22 janeiro, 2015

O colapso do país estava à vista, mas ninguém o assumiu para não ter o trabalho de o travar.


A tragédia de Portugal, estava à vista, mas ninguém a quis travar? 


Medina Carreira e Henrique Neto apontam o dedo ao sistema e não apenas a alguns partidos, como sendo os responsáveis pela tragédia de Portugal. Uns empurraram o país para a ruína e os outros calaram-se num silêncio cúmplice para que nenhum tivesse que se dar ao trabalho, de travar o tragédia.
Os políticos estavam famintos por obras públicas porque estas representam um filão precioso para os que vivem da corrupção e do parasitismo do estado. As Obras Públicas são o melhor cenário para camuflar a transferência do dinheiro público para os privados.
Criticam ainda a qualidade dos políticos que temos em Portugal sem competência sem experiência, sem visão e sem patriotismo.
Portugal tem alternativas mas não tem os políticos capazes para escolherem as melhores alternativas.
Sócrates foi governo que mais fez crescer as obras públicas, até a um nível insustentável.
A média dos países da UE tem 6 a 7% do PIB para obras públicas, com Sócrates chegamos a ter 17%. Qualquer pessoa com a mínima noção da realidade perceberia que isso era insustentável e que ia acabar por criar apenas divida e desemprego. Como é possível que se tenha chegado ao descalabro de importar mão de obra para a construção civil? Já não era uma questão de investir em obras públicas para incentivar a economia ou o emprego, era apenas criar mais e mais obras públicas, para incentivar a corrupção e culminar no colapso que se seguiu.

Podemos viver esfomeados e sufocados em dividas e impostos, mas temos as melhores autoestradas do mundo.. E quem são os donos delas? Quem será? Os ricos. 
Estão ás moscas? Não importa, o estado paga-lhes lucros garantidos com os teus impostos. 
Os Emirados têm petróleo para sustentar luxos, Portugal tem os contribuintes que são até mais fáceis de explorar que o petróleo.
Portugal tem a segunda melhor rede rodoviária do mundo.
A qualidade das estradas nacionais é apenas ultrapassada pela dos Emiratos Árabes Unidos, segundo a classificação do Fórum Económico Mundial.
Portugal ocupa o segundo lugar a nível mundial – e o primeiro na Europa, A Portugal é atribuído o valor de 6.3 numa escala até 7, sendo a média mundial neste indicador de 4.0.

A importância da indústria para a saída da crise
A defesa do Estado Social passa também por manter e criar emprego na indústria, que continua a ser uma força motriz em cada país, na Europa e no mundo. Em Portugal tudo foi feito para destruir o sector industrial.
Não havendo uma base produtiva sólida e com vigor, o fosso entre os ricos e pobres cresce, aumentando as diferenças entre aqueles que têm emprego estável e mais ou menos bem remunerado e os outros cujo emprego é menos seguro e as suas vidas se tornam mais precárias.
É sem dúvida um problema da atual democracia, para onde o capital e os governos austeritários ao seu serviço, nos querem empurrar.
A defesa do Estado Social, como fator de progresso nas suas componentes da saúde, educação e segurança social, passa também por manter e criar emprego na indústria, que continua a ser uma força motriz em cada País, na Europa e no Mundo. Nos últimos dois séculos, sempre foi a indústria que mais elevou o nível do bem-estar colectivo e do desafogo económico.
Em Portugal continuamos a não apostar em estratégias duradouras e fundamentadas.

Obras e mais obras... um filão para os corruptos e parasitas do estado. 


EX DEPUTADO DO PS VENTURA LEITE DENUNCIA, AS OBRAS PÚBLICAS SÃO UM ANTRO DE CORRUPÇÃO, QUANDO HÁ MUITAS OBRAS PÚBLICAS AUMENTA O SAQUE AO ERÁRIO PÚBLICO.



