05 novembro, 2015

Há 40 anos que os governos lesam o estado, mas uns lesam mais que outros?

Sócrates hipotecou as finanças públicas até 2035. 
O Estado assumiu os riscos e aos privados permitiram-se todos os ganhos.
José Sócrates foi, de entre os maus governantes que temos experimentado, dos que mais danos causaram ao país.
A sua governação fica marcada por casos de corrupção e pela promiscuidade entre interesses privados e gestão pública.
O facto de hoje Sócrates ser perseguido pela Justiça não surpreende. O que admira é que os seus cúmplices ainda não tenham sido incomodados.
Foi Sócrates quem levou o país à bancarrota, não por má gestão ou pela crise internacional, mas porque celebrou negócios ruinosos para o Estado.
Foi no seu consulado que se contratou a maioria das parcerias público-privadas (PPP).
Neste modelo de negócio, o Governo garantiu aos seus concessionários rentabilidades milionárias a troco de risco... zero!
O Estado assumiu todos os riscos e aos privados permitiram-se todos os ganhos.
Com as PPP, Sócrates hipotecou as finanças públicas até 2035.

Foi ainda da sua responsabilidade a estatização do BPN, banco que integrava o grupo SLN (Sociedade Lusa de Negócios). Este grupo gravitava na órbita do PSD de Dias Loureiro e Oliveira e Costa, mas foi nacionalizado por Governo do PS, que propôs a sua estatização, assumindo prejuízos de cerca de sete mil milhões. Nesta operação, os acionistas da SLN mantiveram intacto até hoje o seu património milionário.
Ao longo desses anos, Sócrates beneficiou despudoradamente alguns grupos económicos.
Saído do Governo, e sem quaisquer rendimentos pessoais, o ex-primeiro-ministro ostentava uma vida de opulência, vivendo na zona chique de Paris, deslocando-se em carros de luxo. Quem lhe garantia os recursos económicos eram empresários ligados ao grupo Lena. Grupo que, no tempo dos Governos de Sócrates, tinha deixado de ser um grupo empresarial de média dimensão, para ascender à condição de maior fornecedor do Estado.
A Justiça decidiu – e bem! – investigar estas trocas de favores. Sócrates será, em breve, acusado e julgado. Seja qual for o veredicto, e independentemente da forma como passar à história (como vilão ou como vítima), para mim Sócrates será sempre culpado pelo enorme dano que causou a Portugal. Paulo Morais

O Estado assumiu os riscos e aos privados permitiram-se todos os ganhos.






O facto de hoje Sócrates ser perseguido pela Justiça não surpreende.





Foi no seu consulado que se contratou a maioria das parcerias público-privadas (PPP).




Sócrates hipotecou as finanças públicas até 2035.



O que ganham os partidos com as PPP? 

 



Foi ainda da sua responsabilidade a estatização do BPN, banco que integrava o grupo SLN (Sociedade Lusa de Negócios)





