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Mais de 1 milhão de abstencionistas fantasma. Governos oferecem 10% de abstenção, são uns rebeldes?

fonte:Visão 
Os eleitores fantasma, tal como o nome indica, não existem, e portanto não votam, são um mega exército de abstencionistas fixos, mantidos pelos políticos. Mas ainda há quem se atreva a dizer que os políticos têm medo dos abstencionistas, porque os abstencionistas são revolucionários e podem usar a sua poderosa arma da abstenção, e derrubar governos e regime, sem sair do sofá?
Afinal os governos também são revolucionários e andam a ajudar os que querem derrubar o governo, a derrubar o governo? Isto sim é fair play.
O medo da abstenção, é tanto que são os próprios políticos que sustentam e fomentam esta situação, apenas para receberem mais dinheiro do OE e mais tachos.
Num país com pouco mais de 10 milhões de habitantes temos 9 425 894 eleitores? E ninguém acha estranho? Ninguém exige regularizar a situação? Ninguém teme os abstencionistas? Nem fantasmas? Claro que não... deixa estar assim que dá jeito aos corruptos.

"Eleitores-fantasma valem dinheiro.
Bourdain, autor de estudos sobre comportamento eleitoral, estimou que nas legislativas de 2005 e 2009 quase um milhão dos eleitores estavam mal inscritos nos cadernos eleitorais. "Falo quase só de mortos - dez por cento."
O politólogo explica que este é um problema nacional  mas começa nas autarquias, que têm interesse em manter os cadernos. Comparando os números do último recenseamento com os do INE, o problema salta à vista: Vila Real e Bragança são dois exemplos de municípios que têm mais eleitores do que habitantes. Mesmo que menos flagrante, a história repete-se um pouco por todo o interior.
Além da vantagem no financiamento autárquico - quanto mais eleitores, mais dinheiro transferido do Orçamento -, ter um número elevado de inscritos também significa a eleição de mais deputados para a Assembleia da República pelo respectivo círculo." DN

Já imaginou? O perigo que seria, para os corruptos, se os milhões de portugueses que não fazem nada, um dia se dirigissem ás urnas e votassem contra os que odeiam, os que criticam e os que querem derrubar? Já imaginaram? Claro que é isso que eles mais temem. Que um dia sejam escorraçados do poder, que há 40 anos dominam. 
Por isso estes politicos, camuflados,  investem em campanhas de apelos à abstenção. Estás indignado? Não gostas de nós? Não gostas do sistema que nós gostamos? Não gostas de ver os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres? Não votes, vai para a praia... 
Deixem que o nosso sistema se mantenha com 2 milhões de votos, (imagem em cima) e basta, porque não há adversários, só votos a favor. Não queremos adversários a votar. 
Agora pense bem no que tem andado a fazer... está na hora de mudar, não?

Estudo demonstra que falta de actualização dos cadernos eleitorais pode “conceder a vitória ao partido errado”

Nova escravatura: "Dêem-me o controlo do dinheiro de uma nação e pouco me importarei com quem faz as suas leis."

Não perca esta selecção de vídeos e denuncias sobre os planos obscuros da banca internacional. As verdadeiras intenções dos que criaram a urgência de pagar dividas soberanas e impuseram austeridade já estão à vista de todos.


AUSTERIDADE É DESCULPA PARA NOS ESCRAVIZAR E ROUBAR AS REFORMAS E IMPOSTOS, PARA ENRIQUECER A BANCA.
PENA OS NOSSOS COMENTADORES POLÍTICOS NÃO TEREM CORAGEM NEM INTERESSE EM DENUNCIAR ESTAS VERDADES,
PENA OS PORTUGUESES PERDEREM HORAS A OUVIR MARCELOS REBELOS DE SOUSA QUE NADA DE NOVO COMUNICAM, APENAS NOS TENTAM CONVENCER QUE TUDO O QUE SE PASSA É NORMAL E ACEITÁVEL. OU COMENTADORES DE FUTEBOL PARA NOS ALIENAR, ENQUANTO OS POLÍTICOS E A BANCA, NOS ESVAZIAM A CARTEIRA... e o cérebro ... O POVO DORME... ZZZZzzzzzz
Mayer Amschel Rothschild, no século XIX, denunciava mais do que os nossos Marcelos Rebelos de Sousa: "Dêem-me o controlo do dinheiro de uma nação e pouco me importarei com quem faz as suas leis."

