01 novembro, 2012

Que diabo estou a fazer neste país? Portugueses indignem-se...


caixa pensões falida
Estes são os desabafos de 2 portugueses que deixaram aqui o seu testemunho, comentando um dos artigos do blog, surgiu este diálogo que achei bastante importante para divulgar aos portugueses.
O que escreveram vem reforçar aquilo que todos os dias tento transmitir. 
Os políticos devem ser punidos e afastados do poleiro.
Os portugueses devem unir-se, informar-se, indignar-se e contribuir para isso. 
"A nossa condição de submissos perpetuou-se.
Quase diria que a situação, ridícula que é, começa a ter proporções de uma grave crise de identidade.
Eu, tendo vivido grande parte da minha vida num país nórdico, habito em Portugal com a minha pequena família e vivo este drama português como se estivesse a ter um dos piores pesadelos de minha vida. Conheci outros tempos bem mais saudáveis e não me resigno a aceitar tão facilmente a atual situação, de pobreza e quase escravatura que muitos dos meus contemporâneos estão a viver. Nestes tempos de austeridade sinto muito a falta de solidariedade nas lutas a travar em questões de relevante importância para todos, a gigantesca falta de civismo, o exagerado provincianismo, a ignorância, a arrogância, o novo riquismo...
Poderia desabafar aqui horas a fio mas esse não é meu intuito. O que é que aconteceu a este país?? 
Como julgará o povo português que os países de sucesso conseguiram chegar a tal patamar?! 
Sem fazer nada??!! Sem sacrifícios? Sem sangue derramado (caso necessário)? Em que planeta vivem afinal?? O que os impede de reagir a tudo o que se tem passado.....medo?!Esse é o nosso pior inimigo!!!"
28 Outubro, 2012 15:33
"Tem razão em muito do que afirma.
Os portugueses estão em "guerra" com eles próprios. Deveriam dirigir as suas energias, o seu "ódio" contra quem deles abusa.

Mas, conhecendo o tuga como conhecemos, sabemos que as coisas que o apoquentam são o clube da sua predilecção e pouco mais.
O povo português não é nórdico. Não se apagam séculos de opressão por elites ignorantes, gananciosas e incompetentes. Não é um problema genético, é um problema de mentalidades. E estas não se mudam de um dia para o outro.

Basta vermos os comportamentos ao volante para percebemos a distância que nos separa dos nórdicos.

Aqueles que são suficientemente lúcidos e atentos, são ainda uma minoria neste país. E por via da sua análise racional da realidade envolvente já perceberam que a ampla maioria prefere ver a novela ou o jogo de futebol do que "mexer-se". Aliás, nem têm grande consciência de como são espoliados diariamente por uma classe política parasitária.

Aos mais lúcidos apenas resta emigrar ou tentar sobreviver dia-a-dia. 
Têm formação, são competentes nas respectivas áreas profissionais e politicamente discretos. Têm muitas vezes empregos precários e apesar de competentes, a sua progressão profissional esbarra no nepotismo, no corporativismo profissional, em suma, na "cunha". 
Têm a perfeita noção do roubo a que diariamente são submetidos (nas SCUT´s, no IRS, nos combustíveis, no tarifário da electricidade, etc) mas deparam com uma enorme mole humana amorfa, ignorante, boçal e mal-educada (e muitas vezes mal-intencionada).
E interrogam-se: Que diabo estou a fazer neste país?"
Cumps.
Falso Vate

10 comentários :

  1. "Como julgará o povo português que os países de sucesso conseguiram chegar a tal patamar?!" -> países de sucesso? Como se mede isso? Pela taxa de suicídio, tão elevada nos países nórdicos, exemplos do civismo? Ou pela taxa de ignorância do cidadão comum dos E.U.A.? A solução já não é política, ou social. É Humana. Já não há-de faltar muito para nos apresentarem a nova solução que aí vem, não se preocupem. É que nem vai ser preciso votar para aprová-la, vamos sim fazer uma grande festa com música nas ruas... "Acabou a crise" dirão os cartazes, "Viva a liberdade", gritarão as pessoas. Tal como no 25 de Abril e no nascer da "Liberdade Democrática". Ao fim de 50 anos de ditadura, qualquer coisa que não tivesse esse nome, servia perfeitamente. Mas saí um país duma ditadura interna, fechada para se meter noutra global. What's the point?

    "A solução vem sempre de fora, toda gente sabe o que é melhor para mim, menos eu." -> É este o pensamento que o condena a população humana, a nível mundial. Descartamo-nos da responsabilidade pela nossa vida e depois queixamo-nos que os políticos traíram a nossa confiança. Pudera!! O tuga precisa de começar a pensar pela sua própria cabeça e perceber o que é importante. Procurem a auto-suficiência, boicotem o sistema económico e verão que as crises não nos afectam mais...