Como é que Sócrates governou?
  1. Governo Sócrates engana Tribunal de Contas para avançar com 6 PPP´s e lesar o país.
  2. PS/Sócrates mudaram a lei para facilitar os contratos ruinosos das PPP.
  3. As rendas das PPP favorecem os partidos, por isso permanecerão intocáveis
  4. Sócrates foi o governo que mais fez crescer as obras públicas, até a um nível insustentável.A média dos países da UE tem 6 a 7% do PIB para obras públicas, com Sócrates chegamos a ter 17%. 
  5. Campus de Justiça, mais uma PPP de Sócrates
  6. Deixa buraco de 3,5 mil milhões no SNS
  7. Destruição do SNS
  8. Destruição do património nacional 
  9. Destruição da Segurança Social
  10. Sócrates e a EDP
  11. Sócrates e a Parque escolar
  12. Sócrates investe mal
  13. Sócrates regressa em grande 
  14. As luvas de Sócrates
  15. O aeroporto de Sócrates
  16. A Sovenco de Sócrates 
  17. A manipulação de Sócrates 
  18. O resgate de Sócrates
  19. O BPN do Sócrates
  20. O inglês de Sócrates 
  21. A má gestão de milhões de impostos 
  22. A poderosa mãe de Sócrates 
  23. As SCUT´s de Sócrates 
  24. Sócrates e as Swap
  25. Os milhões de Sócrates na mira da policia internacional. 
  26. Sócrates o comentador alienado
  27. A verdade das contas públicas
  28. "Sócrates deu cabo disto tudo"
  29. Mais uma brilhante lei de Sócrates
  30. Contas offshore da família Sócrates
  31. Amigos de infância de Sócrates ou boys?
  32. video que incrimina Sócrates, mas que a justiça portuguesa rejeita.
  33. Gomes Ferreira define Sócrates
  34. Sócrates e Paulo Campos pisam a lei e os portugueses.
  35. Tachos para a família de Sócrates?
  36. Brisa pagou meio milhão a amigo de assessor de Sócrates.

02 novembro, 2015

Deputada Elsa Cordeiro ganha contratos estatais de 170.260 para as empresas do marido


A lei não permite que os deputados tenham interesses no privado e no público em simultâneo, mas isso não interessa nada, o eleitor continua a votar nos partidos que mais abusam, portanto o povo gosta e o povo é quem mais ordena.

Deputada Elsa Cordeiro ganha contratos estatais para as empresas do seu marido 
No registo de interesses de Elsa Cordeiro, deputada do PSD, são declaradas as participações no capital social de três empresas, através do cônjuge: 100% da Mártires Unipessoal (comércio), 65% da Royal Green (construção e manutenção de espaços verdes) e 5% da Bio-Positivo – Construção e Manutenção de Jardins e Espaços Verdes.
No caso da Bio-Positivo, trata-se de uma empresa que tem três contratos por ajuste directo registados no portal Base, no valor de 170.260,00 euros. O contrato mais recente foi celebrado a 16 de Agosto de 2011, quando Elsa Cordeiro já tinha assumido o mandato de deputada à AR. Mais uma situação que se aproxima do limiar de 10% estipulado no artigo 21.° do Estatuto dos Deputados.
Fonte: LIVRO: «Os Privilegiados» de Gustavo Sampaio


Já desde 2009 que os negócios com o estado, abundam
FONTE: Site de despesas do governo

Adjudicante
Adjudicatário
Aquisição de Serviços de Manutenção para Espaço Verde Urbano na...
15.000,00 €
21-05-2010
Municipio de Castro Marim
Royal Green, Lda
+
Aquisição de Serviços de Limpeza e Requalificação em Espaço Verde...
15.600,00 €
18-02-2010
Municipio de Castro Marim
Royal Green - Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda
+
Prestação de Serviços para Manutenção de Relvados e Zonas Circundantes...
67.500,00 €
31-07-2009
Município de Vila Real de Santo António
Royal Green - Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
Serviços de Manutenção e Conservação dos Espaços Verdes no Município...
16.500,00 €
08-07-2009
Município de Vila Real de Santo António
Royal Green - Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ESPAÇOS VERDES...
21.500,00 €
03-06-2009
VRSA – Sociedade de Gestão Urbana, EM, SA
ROYAL GREEN – Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
Manutenção de Espaços Verdes Públicos na Freguesia de Monte Gordo...
64.500,00 €
15-04-2009
VRSA – Sociedade de Gestão Urbana, EM, SA
ROYAL GREEN – Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
Manutenção de Espaços Verdes Públicos na Freguesia de Monte Gordo...
43.000,00 €
02-03-2009
VRSA – Sociedade de Gestão Urbana, EM, SA
ROYAL GREEN – Construção e Manutenção de Espaços Verdes, Lda.
+
 Para ver os detalhes de cada contrato, basta clicar no sinal +, na última coluna

29 outubro, 2015

Girl do PCP reforma-se aos 47 anos com 1.859 euros, o povo paga

Mais uma reforma de luxo e de longa duração, que todos teremos que pagar, porque ela não a pagará, certamente, segundo a lógica da matemática.
Apenas por passar pela vida politica terá direito a receber de reforma, por muitos e muitos anos, mais do que a maioria recebe de salário. Esta é a vergonha da democracia dominada pelos partidos e abandonada pelos eleitores.