Karen Hudes, Ex-jurista, demitida do Banco Mundial por ter revelado informações sobre a corrupção na instituição, explicou com detalhes os mecanismos bancários para dominar o nosso planeta.
O banco central dos bancos centrais
A cúpula desse sistema é o Banco de Pagamentos Internacionais: o banco central dos bancos centrais.
"Um organização internacional imensamente poderosa da qual a maioria nem sequer ouviu falar controla secretamente a emissão de dinheiro do mundo inteiro. É o chamado Banco de Pagamentos Internacionais [Bank for International Settlements]. Trata-se do banco central dos bancos centrais, localizado na Basileia, Suíça, mas que possui sucursais em Hong Kong e na Cidade do México.

Eu também quero ser verbo de encher. O BES a encher os bolsos aos amigos


Os administradores sem responsabilidade. Um artigo interessante que expõe Godinho de Matos e as intenções obscuras que motivam as escolhas dos altos cargos das grandes empresas. 
"Nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – "senhas" para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por que lhes pagam. 
Desde hoje de manhã que estou de boca aberta. Não sei se conseguirei fechá-la tão depressa. Tudo porque li uma entrevista como há muito, muito tempo, não lia algo de semelhante: a de Nuno Godinho de Matos ao jornal i.

Perguntarão: quem é Nuno Godinho de Matos? Pois é um advogado de Lisboa que era, até ao mês passado, administrador não executivo do Banco Espírito Santo. Uma busca na internet rapidamente nos indica que, além disso, foi fundador do Partido Socialista, trabalha há décadas com Daniel Proença de Carvalho, é atualmente vice-presidente da Ordem dos Advogados e foi durante muitos anos membro da Comissão Nacional de Eleições, lugar a que renunciou por ter representado nas últimas eleições autárquicas Moita Flores. Alguém de múltiplos talentos que, quero crer, falará com conhecimento de causa.

SE NÓS NÃO SOMOS A GRÉCIA É PORQUE SOMOS PARVOS

Por Miguel Sousa Tavares
O “nós não somos a Grécia”, repetido por esta maioria como um mantra, é das frases politicamente mais estúpidas que me foi dado ouvir. É claro que nós somos a Grécia a partir do momento em que quisemos ser europeus e porque a Grécia é a Europa: foi a Grécia que fundou a civilização europeia ao abrigo de cujos valores queremos continuar a viver. Porque a Europa — entre outros, sonhada pelo alemão Adenauer — é muito mais do que o défice e a dívida, os investidores e os mercados. É uma ideia política — de democracia, de espaço de todas as liberdades, de defesa dos cidadãos contra os abusos dos poderes, de progresso social, económico e científico, de paz e de segurança comum — a que se juntou depois a difícil tarefa de a englobar também num espaço económico comum, sem fronteiras comerciais e cimentado numa moeda única. Seria uma tragédia que as dificuldades de consolidação da moeda única, causadas pelas desigualdades à nascença entre os países aderentes e pelas desigualdades das regras de jogo entre eles (diferentes taxas de juros para as empresas e para as dívidas públicas, diferentes regimes fiscais, diferentes condições para a poupança e investimento) conduzissem à implosão daquilo que foi fundamental na criação da União Europeia. Mas é para aí que parecemos caminhar: a Europa que enfrenta a ameaça do fundamentalismo islâmico mas que rejeita integrar a Turquia, que cerca a Rússia e se vai enfiando cada vez mais no vespeiro ucraniano, que aceita o neofascismo húngaro mas não se conforma com a vontade democraticamente expressa pelos gregos de querer mudar de vida, essa Europa caminha para a desagregação. Foi construída por visionários e, se nada de substancial mudar, vai ser destruída por merceeiros.

