira o cunho de crime? Que é aliás onde estão abrigados quase todos os crimes dos políticos, à sombra de uma lei feita de conceitos muito subjectivos. 

Reparem nas afirmações Cândida Almeida e comparem com as de Maria José Morgado, abismem-se... Afinal em que é que ficamos?

Afirmações de Cândida Almeida 18/7/2011
"Quando se fala em corrupção em Portugal a maior parte das pessoas está a referir-se a burlas ou fraudes. "Há uma confusão de conceitos", diz a directora do DCIAP, que acredita que fenómeno já foi maior, mas salienta, por outro lado, que a fraude fiscal "é assustadora".
"Eu não sei se o país tem muita corrupção, até duvido, houve tempos em que haveria mais, sinceramente até penso que hoje as pessoas têm mais cultura, mais educação, mais respeito ou medo, mas a fraude fiscal sim, é maior e de uma maneira assustadora e esmagadora", afirmou à Lusa Cândida Almeida.
A confusão gerada entre conceitos é uma razão apontada por Cândida Almeida para uma percepção errada sobre a dimensão da corrupção em Portugal.
"Há uma confusão de conceitos. Normalmente, os cidadãos, e já tenho ouvido pessoas responsáveis nas televisões e comentadores a falarem de corrupção, estão a pensar noutros crimes, normalmente pensam em fraude fiscal, mas são coisas diferentes", diz a procuradora-geral adjunta."
fonte

Afirmações de Maria José Morgado 27 Outubro 2010
"A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, Maria José Morgado, falou ao DN sobre a posição de Portugal no 'ranking' mundial da corrupção.
Portugal passou do 23.º lugar para o 35.º no ranking mundial da corrupção. Em sua opinião, a que se deve esta derrapagem negativa?
Deve-se ao melhor conhecimento por parte da opinião pública dos mecanismos da corrupção, das suas causas e consequências nefastas para as pessoas, ao baixar das águas da respeitabilidade, ficando o lodo à luz do dia. Isso foi acontecendo gradualmente nos últimos cinco anos, pelo menos. Assim, más práticas que eram invisíveis e sem rosto ganharam contornos e histórias verdadeiras.
Portugal continua sem ter indivíduos presos por corrupção?
Acontece que as instituições da administração pública e do Estado central e local continuam muito vulneráveis, que a prevenção ainda não produziu os frutos necessários, que não há auditorias no Estado sobre práticas corruptivas, que não há uma política criminal de prioridade no combate e prevenção da corrupção. Não temos um sistema informático do inquérito, não temos bases de dados, não temos meios periciais adequados.  
A corrupção tornou-nos um país ainda mais pobre, com serviços mais caros, com saúde, educação, auto-estradas por exemplo, mais caras. São essas as consequências não quantificáveis das práticas corruptivas no Estado. Quando as empresas têm que pagar comissões (luvas), os serviços ficam mais caros. Quando as empresas são escolhidas não pela competência mas por critérios obscuros, temos serviços maus e mais caros. Toda a gente já percebeu isso."fonte




TAL COMO SUCEDEU NO CASO DAS LUVAS DOS SUBMARINOS DO PAULO PORTAS, A  JUSTIÇA PORTUGUESA SÓ descobre e assume que somos corruptos quando alguém do exterior arranja provas difíceis de contornar, pois em Portugal nunca há provas nem culpados. 
As estatísticas mostram que urge assumir aquilo de que padecemos... de corrupção bem instalada e alastrada. 
Apesar de o Corruption Perceptions Index, 2011 nos colocar no 32º  lugar do rank mundial, muitos acreditam que este não é um retrato fiel da extensão da corrupção em Portugal. 
Como neste blog "Inside Portugal", cujo autor questiona a credibilidade dos que responderam, e a credibilidade das respostas dadas para obter o resultado final.


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