Ana Teresa Vicente Custódio Sá é uma menina de 47 anos, é autarca do PCP (presidente da Câmara de Palmela) e vai reformar-se pela Caixa Geral de Aposentações. Com apenas 26 anos de trabalho, esta menina, coitadinha, vai ter acesso à reforma. Este caso seria sempre revoltante, mas é ainda mais repulsivo no contexto que estamos a viver. Milhares e milhares de portugueses com uma idade fatal (na casa dos 50 anos) estão a cair no desemprego e sabem duas coisas: dificilmente encontrarão novo emprego e ainda estão a uma década ou assim da idade legal da reforma; sabem que um pedido antecipado de reforma significa (e, lamento, tem de significar) um corte no valor da pensão. Ao lado deste drama, aparece uma menina de 47 anos com acesso à pensão completa só porque passou pela política. Pobre Ana, a vida de um autarca é tão desgastante como a vida de um mineiro, não é verdade?
Quando se fala de boys, tendemos a pensar apenas no PS e PSD. Mas o PCP, dada a sua dimensão autárquica, também tem os seus boys e as suas girls.

A presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente (PCP), vai reformar-se, mas vai manter-se na presidência do município até final do mandato.
Ana Teresa Vicente, de 46 anos (faz 47 a 28 de janeiro), cumpre o terceiro e último mandato como presidente da Câmara de Palmela, pelo que não poderá recandidatar-se ao cargo.
De acordo lista de reformados em fevereiro da Caixa Geral de Aposentações publicada em Diário da República de 8 de janeiro, Ana Teresa Vicente vai auferir uma reforma de 1.859,67 euros.
O PCP desmarca-se das atitudes dos seus elementos? Mas quem faz o PCP não são os seus elementos? Sendo assim o PS também se pode desmarcar do Sócrates... e o PSD do Dias Loureiro e assim por aí fora, teremos sempre os partidos livres de responsabilidade.
O PCP reagiu a esta situação ao fim da tarde, em comunicado colocado no site do partido, realçando que se trata de uma "decisão pessoal" da autarca e reafirmando a sua discordância relativamente à legislação que permite casos como este.
"O PCP afirma a sua oposição a regimes legais como aquele que facultou a contagem a dobrar de tempo para efeitos de reforma no exercício de funções políticas, expressa na votação em 2005 no sentido da sua eliminação", lê-se no comunicado.
Ana Teresa Vicente é uma das presidentes de câmara do distrito de Setúbal a cumprir o último mandato, a par de Maria Emília de Sousa (Almada), Maria Amélia Antunes (Montijo), Carlos Beato (Grândola), Alfredo Monteiro (Seixal), Vítor Proença (Santiago do Cacém) e Manuel Coelho (Sines).

Moral da história, comunismo e capitalismo não são incompatíveis. Quando estão fora do poder todos são de esquerda e verdadeiros comunistas... no poder ficam todos capitalistas.
  1. Presidente da Câmara de Setúbal, declara 14 imóveis
  2. PCP fez proposta de lei que protegeu Juízes e diplomatas, de pagar CES e outras contribuições extraordinárias, sobre pensões?
  3. Pina Moura: "De Cunhal dos pequeninos a cardeal dos socialistas."
  4. Neste video, MARINHO PINTO critica o PS, PSD, CDS, PCP E BE, pela farsa das campanhas onde não se debate a corrupção nem o combate desta
  5. Imóveis dos partidos valem 28 milhões e não pagam IMI
  6. Mais de 80 autarcas investigados! Impostos gastos em hot clubs, prostitutas, etc.