GRUPO LENA GANHA TGV E AEROPORTO?
Carlos Santos Silva, amigo de Sócrates, era vice-presidente da sociedade do Grupo Lena que controla as duas empresas deste grupo que integraram o consórcio vencedor do troço do TGV entre o Poceirão e Caia.
O consórcio ELOS, do qual faziam parte Lena – Concessões e Serviços, SGPS, SA e Lena – Engenharia e Construções, SA, ganhou esse concurso com uma proposta de mais de 1,32 mil milhões de euros, menos 10,3 milhões de euros do que o segundo classificado. O júri do concurso não recomendou a adjudicação.
A Lena – Engenharia e Construção, SGPS, SA, foi constituída em 17 de março de 2008, três dias após o anúncio das condições técnicas para o concurso da concessão desse troço do TGV (ver cronologia). Santos Silva saiu da empresa em agosto de 2009, quatro meses antes da adjudicação do concurso ao ELOS.
O Grupo Lena diz que "a constituição da Lena Engenharia e Construção decorre da reorganização estrutural do Grupo Lena e nada tem a ver com qualquer concurso público ou outro evento, seja de que natureza for." E frisa que Santos Silva não teve "nenhum papel relevante" no TGV. CM, video
CONTRATO DO TGV BLINDADO CONTRA CANCELAMENTO
Ainda sobre o TGV o Grupo de Trabalho assinala que "as conclusões da análise económica e financeira do presente contrato apontam para aquilo que no acordo estabelecido com a concessionária se designa por ‘adiamento ou ‘cancelamento’ por iniciativa da entidade pública". Porém, sublinha-se a dificuldade da aplicação, uma vez que "não prevê o contrato nem a lei nenhum instituto jurídico aplicável à situação presente que se designe de ‘cancelamento’".
2008 "O consórcio Asterion, que vai concorrer à concessão da ANA e à construção do novo aeroporto de Lisboa, está "fechado" com a entrada das construtoras MSF e Lena, havendo apenas a possibilidade de uma nova entrada se for para um parceiro estratégico.
Segundo o presidente do conselho geral do consórcio, Vasco de Mello, que hoje falava aos jornalistas à margem de uma conferência na Associação Comercial de Lisboa, a MSF e a Lena ficaram com uma participação no consórcio de 5% cada uma." ARTIGO COMPLETO:

A FOME PELAS OBRAS PÚBLICA


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Contratos criminosos, que governos assinaram contra Portugal.





JÁ EM 2010 ...  Henrique Neto - 
É preciso preservar o sector produtivo para ultrapassar este "buraco" das crises, e a forma de o preservar é financeira. ou seja, o sector financeiro dar crédito de curto prazo para encomendas firmes. E melhorar o nível de incorporação nacional nas exportações é essencial. Temos descurado isso. A Auto Europa incorporava praticamente 50 por cento há seis ou sete anos e está a incorporar, optimisticamente, 20 por cento. Temos ainda que limitar as importações. Há muitas maneiras de limitar importações, seja pela qualidade, seja pela burocracia; há limitações que se podem fazer num período de crise e que é criminoso que não se façam.
A modernização de alguns sectores, como o das pescas, também é possível no curto prazo, a qual deve ser um sector exportador, desde que se consiga convencer a Europa de um novo paradigma da pesca baseada na preservação das espécies. Também, no curto prazo, é possível promover a exploração comercial e a exportação na agricultura. A agricultura sempre teve uma fragilidade em Portugal que foi (e é) a sua exploração comercial, mas é possível fazer mais até com uma cooperação sistemática das grandes superfícies comerciais portuguesas. Existem algumas tentativas que não têm sido bem geridas para melhorar a exportação.

