CONTINUAS A ACHAR QUE ÉS MUITO ESPERTO POR NÃO VOTAR? NEM SABES QUE ÉS ROUBADO PELOS CORRUPTOS ELEITOS PELOS FANÁTICOS QUE SEMPRE VOTAM NOS MESMOS?

NÃO VOTAR É O QUE TEM ELEITO OS MAIS CORRUPTOS DE TODOS OS PARTIDOS. DESDE 1975 QUE GANHA SEMPRE A ABSTENÇÃO E COM ELA A CORRUPÇÃO. NOS PAÍSES MENOS CORRUPTOS DO MUNDO 90%DAS PESSOAS VOTAM, SEMPRE CONTRA OS PIORES, VOTANDO NOS MELHORES ATÉ QUE OS PIORES DESAPARECEM E OS MELHORES SE ESFORÇAM POR SER SEMPRE MELHORES.
SÓ POVOS EVOLUÍDOS E PESSOAS CRITICAS SABEM ELIMINAR A CORRUPÇÃO ATRAVÉS DO VOTO SABENDO COMO FUNCIONA A DEMOCRACIA E O VOTO. POVOS ATRASADOS VIVEM A RECLAMAR E A ELEGER CORRUPTOS, SEM SABER COMO. INCAPAZES DE RETIRAR DO PODER QUEM DESTRÓI O PAÍS E AS SUAS VIDAS.
Porque o voto não serve apenas para eleger, serve também para impedires que algum partido seja eleito.
Os portugueses são tão atrasados que afirmam que não votam porque não querem colaborar com o sistema ou legitimar os corruptos, nem sabem que quem não vota também elege. Quem não vota legitima os corruptos que as seitas fanáticas elegem sempre.
Também dizem que não votam porque votar dá 3 euros por cada voto aos partidos, acéfalos não entendem que para os corruptos 3 euros não é nada quando eles roubam 3 milhões por dia quando chegam ao poder, porque tu não foste votar noutro e o deixaste ganhar com meia dúzia de votos.
Os partidos mais corruptos agradecem que o povo revoltado não vote, porque esses podiam um dia ficar inteligentes e votar contra os corruptos e como os que não votam válido, são a maioria, seria perigoso para os corruptos poderiam sair do poleiro para sempre. Por isso eles querem que continuem revoltados e a achar que abstenção nulos e brancos é a vingança. Triste povo palhaço servil dos corruptos.
Iniciada oficialmente a campanha eleitoral, sucedem-se os apelos ao voto e,também, ao abstencionismo.
Ora bem, não sendo o voto uma obrigação, respeito plenamente o exercício de liberdade individual dos que decidem não votar. Mas, com todo o respeito, não me convencem.

Sendo a democracia feita de escolhas livres dos cidadãos, a atitude de não
participar põe em causa, se for assumida por uma parte muito elevada da população, o próprio sistema democrático. Quando um eleitor não vai votar, isso significa que abdicou de fazer a sua opção política, confiando no que os restantes eleitores decidam por ele.

No fundo, o abstencionista é geralmente alguém que não acredita que as eleições possam provocar grandes mudanças e por arrastamento também não acredita na utilidade do seu voto. Nesse sentido, o abstencionismo é apenas uma forma de situacionismo, tão legítima como a da maioria dos que votam, elegendo à vez um dos dois partidos do centrão.

Contudo, há um argumento interessante que tem vindo a ser usado com alguma frequência pelos descrentes no actual sistema político. A regra das cadeiras vazias, que basicamente se destinaria a dar um sentido a um voto não expresso, o do cidadão que não foi votar ou que chegado às urnas entregou um voto em branco ou nulo. Se estes cidadãos não
escolheram ninguém para os representar, então os lugares correspondentes deveriam ficar por preencher. Por exemplo: se votam apenas 60% dos eleitores só deveriam ser ocupados 60% dos lugares no Parlamento.

Mas a verdade é que as leis eleitorais são feitas pelo Parlamento, e de nada adianta querermos que as leis que regem a nossa vida colectiva sejam diferentes se não somos capazes de eleger as pessoas comprometidas com as mudanças que reivindicamos. O “devia ser assim” pode ser importante para a discussão intelectual, mas no campo da acção política o que tem de se questionar é o que estamos dispostos a fazer para que as coisas mudem no sentido que queremos.