O retrato do SNS do tempo de Sócrates, para avivar memórias.

De repente o país ficou histérico com o que se passa no SNS e com o caos nos hospitais, como se todos os portugueses tivessem aterrado agora em Portugal, recém chegados de Marte, e desconhecessem todo o passado do país. Nunca tinham percebido que o caos no SNS é uma realidade antiga e que se agrava de ano para ano. Não se lembram de nada... 
E o agravamento do caos vai continuar, porque os portugueses teimam em não saber avaliar os governos, nem os políticos nem a saber julga-los politicamente, nas urnas. A memória é curta e a literacia politica, é fraca.
Para os portugueses, qualquer coisa serve para fazer da discussão cívica sobre politica, um circo, um disparar de insultos ocos, um achincalhar público e histérico. Não existe a preocupação de pesquisar, indagar ou questionar a veracidade do que se comenta e se alguém tenta remar contra a onda de insultos ou chamar à razão para factos, rapidamente passa a ser também alvo de insultos.
E enquanto os eleitores continuarem a fazer da politica um circo, continuaremos a ser governados por palhaços.
Enquanto os portugueses continuarem a não saber condenar os maus e a reconhecer e premiar os bons nas urnas, continuará a compensar o crime na politica e claro, continuaremos a ter criminosos na politica.
Enquanto os portugueses não se preocuparem em saber o que está por trás de cada frase descontextualizada e fizerem chacota de todos os políticos indiferenciadamente, em vez de se darem ao trabalho de fazer análises criticas, fundamentadas e justas, continuaremos a ter na politica, apenas os piores, porque pessoas de respeito com valor e competência, não se sujeitarão a julgamentos públicos de gente injusta e inculta.
Enquanto o insulto for a única arma que os portugueses sabem usar, para comentar e julgar actos dos políticos, continuaremos a ter políticos de muito pouca qualidade.
Tudo na vida é um processo de causa efeito... quem começou este ciclo de causa efeito, que parece inquebrável?
Foram os eleitores que começaram a mostrar que eram pouco exigentes, pouco justos, pouco lúcidos, e fáceis de enganar? Ou foram os políticos que começaram a aproveitar-se da ingenuidade, da falta de lucidez, da falta de justiça e da ausência de exigência dos eleitores?
O importante é perceber quem tem que começar a mudar... e isso é óbvio, nós somos certamente os mais interessados nessa mudança, porque eles, os políticos, apesar de insultados e humilhados por uns pobres coitados, continuam  a viver à grande e à francesa, impunemente e a lesar os cidadãos...
Já os cidadãos, não ganham nada com esta situação portanto temos que ser nós, como eleitores e bons portugueses, a dar o primeiro passo para a mudança. Saber falar de politica, analisar a politica e os políticos, interessar-se, querer saber o que está por trás das famosas "bombas" jornalísticas, avaliar com espírito critico os dados, é uma urgência.

Neste artigo não se pretende discutir quem tratou melhor o SNS, se o Sócrates se o Coelho, porque se a discussão fosse essa, teria sido outra a pesquisa.
O que se pretende provar com este artigo é que a análise dos portugueses é quase sempre demasiado superficial e injusta. Porque como podem constar, já no tempo do Sócrates, existiam muitos problemas no SNS, em tudo semelhantes aos que agora tanto escandalizam os portugueses, como se nunca tivessem visto nada assim. E 2010, 2009, 2008, não foi assim há tanto tempo. Por isso reparem como os portugueses analisam a politica... este exemplo do SNS é flagrante e gritante. Esqueceram?
"O esquecimento é o adubo que nutre a impunidade." (Wesley E. Hayas)
E fazem o mesmo com o caos na educação, na construção pública, no nepotismo, e no despesismo... esquecem tudo?