    Raça humana, ergue-te!!!

    http://zonadeconflitodeideias.blogspot.pt/

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    1. Países de sucesso?
      Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Suiça, Suécia, Noruega, Dinamarca, Alemanha, ou seja países onde a corrupção é punida e desincentivada.

      FINLÂNDIA http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/06/finlandia-como-lutou-contra-corrupcao.html

      ISLANDIA http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/10/islandia-foi-saqueada-como-portugal-mas.html

      QUANTO AOS SUICIDIOS... existem estudos que explicam os indices elevados de suicídio nos países nórdicos, que não tem a ver com o que se passa nos países do Sul da Europa.
      Os países nórdicos devido à falta de sol impedem que a serotonina (conhecida como a hormona da felicidade)seja segregada nas quantidades normais, e é isso que explica o suicídio dos nórdicos.
      Já a sul o caso é mais grave pois quem nos retira a serotonina toda é o governo, ou seja as pessoas suicidam-se por muitas razões, mas a maior parte delas é por pobreza, dificuldades económicas, velhice desamparada, e outras causas que nada tem a ver com o clima.

      QUANTO AO SEU BLOG... concordo que devemos, o mais urgente possível acabar com a usura da banca. Se o dinheiro é um bem tão precioso e preciso, jamais pode estar na mão de gananciosos usurpadores.
      Infelizmente e como sabe as empresas pagam através de bancos e isso é algo difícil de mudar porque todos lucram com isso, menos o de sempre... os que não tem poder nem defesa.

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    2. Vejo estas avaliações, inteligentes, da situação nacional, das situações internacionais, e preocupo-me: Nós, aqueles que julgam que pensam melhor, sentimo-nos impotentes.

      Impotentes para alterar o caminho de morte lenta a que, talvez maliciosamente,em tempos, nos condenaram.
      Penso que é fácil concordarmos que toda a Europa do Sul se encontra em "maus lençóis". Seria lógico que estes estados se unissem numa atitude política comum.

      Nem falo deste governo. É a coisa mais medíocre que já vi. Desprezo-o! E só espero que um dia me cruze na rua com Passos Coelho, quando ele já não estiver protegido por 50 polícias...

      Mas devíamos lançar bases para movimentos comuns do sul da Europa. Através da net será fácil. Uma vez formados, podemos partir para reivindicações comuns a Bruxelas e até pensar numa redifinição geoestratégica política...




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    3. A sua ideia é original, realmente um apelo de vários poderá obter melhor resultado, principalmente se quem o fizer forem os cidadãos que representam a maioria...
      basta de políticos que representam sempre a mesma minoria... a deles e companheiros do saque.

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    4. Maiq, concerteza nunca habitou ou visitou tempo suficiente num país nórdico para poder avaliar ''ao vivo'' essas sociedades. A Zita tem muita razão ao afirmar que a taxa de suícidio é maioritáriamente causada pela ausência de luz solar, mas não só.

      Para uma minoria dos habitantes desses países, os excelentes sistemas sociais por bem intencionados que sejam, podem ser interpretados como sendo uma forma demasiado invasiva na vida dos cidadãos, por excesso de proteção, provocando uma espécie de asfixiamento. Estes quando combinados com a ausência de luz natural e outros factores ainda desconhecidos, poderão agravar as tendências suicidas. É um fenómeno estranho mas bem latente em alguns desses países e penso que os psicólogos ainda não chegaram a qualquer conclusão sobre a origem desse problema

      Dos EUA, cujo comportamento social em nada se assemelha com o dos países do norte, centro ou até mesmo alguns do sul da Europa, não podemos nem devemos usar como exemplo.

      No nosso caso, o problema não é o excesso de sol ou calor mas sim o nosso medíocre comportamento cívico em geral. Pouco ou nada desenvolvemos com a pouca liberdade ou a pseudodemocracia que o 25 de Abril nos trouxe, mas também é certo que uma pequena porta foi aberta após essa famigerada data mas foi somente aproveitada para ''importar'' tudo o que de socialmente deveria ser condenável, ou seja; importaram-se os piores costumes dessas avançadas sociedades/países - o materialismo,o consumismo exagerado e outros tantos maus habitos.Pouco ou nada se importou de conhecimento, cultura geral, enfim tudo o que define uma sociedade minimamente desenvolvida.

      Nessa altura também e para nossa maior desgraça, apareceu uma nova elite política, muito mal formada, despojada de qualquer valor que arrogantemente, sem o mínimo respeito pelo país e pelos portugueses por cá se implantou esbanjando com os amigalhaços e familiares o pouco que ainda havia de palpável neste país. O resto da historia çreio que é sobejamente conhecido por todos.

      Concordo plenamente com o restante do seu comentário e por mais irónico que tenha sido, essa é realmente a realidade que nos espera dentro de algum tempo.A cegueira do nosso povo continuará. Deixar-se-ão manipular como é habitual, infelizmente.