Pois a grande vantagem da democracia sobre todos os outros sistemas políticos é a possibilidade que dá aos cidadãos de intervirem politicamente, retirando do poder governantes passados da validade ou escolhendo em cada momento eleitoral o projecto político que a maioria dos cidadãos considera mais adequado.
Ou seja, cria alternativas e permite as reformas necessárias do sistema, evitando as rupturas que noutros sistemas podem originar conflitos violentos, guerras civis e revoluções. E isto funciona tanto melhor quanto mais esclarecidos, interessados e intervenientes forem os cidadãos.

Agora se cremos verdadeiramente que um sistema político é irreformável por dentro, então só nos resta agir exteriormente para impor as mudanças necessárias. Mas como a revolução não está na ordem do dia, ficar à espera que o sistema caia de podre ou que alguém venha um dia oferecer o poder, de mão beijada, àqueles que pelo abstencionismo sempre mostraram indiferença pelo nosso destino colectivo,
é uma atitude verdadeiramente inconsequente.

O poder, tal como a natureza, tem horror ao vazio, e por isso as cadeiras do poder nunca ficam desocupadas. O que podemos e devemos fazer é contribuir para que alguns assentos mudem de dono, e que os novos ocupantes tenham as qualidades necessárias e sejam em número suficiente para poderem decidir de forma diferente, ou pelo menos influenciar as decisões, não se deixando manietar e corromper pelos vícios dos que já estão instalados.

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E se os eleitores politicamente ignorantes fossem impedidos de votar? Os corruptos deixavam de ser eleitos

E se os eleitores politicamente ignorantes fossem impedidos de votar?
A democracia aprende-se. E pode aprender-se, na escola, através da educação democrática. É esta educação que permite que os indivíduos sejam capazes, livre e conscientemente, de participar, como cidadãos, na definição colectiva da sociedade.

No livro Contra a Democracia, o filósofo americano Jason Brennan defendia que a democracia é um sistema de governo injusto e ineficaz, pois a maior parte dos cidadãos são hobbits — apáticos e ignorantes quanto à política —​ e hooligans  — fanáticos tendenciosos da política (activistas e militantes). Resta uma minoria — os vulcanos — os que pensam a política de forma informada, que não são determinantes na eleição dos políticos. Sendo assim, este filósofo defende a substituição da democracia pela epistocracia, um sistema de governo dos sábios, semelhante ao regime aristocrático (o rei-filósofo) proposto por Platão. Terá razão Brennan?

A ignorância política da maioria dos cidadãos tem sido, desde sempre, o principal argumento para os excluir ou subestimar na democracia. Antes do século XX foi o principal entrave apontado para a implementação do sistema democrático; depois foi defendido para restringir o sufrágio universal.

É certo que as últimas eleições nos EUA, no Brasil e em muitos países na Europa parecem dar razão aos partidários da epistocracia, que talvez suponham que Bolsonaro, Trump ou outros líderes populistas europeus tenham sido gerados por uma maioria de hobbits. No entanto, parece-me razoável que, se os cidadãos numa democracia são politicamente ignorantes e desinformados (talvez seja verdade!) e que, por esse motivo, escolhem maus líderes, há que experimentar melhorar os seus níveis de conhecimento político em vez de pensar excluí-los da participação política. Como?

A ignorância só pode ser resolvida de uma forma: através do conhecimento. Os filósofos costumam designar o conhecimento como crença verdadeira justificada. Ora, boa parte das crenças dos cidadãos sobre política e políticos ou são falsas ou são injustificadas. Será por esse motivo que a maioria dos portugueses não consegue identificar fake news, como revelou recentemente um estudo da Comissão Europeia?

Talvez. A democracia aprende-se. E pode aprender-se, na escola, através da educação democrática. É esta educação que permite que os indivíduos sejam capazes, livre e conscientemente, de participar, como cidadãos, na definição colectiva da sociedade; de, por exemplo, votar de forma esclarecida ou, como afirma a filósofa americana Amy Gutman, em Democratic Education, “deliberar sobre vias alternativas de vida política e pessoal”.

A educação democrática desenvolve-se através da pedagogia democrática, dentro da sala de aulas (criando uma disciplina obrigatória, de Educação Política, no 12.º ano, por exemplo), e de processos formais ou informais de organização e governação da escola. Esta educação, infelizmente, não existe nas nossas escolas. Os alunos não aprendem nem dentro nem fora da sala de aulas a viver na democracia. Se quisermos saber que competências democráticas aprendem fora da sala de aulas basta acompanhar as campanhas eleitorais para as associações de estudantes nas escolas básicas e secundárias para percebermos quão castradoras são as escolas do espírito democrático dos jovens. Publico 


Toda a verdade sobre a lei eleitoral e a ignorancia do eleitorado