18 outubro, 2015

Henrique Neto desafia os portugueses a tomarem as rédeas contra a corrupção

A democracia em crise
Ao longo dos últimos 20 anos a qualidade da democracia portuguesa tem-se degradado, ao mesmo tempo que os portugueses empobreceram e perderam qualidade de vida, nomeadamente a classe média, que foi a grande perdedora do desvario do endividamento e da política de austeridade que se seguiu.
Pouco a pouco, os partidos políticos no poder tornaram-se mais conservadores e as direcções partidárias tornaram-se mais poderosas, enquanto os governos foram aumentando o seu poder sobre a sociedade, fenómeno que tem muito a ver com o declínio intelectual, cívico e profissional da classe política, que por sua vez passou a dedicar-se aos negócios.
Ao mesmo tempo, o poder e a independência das instituições da sociedade, como as associações empresariais, de consumidores e de grupos de cidadãos, foram sendo sucessivamente reduzidos, quer na lei quer na prática.
Paralelamente, os reguladores das diferentes actividades foram-se tornando cada vez mais amigos do poder político e dos governos. Por exemplo, sempre pouco a pouco, os conselhos consultivos das entidades reguladoras foram sendo marginalizados das decisões, que no passado eram quase colegiais, deixando de ter acesso às informações que faziam chegar aos cidadãos.

O Ministério das Finanças tornou-se um ser omnipotente e omnipresente na sociedade, a viver acima da lei, e a cobrança de impostos, taxas e multas passou a constituir o momento de terror das famílias e das empresas à abertura do correio. A solução é sempre pagar, a alternativa, e apenas a posteriori, seria recorrer à justiça e esperar anos pela decisão, já que o Estado anda determinado a fechar os centros regionais de arbitragem, através da asfixia financeira.

16 outubro, 2015

Medidas de combate à corrupção, propostas pelo presidente da Associação Transparência e Integridade




O autor do video, Luís de Sousa, que explicou a todos nós, a profundidade e a abrangência da corrupção em Portugal, vem agora propor a forma de solucionar o problema identificado no video. 
O presidente do TIAC, explicou no programa Negócios da Semana, qual é doença terminal  que fulmina Portugal.
Não é a corrupção de luvas e de favores que preocupa... não é essa a pior chaga, nem a mais dispendiosa forma de corrupção. A pior forma de corrupção é a nova classe de políticos,  conhecidos como os políticos homens de negócios, que tomaram para si o poder legislativo, o poder regulador, fiscalizador, o poder de decisão, o poder público... e abusaram da liberdade e da impunidade para por e dispor dos dinheiros públicos, do poder público, sem se preocuparem com a economia do país nem com os cidadãos. Esta corrupção sistémica e profunda que abrange as instituições, permite "legalizar" o ilegal, 

Medidas apresentadas por Luís de Sousa, presidente da Associação para a Transparência e Integridade como forma de combate à corrupção. Por motivos que creio serem óbvios para os leitores deste canal, destaco a nº5. O cruzamento de dados que tece uma malha em torno do cidadão é uma miragem no corpo político. A saber:

1. ABRIR O DEBATE À SOCIEDADE CIVIL
Fecharmo-nos e tornar o processo hermético, sem ouvir peritos, sem ouvir pessoas que estão no terreno e que podem dizer se de facto este tipo de moldura penal lhes vai ou não trazer mais eficácia no combate à corrupção, sem ouvirmos académicos, juristas – mas não sempre os mesmos. A mesma doutrina penal tem levado a resultados muito fracos ao longo dos anos nesta matéria. Não partir do pedestal em que 'mal de nós pensarmos em opções desta natureza que são praticadas por democracias frágeis'.