Tenho para mim que o factor hoje mais relevante do desenvolvimento económico é a capacidade de previsão do futuro e se não previmos dificilmente nos desenvolvemos. Também considero que o equilíbrio das finanças públicas é um factor essencial no curto prazo. Com finanças públicas tão desequilibradas como as nossas está à vista que já não se pensa em mais nada. A reforma da administração pública não deve ser uma questão protelada: passa por privilegiar a profissionalização e acabar com as instituições paralelas à administração pública, o que pode-se fazer desde já, basta decidir. Outro aspecto é a reavaliação de todas as grandes obras públicas, o que é essencial. Escrevi, nas conclusões do Congresso do Partido Socialista, já lá vão mais de dez anos, "o gasto excessivo de fundos comunitários em obras públicas em associação com a saída de capitais destinados ao investimento português no estrangeiro e o fraco investimento estrangeiro em Portugal são factores cuja combinação negativa é desastrosa e provoca a redução do investimento produtivo no País e uma relação de troca da nossa economia que é insustentável e conduz ao endividamento crescente da economia portuguesa". 





20 comentários :

  1. Espero que os eleitores possam ler com atenção o que se vai passar na Grecia e com isso tirarem conclusões preciosas para saber que demagogos acham que devem apoiar quando votarem. Se deixarem que sejam só os outros a escolherem não venham depois lamentar-se. E percebam que nem os ricos pagam crise nenhuma nem os alemaes ou amigos se disponibilizam para alimentar PPPs em Portugal.

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    1. Sr. António,

      Então agora os portugueses também já estão proibidos de se lamentarem?
      Só porque o Sr acha que eles têm de votar. E como se não bastasse, ainda o faz em tom de ameaça? Estará desesperado?

      Também não entendo como é que o Sr quer os ricos paguem a crise se foram eles que a criaram???

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    2. Claro que os portugueses podem e devem manifestar-se .A figura de estilo, se procurar encontra, é muito usada figuradamente apenas; longe de mim ameaçar vexa ou seja quem for;desculpe não saber expressar-me duma maneira que lhe agrade, mas é que a inteligência não dá para mais.

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    3. Não tem problema, só queria descobrir a intenção. E quem pede desculpa sou eu por disparar para todo o lado.

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    4. Anda tudo louco...
      A táctica dos partidos do arco da corrupção PS/PSD/CDS que têm estado no governo nas ultimas décadas é muito simples, convencem os ignorantes que apesar de nada receberem votam neles por fé, e fazem daqui a sua base de apoio. Depois, para que os portugueses descontentes não votem na esquerda ou nos novos partidos, pagam a pessoas para promoverem a abstenção, sabendo que, com 50% ou mais de abstencionistas, precisam apenas de uma pequena percentagem de votos, para serem legitimados. Repara que, com a lei feita por eles, só contam os votos efectivos para os legitimarem, e elegem-se apenas com um voto. A grande base de apoio dos partidos do arco da corrupção é a abstenção, mais do que os corruptos, os oportunistas e os parvos que votam neles. O que é impressionante, é que há ignorantes que acreditam nesta tanga, e acham que se não votarem podem mudar alguma coisa. Pior, são tão bem enrolados, que para além de se absterem, ainda andam a tentar convencer as pessoas de que a abstenção muda alguma coisa. É fácil de compreender que se ninguém se abstivesse, os partidos do arco da corrupção não eram eleitos, e ficavam em minoria no parlamento.

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    5. Apelar à abstenção é um acto que demonstra desconhecimento dos mecanismos relacionados com o voto.
      Comecemos pela Constituição da República; Artigo 152.º (Representação política);
      1- A lei não pode estabelecer limites à conversão dos votos em mandatos por exigência de uma percentagem de votos nacional mínima.
      (...)
      Basta este artigo para demonstrar que a abstenção nunca será validada pelo facto de não existirem mecanismos legais para o efeito.
      Para além deste facto, contar com a ética dos políticos para se demitirem perante um eventual cenário de abstenção elevada é utópico, pois todos sabemos o quão corrupto é o sistema.
      Em poucas palavras, basta um único voto para validar as eleições, nem que seja o voto do próprio candidato.

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    6. Vou por tudo em pratos limpos na tentativa de eliminar todas as dúvidas que possam surgir em relação ao que penso sobre o sistema eleitoral e como deveria ser.