@ - 29.09.2010 - MORRE APÓS 13 HORAS NO S. JOSÉ. 
José Gonçalves, de 43 anos, entrou às 20h21 do dia 25 de Agosto no Hospital de São José, em Lisboa, acabando por falecer às 10h30 do dia seguinte vítima de lesões traumáticas abdominais, resultado de um acidente de viação. A família acusa o hospital de não ter sido célere na detecção do real problema de José Gonçalves. "Estiveram das 20h30 até às 04h00 para perceber que o meu irmão tinha uma hemorragia interna. Como é possível?", questiona António Gonçalves, recordando que "às 22h30 o médico foi alertado para um hematoma no lado direito do abdómen". O Hospital de São José reconhece ter existido uma "degradação do estado clínico" e que, por isso, "foi submetido a intervenção cirúrgica" onde foram visíveis "lesões abdominais de extrema gravidade, tendo o doente falecido após tentativa de as controlar".

@ - 13/10/2010 - Espera na urgência de Braga chegou às 12 horas
A urgência do Hospital de Braga esteve entupida na noite de segunda-feira. A impaciência apoderou-se de quem esperava por ser atendido e não conseguia. Registaram-se esperas de mais de doze horas. ...enquanto a sua filha esperava para ser atendida há seis horas, por causa de uma dor de cabeça.

@ - Junho de 2009
Bebé morre na fila das urgências
Pais acusam Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo. Um bebé de dias morreu na fila das urgências do hospital de Viana do Castelo. Os pais de Simão acusam o Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo, noticia o «Correio da Manhã». 

@ - 29-12-2011
Hospital de S. João da Madeira. Doente morre à espera de ser atendido
Um homem morreu, segunda-feira, dia 26, enquanto aguardava por uma consulta no Hospital de S. João da Madeira. A unidade de saúde chamou o INEM, mas este não chegou a tempo. Só o resultado da autópsia, realizada anteontem, poderá revelar as causas da morte.

A ascensão da Alemanha à custa da riqueza produzida em Portugal e na Grécia.


O BEM-ESTAR DOS ALEMÃES É CONSEGUIDO, TAMBÉM, À CUSTA DA RIQUEZA CRIADA EM OUTROS PAÍSES E QUE É TRANSFERIDA PARA A ALEMANHA.
O quadro 1, construído com dados oficiais da Comissão Europeia, mostra de uma forma clara e sintética os resultados para três países – Alemanha, Grécia e Portugal – da criação da União Europeia e, nomeadamente, da Zona do Euro em 2002.
Para que os dados do quadro sejam mais claros interessa ter presente o significado dos conceitos que são utilizados nele: (1) PIB, ou seja, o Produto Interno Bruto, corresponde ao valor da riqueza criada em cada país em cada ano pelos que residem nesse país; (2) PNB, ou seja, Produto Nacional Bruto, corresponde à riqueza que os habitantes de cada país dispõem em cada ano que pode ser maior do que a produzida no país (no caso da transferência de riqueza do exterior ser superior à riqueza produzida no país em cada ano transferida para o exterior) ou então pode ser menor que a produzida no país (no caso de uma parte da riqueza produzida no país ser transferida para o exterior e não ser compensada pela que recebe do exterior).

Porque no teu país, ser português é lixado.

Se és um jovem português
Atravessa a fronteira do teu País
E parte destemido
Na procura de um futuro com Futuro

Porque no teu País
A Educação é como uma licenciatura
Tirada sem mérito e sem trabalho
Arquitectada por amigos docentes
E abençoada numa manhã dominical

Porque no teu País
É mais importante a estatística dos números
Que a competência científica dos alunos
O que interessa é encher as universidades
Nem que seja de burros

"Que Sócrates se julga acima da lei é algo que ninguém que tenha observado os seus governos, duvida.

Sócrates, Soares e o PS julgam-se acima da lei... Um video que exibe a prepotência e um artigo que explica a arrogância típica de "ditadores" ou meninos mimados?