2. TER HUMILDADE
Portugal não está propriamente numa condição sã em termos do funcionamento das suas instituições, sobretudo da justiça, e, se calhar, temos de ser um bocadinho humildes e aprender com outras democracias que têm vindo a implementar este tipo de medidas para limpar a imagem do país. Criar um ambiente de negócios com uma imagem de eficácia, de modernidade, mas também de integridade.

14 outubro, 2015

Soares moveu montanhas para ajudar Salgado a ser o Dono Disto Tudo.




Neste video Mário Soares assume que ajudou a família de Ricardo Salgado a voltar a Portugal e a reaver o controlo do banco, perdido nas nacionalizações de 1975, favorecendo diplomaticamente a aliança com a francesa Crédit Agricole. Os meandros obscuros do poder. Das amizades e das influências.
A amizade entre Mário Soares e Ricardo Salgado remonta aos anos 80, quando o fundador do PS quis ajudar a família Espírito Santo a regressar a Portugal, depois das nacionalizações e do exílio no estrangeiro. O clã admitia voltar, mas debatia-se com um problema: estava sem dinheiro. Soares recorreu então à Internacional Socialista. Pediu a intervenção do amigo François Mitterrand e assim foi dado o impulso à parceria dos Espírito Santo com os franceses do Crédit Agricole, que se estendeu até 2014 e foi fundamental para a reconstrução do grupo. Não é, por isso, de estranhar que Mário Soares já tenha visitado Ricardo Salgado, o preso domiciliário mais mediático do país. SOL

“Um banco de todos os regimes”
Diz-se que era o banqueiro do regime. Mas era mais do que isso, como ele próprio admitia. Porque Salgado era o líder de um banco de origem familiar quase a completar 150 anos de existência, “um banco de todos os regimes”, pois “tem de dialogar com todos os governos e todos os regimes” – da monarquia à ditadura, do Portugal com sonhos vindos da Europa ao país da crise. Mas, dizia, tinha amigos “em todos os partidos”.
“[Salgado] Tem a secreta missão de ajudar a construir o país, e isso levou-o sempre a ser o banqueiro do regime, aquele que está sempre disponível para colaborar com os governos”, escreveu o “Diário Económico”.
O nome Espírito Santo – “a mais antiga família da alta finança do país”, lembrava o Económico no mesmo artigo - esteve sempre ligado aos regimes vigentes.

Ricardo Espírito Santo Silva, avô de Ricardo Salgado, era visto como o banqueiro do Estado Novo. O tio-avô de Salgado, Manuel Espírito Santo, chegou a ser convidado por Marcello Caetano, presidente do Conselho, para ser embaixador de Portugal nos Estados Unidos. Richard Nixon, príncipes e reis eram visitas de casa de Manuel Espírito Santo.
Até à revolução de 1974 (que obrigou o clã a sair do país – foi para o Brasil e a Suíça), os Espírito Santo estavam presentes nos mais diversos sectores da economia nacional (dos pneus ao gás, da celulose às cervejas, do cimento ao tabaco), lemos em “O Último Banqueiro”.
Com as nacionalizações de 1975, perderam quase tudo. Mas regressaram a Portugal nos anos 1980 e conseguiram recuperar ou construir de raiz diversos negócios em múltiplas áreas, da banca aos seguros, do imobiliário à energia.
Mário Soares ajudou a família a voltar em Portugal e a reaver o controlo do banco, perdido nas nacionalizações de 1975, favorecendo diplomaticamente a aliança com a francesa Crédit Agricole.

12 outubro, 2015

Paulo Morais: ‘A promiscuidade entre políticos e negócios está ao nível da Mongólia’


ENTREVISTA E VIDEOS DE PAULO MORAIS.
Queria ser astrónomo mas acabou candidato à Presidência da República para combater a corrupção.
Em entrevista ao SOL, Paulo Morais afirma que não pretende ser um D. Sebastião e que tem como alvo os políticos desonestos.