      Primeiro, nunca votei. Durante muito tempo nem sequer quis saber nada sobre politica. Era daquelas pessoas que a pior parte do dia era quando mudavam a Tv para o telejornal. Não via nenhuma utilidade nas porcarias que por lá eram ditas. Este era o tempo em que era criança, adolescente e jovem adulto. Só por volta de 2007 após imigrar, é que me comecei a interessar gradualmente por politicas. E o interesse veio das injustiças que sempre observei e senti na pele até decidir tomar uma posição para contribuir para o bem geral.

      Após esta retrospectiva vamos ao que interessa.
      As eleições tanto aqui como noutra qualquer parte do Planeta são sempre o mesmo com algumas variações às vezes nada subtis. Mas acabam sempre com o mesmo resultado manipulação da opinião pública a favor de uns poucos.
      Em Portugal após o 25 Abril quer nas legislativas quer nas presidenciais só 30% no máximo dos que podem votar ditaram a sorte que calhava aos restantes 70%. E claro está que isto são resultados oficiais, não incluem os esquemas para obter mais uns "votitos". Resta dizer que o mesmo se passa ao redor do Globo.

      Não percepciono qual possa ser a mentalidade dos restantes partidos que se foram acumulando ao longo dos anos, sendo que o seu propósito inicialmente pudesse ser o de constituírem uma alternativa, mas após alguns dissabores seria de esperar que tivessem a percepção e a dignidade de se afastarem, para não fraccionar ainda mais o que já está hiper fraccionado. Ao não se retirarem deixaram perceber que o pasto estava bom e contribuirão com a sua ignorância para nos instruir a todos nós que não estavam a pensar no bem geral. Os outros que começaram pós 25 de Abril, usam todos o mesmo regime totalitário e déspota, basta seguirmos a evolução dos 2 principais partidos aonde o capital se alinha ora num ora noutro, depois temos o PCP que não consegue convencer ninguém e por sorte não convence, já que o regime deles com provas dadas em parte do Globo e dando-se por ideologia comunista, mais não conseguiram mostrar que um regime autoritário sem precedentes, por muito que recuemos na História mundial. Será como dizer carneiros disfarçados de lobos. Já que o que tendenciosamente e ignorantemente se dá o nome de fascistas, quando se devia chamar de capitalistas, sabemos com o que podemos contar e sabemos o que querem. Por assim dizer é mais seguro. No lado dos socialistas ou ditos socialistas as coisas são mais liberais, podemos traficar armas e droga porque isso é que dá realmente dinheiro. E não se olha a gastos porque afinal quem paga são os pais. É por assim dizer um monte de meninos mimados, que nasceram em berço de ouro e que se acham melhores que os outros sem precisarem de provar nada. Os rebeldes democráticos porque lhes calha bem. Mais tarde, já gordos e fazendo parte dos capitalistas, continuam rebeldes ou convertem-se. Outros tem que não querem ser capitalistas apesar de o serem e tentam esquecer as suas origens. Em definição para quem sabe ler deve chegar.

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  2. Jà agora, e um comentáriozinho sobre este insignificante pormenor ...

    " A razão pela qual Portugal pode beneficiar do Quantitative Easing é a manutenção de um rating acima de lixo por parte da agência de rating canadiana DBRS. Pequeno pormenor (delicioso): este rating PRECEDE o programa de ajustamento e é anterior ao governo PSD-CDS.»

    Pois....