      É obvio que a solução para o nosso país não deve vir de fora mas divulgar alguns exemplos pode contribuir no sentido de orientar o comum cidadão sobre a formula como algumas sociedades de sucesso na Europa conseguiram tal feito.Esse sucesso tem a ver com um nível muito menor de corrupção e em consequencia disso uma melhor distribuiçao de riqueza e igualdade de direitos e desenvolvimento geral.

      Essa da auto-suficiência é uma ideia excelente mas só possível de praticar (na sua totalidade) fora das cidades, o que para muitos é um luxo.
      É necessária alguma imaginação para que seja, pelo menos parcialmente possivel,dentro dos centros urbanos.
      O boicote do sistema económico é sempre, nem que seja parcial, possível e está ao nosso alcance. Nada é impossível!!
      Jorge

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    5. Jorge, a solução tem de vir das pessoas, individualmente. Cada qual tem de pensar por si, pois a sociedade e as ligações sociais estão mais sujas que o esgoto que desemboca na praia de Matosinhos. Se criamos um problema em sociedade, não o vamos resolver em sociedade.

      Não quero com isto dizer que tenhamos de nos isolar uns dos outros, a comunicação é importante, demasiado importante para ser desprezada. Mas, quanto a mim, devemos limitar a comunicação para partilhar a experiência pessoal de vida e só. Nada de conversas de chácha, com recurso a lugares-comuns para justificar uma crise simples, mas difícil de compreender, que transcende a realidade material. As cidades são, por muito que nos custe a crer, laboratórios sociais, cada vez mais tenho provas disso...

      E a auto-suficiência é um luxo se quiser...tente simplificar! As aldeias de Portugal estão carregadinhas de gente que quase já não pode com as enxadas e agradeciam uma mãozinha, sei-o por experiência própria. Sempre que me aventuro em busca do meu pedaço de terra, cruzo-me com gente que, ao saber da minha intenção de trocar os "confortos" da cidade pelos ares do campo, se lhes enchem de brilho os olhos...e não é porque tenham algo para vender.

      Na cidade, com a nossa "liberdade de expressão" parecemos cães presos que passamos o dia todo a ladrar e ficamos felizes por isso, porque, pelo menos, nos deixam ladrar...

      Nada é impossível, é APENAS preciso usar a imaginação!

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  2. O problema é essencialmente de educação e civismo, que em Portugal parece cada vez existir menos ... degrada-se a educação, perdem-se valores, obtém-se um povo ignorante ... e tem-se o que o poder político quer ... um bando de burros açoitados atrás da cenoura.

    Eu mesmo tendo saido de Portugal já à uns 4 anos ... confesso que as noticias que vêm daí são no minimo mais deprimentes de dia para dia. O pior é que as noticias negativas do país cá fora afectam muito negativamente a perspectiva que a estrangeirada tem de nós, básicamente somos um bando de burros, desorganizados e caloteiros ...

    Enfim ... daqui a umas 2 ou 3 décadas poderá já ter passado o pior ...

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    1. Marco, como eu o compreendo! O problema de Portugal não é recente e em nada mudou...antes pelo contrário!!
      Lembro-me que há muitos anos atrás, seguramente 30 anos, habitava eu na Holanda e a desconfiança (pelos mesmos motivos que enunciou) em relação a Portugal já era notória.
      Se já nessa altura era assim e tendo como base os mais recentes e degradantes acontecimentos em Portugal, nem ouso imaginar o que muitos desses países (povo) pensam agora de nós e o efeito que isso poderá ter numa eventual solução. Esta escumalha política sempre nos governou, envergonha-nos como nação!!! Jorge.

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  3. Uma amiga sul-americana de longa data enviou-me hoje esta mensagem.

    Esta frase tiene 2067 anos!
    Eincreible!!!!!!! pero real!
    Son tantos años! La gente tiene mala memoria!Podemos aprender??
    O estamos condenados a repetir................

    Esta frase tiene 2067 años:

    Cita de Marco Tulio Ciceron

    ''El presupuesto debe equilibrarse, el Tesoro debe ser reaprovisionado, la deuda pública debe ser desminuída,la arrogancia de los funcionarios públicos debe ser moderada y controlada y la ayuda a otros países debe eliminarse para que Roma no vaya a la bancarrota. A gente debe aprender nuevamente a trabajar, en lugar de vivir a costa del estado.''

    (Año 55 a. C.)

    Não creio que seja necessária tradução.....
    A nossa civilização parece estar condenada à decadência após tantos anos de experiência.Nada aprendemos e a história volta a repetir-se...

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    1. http://zonadeconflitodeideias.blogspot.pt/2012/07/evolucao.html

      Podia acrescentar essa frase a este meu post...grato pela ideia.

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