Quem é Paulo Morais?
É um cidadão empenhado e preocupado que nasceu em Viana do Castelo já lá vão 51 anos. Estudei Matemática na Universidade de Ciências do Porto, porque queria ser astrónomo. Fiz uma carreira académica, fui presidente da JSD em Viana, onde vivi até aos 17 anos, fui dirigente académico no Porto, estive na Câmara do Porto e na Associação Transparência e Integridade. O que senti em todas as posições que ocupei é que invariavelmente a corrupção minava o funcionamento das instituições. E quando vejo que há necessidade de intervir e não vejo ninguém a avançar, avanço eu.

Porque se decidiu candidatar?
Porque mais ninguém a quem reconheça credibilidade teve coragem e vontade para se lançar e é fundamental ter como primeira prioridade o combate à corrupção. A corrupção é o maior problema da política portuguesa e só pode ser combatida de forma transversal, no Parlamento, com uma maioria larga de deputados, mas isso neste momento não existe, ou ao nível da Presidência da República com alguém livre de qualquer tipo de compromissos.

Tem feito várias denúncias de corrupção. Alguma já levou a investigação com efeitos práticos?
Uma coisa são denúncias em tribunal que o Ministério Público tem de investigar, não sou eu. Sempre que detectei que havia indícios de tráfico de influências, casos de potencial corrupção, apresentei queixas no local próprio, os tribunais, nomeadamente crimes urbanísticos. Se me perguntar se houve alguma condenação? Até agora, infelizmente não. Muitos não estão concluídos e muitos foram arquivados, alguns com alguma frustração minha. Depois há uma denúncia de uma promiscuidade absoluta entre a política e os negócios. Em Portugal, política e negócios são quase sinónimos, infelizmente. Essa é uma análise política e portanto não há apresentação de queixas em tribunal.

Uma das críticas que lhe fazem é lançar suspeitas sem provas...
Não entendo. Quando digo que as pessoas que estiveram na governação na área das Obras Públicas foram todas trabalhar para empresas de PPP, as provas são públicas. Em Portugal, a corrupção é tão generalizada, tão impune que as provas são públicas. Para provar que o eng. Ferreira do Amaral, que mandou construir a Ponte Vasco da Gama e hoje trabalha na concessionária, que Jorge Coelho foi trabalhar para a Mota-Engil não é preciso procurar provas, basta fazer um google.

09 outubro, 2015

30 Euros por cheques sem cobertura? Mais um abuso da banca, sem punição

Espalhem este abuso. Partilhem. Os bancos colocam os clientes a pagar o risco? 
Um roubo que os bancos nos fazem, com cobertura legal
"Esta pergunta é para todos os deputados da Assembleia da República e para todos os administradores do Banco de Portugal:
Quando é que acabam de vez com o roubo, coberto por lei, que os bancos nos fazem quando depositamos um cheque passado por alguém e que afinal não tem cobertura?

Este fim de semana, fiquei a conhecer duas histórias de portugueses prejudicados, que ilustram bem a imoralidade desta prática dos bancos em Portugal.
Um jovem que trabalha numa empresa habituada a pagar tarde e a más horas recebeu um cheque de 500 euros referente a apenas uma parte do salário do mês.
O patrão pediu-lhe que aguardasse uns dias antes de o depositar porque não teria o valor necessário na conta. Quando o trabalhador recebeu luz verde, foi depositá-lo.
No dia seguinte, recebeu uma chamada do banco: não só o cheque não tinha cobertura como o titular da conta tinha de pagar uma comissão de 30 euros por causa disso.

Em vez de 500 euros de salário, o jovem tem agora uma conta bancária com um saldo negativo de 30 euros…
Outro caso é ainda mais surreal. No dia do casamento, uma jovem noiva recebeu várias prendas dos convidados, como é habitual nestas ocasiões. Entre as prendas estava um determinado cheque.
No dia seguinte, a jovem depositou-o na sua conta bancária.