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  3. Falências fraudulentas ajudadas por este governo ,ajudou os patrões mafiosos e piorou o desemprego ao ponto de despedirem a custo zero por essa razão e que o País está pior ,a economia de rastos empresas fechadas e patrões cheios de dinheiro e o escravo a pedir e a passar fome e isso é crime do governo !

    http://www.noticiasaominuto.com/politica/338204/lei-das-insolvencias-e-enormissimo-embuste



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  4. a abstenção NÃO SIGNIFICA UM NÃO AO SISTEMA ISSO É TUDO UMA MENTIRA QUE ANDA A SER PROPAGADA PELOS APOIANTES DO PS POIS SÓ COM A ABSTENÇÃO ELE PODE GANHAR, PQ SE OS REVOLTADOS E INDIGNADOS SE LEMBRAM DE IR VOTAR CONTRA OS CORRUPTOS, PORTUGAL ARRISCA-SE A MUDAR FINALMENTE E A CORRER COM O PS E O PSD ... A ABSTENÇÃO NEM POSSUI NENHUM SIGNIFICADO ELEITORAL NEM LEGAL NEM CONSTITUCIONAL... SIGNIFICA QUE O CIDADÃO É LIVRE DE NÃO VOTAR E PREFERE QUE OS OUTROS ESCOLHAM POR ELE. E É ISSO QUE ESTÁ NA LEI.
    NÃO SE DEIXEM MANIPULAR.
    As pessoas não podem inventar que o voto nulo e branco significa que estou mal disposto, ou zangado, e que a abstenção é um não ao sistema, ou que é uma revolução... as coisas não tem o significado que nos apetece inventar, tem um significado que está na lei o resto é treta. Segundo a lei quem não vota é pq não quer votar, tudo o resto é treta.

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    1. Só gostaria de saber qual a alternativa que tem. Eu não a consigo ver.
      Pelo menos não sou cúmplice.

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    2. Cúmplices somos todos que vemos as coisas acontecer e não as tentamos contrariar, há décadas que nos abstemos e o resultado é ps/psd, mas continuamos a fazer o mesmo esperando resultados diferentes.
      Não é apenas cumplice quem ajuda a cometer o acto mas também quem nada faz para que ele não aconteça. Não votar é ser cúmplice.

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    3. Seria assim não fossem as alternativas serem iguais ou piores.
      Se atentarmos bem nenhum partido fez alguma vez uma referência a mudar o sistema eleitoral viciado. Eles sabem-no e convém-lhes.
      Quando se debateu a moderação salarial dos deputados, ninguém votou a favor.
      Por mim podem continuar 1000 anos e outros 1000 que tanto jeito lhes dá.
      Eu não votarei enquanto não me apresentem uma alternativa credível. As que lá estão não o são e já fazem parte da mobília.
      Quando aparecer alguém que dê dignidade aos que não se podem defender (idosos e não só) e diga que vai deixar de os assassinar, eu voto com todo o prazer e alegria.

      F DA-SE A EUR PA ANTES QUE ELA N S F DA.

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    4. Boas caro Vitor não sejamos assim tão radicais há partidos novos que ainda nem sabemos quais as suas perspectivas e ideias e há até partidos que estão apenas como promessa e o Vitor já está a decidir que não há alternativas? Convém analisar o que há e só depois saber se são alternativas. Não é facil mudar o que está errado no mundo nem na europa mas podemos tentar mudar algumas coisas em Portugal, uma delas seria deixar de dar a vitória aos abstencionistas que por sua vez permitem manter no poder o ps e psd há 40 anos... será que custa muito tentar ? Eu acho que não, já não temos nada a perder...

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    5. 1976 - 16,47%
      1979 - 17,13%
      1980 - 16,06%
      1983 - 22,21%
      1985 - 25,84%
      1987 - 28,43%
      1991 - 32,22%
      1995 - 33,7%
      1999 - 38,91%
      2002 - 38,52%
      2005 - 35,74%
      2009 - 40,32%
      2011 - 41,79%