"Que Sócrates se julga acima da lei é algo que ninguém que tenha observado os seus governos duvida. Mas que os socialistas o acompanhem na demência cívica – e o expressem com despudor – surpreende-me.
Havia tantos temas apelativos para esta crónica mas lá vou ter de regressar ao caso Sócrates. Porque começa a tornar-se difícil manter o faz-de-conta da reação oficial do PS à prisão do seu antigo líder, a tal da separação entre partido e caso judicial.

É Mário Soares que não pára de fazer figuras tristes na sua tentativa de condicionar a investigação criminal ao seu amigo e já veio exigir (que o senhor julga que as instituições democráticas lhe respondem) que o Presidente da República se pronuncie sobre uma investigação em curso. São Edite Estrela e Mário Lino – digam lá que não são, pelo menos, semideuses do Olimpo do português médio – que também exigem que as provas sejam apresentadas ao público. (Quem sabe se depois de amanhã vão propor que os julgamentos de elementos ligados ao PS sejam feitos reunindo aleatoriamente cinquenta pessoas numa praça de uma cidade de província e a culpa ou a inocência decididas com votação por braço no ar).

E – a minha preferida e mais estratosfericamente fabulosa – Vera Jardim defendeu para Sócrates, no programa da Rádio Renascença Falar Claro (5/1/2014), que a defesa do ‘direito ao bom nome, à reputação’ poderiam ser feitos ‘mesmo violando alguns deveres legais, porque os deveres legais cessam também perante outros direitos das pessoas’. Como? É mesmo isso, reiterou o senhor (que aparentemente não estava com nenhuma crise aguda que lhe diminuísse a capacidade cognitiva): Sócrates ‘está sobretudo no direito de se defender mesmo que, repito, tivesse que violar normas, regulamentos, seja o que for, porque aqui o interesse que está em causa é mais forte’.
Pois.
Parece ser, portanto, oficial: há muito (e, neste caso, mesmo que fosse apenas Vera Jardim, já seria muito) quem no PS considere que Sócrates não está obrigado a respeitar a lei cujo respeito se exige aos comuns mortais que não são socialistas (essa ralé).

A propósito da detenção de José Sócrates, só se surpreende quem não quis ver os sinais.


Sócrates "mentiroso, incompetente e perigoso para o país." 


- Neste video vejam a forma como é avaliado Sócrates, quando os avaliadores são pessoas informadas e com o mínimo de formação sobre economia.
Em reacção às propostas que constavam do programa do PS, apresentadas por Sócrates, o empresário José Guia considera que o primeiro-ministro é "inconsciente, mentiroso compulsivo e perigoso para o país".
"O homem já não é só incompetente ele não sabe do que fala, é demagógico até à mentira, é mentiroso compulsivo"
Também na opinião do antigo Governador do Banco de Portugal, Tavares Moreira, estas medidas não são propostas, vamos ser minimamente inteligentes, são "a banha da cobra". 
Não se entende é como a comunicação social toma declarações de Sócrates como normais e válidas e não toma uma posição critica, mostrando que não têm nada a ver com a realidade e não têm qualquer consistência.

- César das Neves também descreve Sócrates assim:
“O regresso de José Sócrates é um espantoso feito de técnica política, do mais alto nível mundial”, avalia César das Neves. Para o economista, o antigo primeiro-ministro distingue-se dos demais políticos pela “total ausência de escrúpulos”. “Não existe a menor contemplação pela realidade dos factos”, indica, acrescentando que “existe apenas um projecto de poder, e tudo lhe é sacrificado”.
ARTIGO COMPLETO: 

- Ainda neste outro video, Sócrates apresenta teorias totalmente falsas para levar o país a acreditar que devemos construir e pagar mais 12 barragens, mas é desmentido por um professor do Instituto Superior Técnico.

- Gomes Ferreira recorda... 
A propósito da detenção de José Sócrates, recordo por estes dias vários momentos da vida política do país e do exercício do jornalismo em Portugal.
No final do primeiro mandato e já em ano de eleições legislativas, o primeiro Ministro aceita dar uma entrevista televisiva à SIC, conduzida por mim e por Ricardo Costa.
No decurso da conversa tensa, crispada, José Sócrates é confrontado com um gráfico do próprio orçamento de Estado de 2009, que mostra o verdadeiro impacto das sete novas subconcessões rodoviárias em regime de parceria público privada: a conta a cargo do contribuinte é astronómica, mas só começara a ser paga...em 2014.

Um sistema em que a riqueza de alguns corresponde à pobreza da maioria só pode ser nocivo.

A tirania da eficácia
A eficácia do sistema produtivo depende mais de factores não económicos, como a corrupção do que
da gestão, como rezam os manuais. Por outro lado, um sistema em que a riqueza de alguns corresponde à pobreza da maioria só se pode considerar nocivo.
A democracia de mercado incorpora escolhas, debate, como nas democracias reais, mas são truncadas e circunscritas aos defensores do regime, aos partidos que a gerem e aos que participam na sua legitimação junto da multidão, pagos para o efeito a partir do erário público. É a sua maneira de serem eficazes.
Demasiadas vezes a oligarquia encontra para a sucessão um déspota desqualificado e eficaz apenas no roubo. (...) desse execrável déspota chamado Cavaco.

Sumário
             1 - A eficácia como instrumento de domínio
             2 - A eficácia que captura a democracia
             3 - O trabalho é uma prisão

1 - A eficácia como instrumento de domínio
A ausência de uma verdadeira democracia, da sua prática quotidiana na política como no trabalho ou mesmo em casa, gera hábitos de aceitação servil do statu quo e a resignação perante as desgraças do dia-a-dia, por parte de muitos. Esse não enraizamento da prática democrática permite que, com toda a desfaçatez e impunidade mediática, se erga e se insinue o discurso tecnocrático da eficácia e da eficiência.
Aqueles dois termos ressaltam no discurso da competitividade, da maximização de lucros, da minimização de custo mormente, neste último caso, no capítulo de custos salariais ou laborais. É evidente que na lógica demente do capital, a sobrevivência de cada capitalista está, teoricamente associada à eficácia e à eficiência da empresa, à excelência da gestão, embora na realidade os resultados dependam de fatores exteriores à gestão dos recursos. O recente caso da PT evidencia um caso onde os mais elementares critérios de gestão foram desprezados em proveito de compadrios mafiosos.

E não é difícil mencionar uns quantos fatores exteriores que são vulgares e empregnam as sociedades quanto menos desenvolvido for o seu capitalismo; diríamos mesmo que são regulamentares pois, estão de tal modo inseridos no sistema e aceites como inevitáveis que se tornam parte inseparável dele. Podemos citar o suborno, a corrupção, a fuga, a evasão ou a fraude fiscal, o benefício fiscal, fórmulas criativas de contabilização, a adjudicação combinada, o não cumprimento de regras quanto à saúde e segurança dos trabalhadores, horas de trabalho não pagas ou pagas em género (por exemplo, automóvel detido pela empresa ou férias pagas a quadros), do respeito para com a qualidade, a segurança, a duração dos produtos vendidos. Estes fatores estranhos à economia apreendida nos manuais e nas escolas de gestão são determinantes para a competitividade das empresas; isto é, os mecanismos da produção capitalista não se baseiam na sã concorrência cantada por Adam Smith mas, nos tais fatores estranhos.

Paulo Morais regressa à politica. Vamos votar contra a corrupção, votar Paulo Morais?


Entrevista a Paulo Morais. “Sócrates é um dos principais actores na triste peça da corrupção em Portugal”
Paulo Morais afastou-se da política. Mas vai voltar. Neste momento reflecte sobre várias formas de intervenção: poderá formar um partido para concorrer às legislativas de 2015, poderá candidatar-se às presidenciais de 2016. Tem tudo em aberto e uma certeza - não quer que o seu objectivo de combater a corrupção na política fique de fora do ciclo eleitoral que aí vem.