      Isto são os números da CNE (Comissão Nacional de Eleições) sobre as Legislativas.
      A minha leitura é o desinteresse crescente da população no voto.
      O porquê deveria ser perguntado ao povo português que não votou.
      Até lá cada grupo de interesse manipula estes números a seu bel-prazer.
      A minha realidade e opinião é que votar sob este sistema eleitoral viciado é uma perda de tempo, tal como o é ao redor do Globo em tantos outros sistemas viciados.
      Já o disse e volto a dizer, experimentem em mudar a mão de jogo e em breve vão perceber que num passe de mágica voltarão a encontrar-se manipulados outra vez e outra e outra.
      O cancro deste Planeta só tem uma cara, o sistema universal da pirâmide. Este sistema desde à milénios que se camufla e dissimila, sempre que tal se torna necessário, e serve-se da ignorância que ele mesmo promove incessantemente. Este sistema é um esquema (scam), que alicia tal como qualquer outro esquema em pirâmide, as pessoas mais fracas dentro desse sistema. Explora a debilidade financeira delas para as aliciar. Daí termos autênticos criminosos a passarem por gente de bem, não porque o sejam, mas porque os outros antes os têm de legitimar.
      Em concreto, os médicos matam por negligência, nada lhes acontece porque não se consegue provar. O filho do papá rico mata e o pai exercendo a sua influência tira-o da prisão. Temos individuos presos em casa enquanto os desgraçados não abonados e que nasceram em terra de ninguém a não poderem ficar em casa. O Otelo que esteve preso ao meu lado e que até foi companheiro para mim e para outros presos, quando os guardas não atendiam às nossas chamadas (os f didos), podia receber a esposa na cela e ter direito a um monte de mordomias que os restantes não tinham direito. Milhares de mães e pais morrem por falta de dinheiro para comprar o essencial a prolongar a sua vida. Mães e pais são assassinados diariamente por Portugal. Vivemos num país onde os estrangeiros têm beneficios que nós não temos direito, em que se destrói o tecido empresarial dos menos abonados, o comércio pertence à muito aos estrangeiros, fazendo de Portugal um país estrangeiro (já que não nos conseguem expulsar do nosso país invadem-no por estrangeiros). Obrigam-nos a permanecer numa Europa que a maioria não quer. Obrigam-nos a entregar o pouco que conseguimos ganhar para poder sobreviver aos burgueses da Europa. Conseguiram promover a guerrilha entre portugueses que já nada têm. Obrigam-nos a imigrar para poder sobreviver, sem que para isso tenhamos de terminar a nossa vida ou por termo à de outros, na luta pela sobrevivência. Somos atendidos por médicos a combinar o fim de semana ao telemóvel.
      E a Zita vem falar-me de radicalismo?
      Será que é meu dever ser escravo de outros com mais direitos que eu?
      Estamos a falar de um voto. E eu não quero nem PS nem PSD a governar-nos, mas também não quero mais uma camuflação do sistema.
      Quero que esta gente comece a ser presa e expropriada.
      Quero que esta gente comece a pagar pelo que fez.
      Quero que se acabe este limbo em que estamos à espera do D. Sebastião.
      Quero que se acabe o politicamente correcto.
      Quero que esta hipocrisia de dar a outra face acabe.
      Basta! O que é é!
      Não somos gado. Somos 99% contra 1%. Temos medo de quê?

      Se até às eleições não houver alguém melhor eu vou pela 1ª vez votar BE, pois é o partido com que me identifico mais.

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    6. Radicalismo foi bem concreto em relação a um assunto, radicalismo na medida em que ainda há partidos a formarem-se outros que se formaram há meses e outros que estão em projecto, e as pessoas já partem do pressuposto que não h+a propostas novas e diferentes, só isso.

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    7. Quanto ás estatísticas da abstenção provam o quê? Que o ps e psd são os que mais ganham com a abstenção? Não percebi o que quis mostrar. Já que o psd e ps se apoderam do país e o moldam a seu gosto há 40 anos porque ninguém lhes faz frente nas eleições, será por isso?

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    8. Hoje estou mais calmo e assertivo.
      Mas ontem soube me bem deitar a porcaria para fora. Senti um alívio imediato.
      A semana que passou disparei mais vezes que as que gostaria. Mas está feito, mas não me arrependo, pois já me conheço o suficiente, para entender que faz parte da minha natureza de ser, e volta não volta, acabo inevitavelmente por libertar a ou alguma pressão, e retomo o equilibrio.