Há um mês disse ao meu jornal que estava a ponderar voltar à política. Como está o ponto da sua reflexão?
A leitura que eu faço - e também tem a ver com o facto de eu ser do Alto Minho - é que Portugal tem um grande potencial, excelente clima, óptima localização, tem mar, terrenos para agricultura e invariavelmente tudo isto é desperdiçado. Temos uma serra da Estrela onde se fazem desportos de neve, mas quando neva não se consegue lá chegar. Isto é a típica situação portuguesa. A forma como são montados os limpa-neves não é função do interesse público mas de interesses particulares. Entre o desperdício, a incompetência e a corrupção vão os recursos todos. Temos um potencial fantástico e depois os portugueses não usufruem do potencial de que dispõem porque aparece a política para estragar o funcionamento do país. Mudando a política, o país melhora substancialmente e o principal factor que anda a contaminar a política é a corrupção.

Então todos os políticos são maus?
A maioria dos políticos não são corruptos. Só uma pequena minoria, com uma particularidade: são os políticos que mandam mais, os que controlam 90% do orçamento. Políticos corruptos são poucos. O que acontece é que os restantes não combatem o statu quo. Em Portugal, que é um país cheio de salamaleques, os políticos têm um conjunto de mordomias absolutamente ridículas, bilhetes para o futebol, teatro, precisam de fazer obras em casa de um primo e conseguem mais rapidamente porque conhecem o presidente da câmara, têm uma sobrinha desempregada e arranjam-lhe um emprego. E para manter estes pequenos privilégios sabem que jamais poderão enfrentar os dirigentes máximos. E acabam por fazer lastro à corrupção dos outros. Há um ditado português que explica isto bem: tanto rouba quem vai à horta como quem fica à porta. Os outros políticos todos ficam à porta a olhar, assobiam para o lado, fingem que não é nada com eles.

Vai formar um partido?
Isto tem três soluções possíveis: os principais partidos fazerem um pacto, a que todos se vinculem, de combate efectivo à corrupção, como aconteceu em Itália com a operação Mãos Limpas. Ou aparecem partidos novos com discursos verdadeiramente novos ou, outra possível solução, aparece no topo do regime alguém que ponha ordem na casa.

Está a admitir candidatar-se a Presidente da República?
Estou a reflectir sobre todas essas matérias. Há tempo para tudo. A minha reflexão é sobre o que posso fazer para ser útil. Acho que uma pessoa como eu não pode ficar de fora da intervenção no ciclo eleitoral que aí vem. Ainda não sei qual é a melhor forma, quando souber digo-lhe. O objectivo é claro: ando à procura de uma forma de intervir na política portuguesa de forma a diminuir a corrupção que está a minar a política e toda a vida em Portugal. Esta é a resposta que posso dar neste momento. Quando tiver outra, também lha dou.

Álvaro Santos Pereira desvenda quem são as ovelhas negras do governo.

Se vivêssemos num país a sério, a EDP não demitiria ministros 



É urgente aprender a identificar os verdadeiros culpados, as ervas daninhas, e contribuir para as eliminar e punir, nas eleições e não só. Mas também é urgente identificar os patriotas e mostrar gratidão e reconhecimento nas eleições, censurando os media que os perseguem. Seria o mínimo que o povo poderia fazer por aqueles que contra tudo e todos, tentam lutar pelo país e por nós.
Esta é uma história real, onde Paulo Portas é desmascarado por Álvaro Santos Pereira, como sendo aquilo que todos sempre desconfiaram. Um chantagista que ganha poder com coligações e amplia o poder com chantagem de demissões, a verdadeira ovelha negra que só pensa nos seus interesses e do partido, uma pessoa mesquinha, interesseira, traidora e sem escrúpulos que repugna os que defendem a pátria.
Este é o retrato do mais recente governo, mas é também o padrão de comportamento de todos os governos, os bons são um alvo a abater, estão em minoria e não são rentáveis. Mais um que foi silenciado e o povo tudo ignora...
"O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons." Martin Luther King