      O que eu penso é que não vale a pena continuar a insistir neste sistema eleitoral.
      Na minha opinião, as regras do sistema eleitoral têm de mudar. Porquê?
      Porque enquanto não mudarem vamos continuar a ter um sistema viciado. Vamos continuar a ter regimes e não Democracia. Vamos continuar a ter 29% dos portugueses a DITAR os destinos da maioria (isto na melhor das hipóteses).
      Ao mudar o sistema eleitoral, podiamos penalizar seriamente os partidos e forçá-los a uma mudança de atitude.

      Os números que lhe mostrei acima são a prova do crescente desinteresse dos portugueses na vida politica, e a sua conformação temporária com o rumo dos acontecimentos.
      E quero-lhe dizer que não vai melhorar nas próximas eleições. Porque a Leste Nada de Novo. E quando chegarem as próximas eleições cá estarei, se estiver, para lhe perguntar novamente se continua a pensar da mesma forma.

      Quanto aos novos partidos que se estão a formar, vamos aguardar, para ver as propostas que trarão e oportunamente comentarei sobre elas.

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  5. Constatar o aumento crescente da abstenção ao longo dos anos, é constatar a manutenção da ausência de bom senso.
    Caro Vitor, antes de me apontar a artilharia, deixe-me primeiro vender o meu peixe.
    Obviamente que as pessoas estão no seu direito legítimo de se abster. Os malandros continuam a enganar-nos? Ok, tou farto, não vou votar!
    Não me parece de todo racional. Por uma razão muito básica: não votar, é estar a dar força aos que votam nos malandros. Ou seja, se eu votar, estou a neutralizar um voto nos bandidos que não queremos no governo. É claro que não é tão linear assim. Se eu votar num partido sem expressão, provavelmente não vai adiantar grande coisa a não ser que esteja metido numa coligação vasta de outros mini partidos, o que é altamente improvável. Mas se eu der o meu voto a um com mais peso político, provavelmente farei mossa nos pesos pesados, se houver mais gente a pensar como eu, claro. Pelo que, votar com lucidez e bom senso, é importante e pode fazer pender o prato para o nosso lado. Acabámos de constatar isso mesmo na Grécia. O pessoal não ficou em casa a dormir em cima da abstenção e, cansados do saque sistemático do país pelos corruptos que já conhecemos de ginjeira, foi votar, por incrível que pareça, na extrema esquerda. Não porque tivessem sentido um apelo divino pelo Cyriza mas para simplesmente correr com os ladrões.
    Pelos vistos, em Portugal isto ainda não é possível. O país tem ainda muita fome para passar, muito bandido para enriquecer e muito dinheiro para cravar ao estrangeiro, para conseguir sair de casa e votar em alguém que nunca tenha estado no poder. Infelizmente, a última sondagem mostra isso mesmo.
    Portanto, votar é importante. Nem que seja na Lili.


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    1. Lolololol.
      Pode estar descansado que como disse é só para libertar a pressão, mas prontamente peço desculpa e mais importante corrijo o meu comportamento. Afinal, sou só humano.

      Aquilo que afirma no seu comentário é verdade, mas pelo menos desde 2008 quando finalmente ganhei alguma consciência critica e politica e me decidi fazer algo mais do que simplesmente observar, não me lembro de existirem alternativas que pudessem mudar o curso da alternância PS//PSD.
      No entanto estava mais empenhado em descobrir este novo mundo da politica, da engenharia que fazia mover o Mundo.
      E para que talvez possa ter uma ideia aonde cheguei à data de hoje, digo-lhe que sou anti-capitalismo, pelo menos no capitalismo que assistimos hoje, as corporações teriam de ser limitadas no seu enriquecimento.
      Sou de todo contra a massificação de tudo,

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