Os atritos com Gaspar e o desprezo por Portas 
Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, publica livro sobre a sua passagem pelo Governo.
(...)É um ajuste de contas com a história, e, através do seu olhar, das suas palavras, apontamentos e memórias, somos conduzidos ao interior do executivo formado pelo PSD e pelo CDS.
Ao todo, são 420 páginas, que olham também para o futuro, o qual, diz, tem de passar por “um reescalonamento a longo prazo da dívida dos países europeus mais endividados”. Além disso, defende: “Se não baixarmos os impostos das empresas e das famílias, o país nunca conseguirá atrair investimento significativo.”

– “Reflectindo sobre o meu percurso na gestão do maior ministério da história da democracia, penso que parece óbvio que os primeiros meses acabaram por determinar um pouco o resto do meu período no Governo. O facto de ter sido um independente que entrou para o Governo sem experiência política e sem aliados políticos fez com que tivesse levado tempo a construir coligações e alianças.”
– "(…) Como fazer um contraponto ao ministro das Finanças mais poderoso desde Salazar seria sempre delicado, é de certa forma natural que houvesse uma grande impaciência nos primeiros meses em relação ao ministro da Economia e do Emprego.”
 – “Como o ministro das Finanças era quase intocável, e como o líder do segundo partido da coligação preferiu não lidar com a troika e com as razões da crise, o descontentamento sobrou facilmente para aquele que vinha de fora (o 'emigrante'), aquele que não conhecia a reali­dade do país (o 'estrangeirado'), aquele que não tinha a força política (que, aliás, nenhum outro ministro tinha) para enfrentar as Finanças e a troika.”
– “É verdade, isso sim, que eu não tive peso político para travar a saída da AICEP do Ministério da Economia, um erro que viria a ser parcialmente colmatado com a minha saída e a correspondente entrada do CDS para o ministério... Sim, é verdade que eu não tive peso político para travar a subida do IVA da restauração, até porque a troika e outros eram a favor de tal subida. Sim, é verdade que não tive peso político para, durante largos meses, convencer a troika, o Banco de Portu­gal e o Ministério das Finanças que a falta de financiamento das nossas empresas era o principal risco para o pograma de ajustamento".

– "(…) É caso para perguntar: se, sem peso político, eu e a minha equipa conseguimos tanto, o que é que aconteceria se tivéssemos tido peso político? A resposta é relativamente simples: a reforma do IRC teria culminado na taxa mais competitiva da Europa, os impostos não teriam aumentado como aumentaram em 2012 e muito menos em 2013, as rendas da EDP teriam sido cortadas ainda mais, a AICEP não teria saído do Ministério da Economia e tínhamos tido mais e melhores mecanismos de financiamento das nossas PME.”

Sobre o desemprego
– “Quando tomámos posse em Junho de 2011, já era mais do que patente que o principal problema social que teríamos pela frente era o enorme aumento do desemprego.”
– “(…) Provavelmente ninguém, nem no Governo, nem na oposição, pensaria que o desemprego iria subir tanto. Ou, pelo menos, tão depressa.”
– “Porque é que o desemprego aumentou tanto e tão rapidamente, então? Houve dois factores principais: a contracção do crédito (…) e a severidade da recessão.”
– “Como ficou rapidamente patente que as estatísticas existentes não eram muito realistas, decidimos fazer as nossas próprias estimativas para os meses seguintes, tendo em linha de conta a contracção do crédito (que, recordo, alguns negavam estar a acontecer) e o quase colapso do sector da construção.” “Quando chegaram os resultados, foi imediatamente evidente que as nossas previsões eram bastante mais pessimistas do que as estatísticas oficiais.”

Sobre a troika
– “A chegada da troika foi fundamental para evitarmos a bancarrota e cair numa situação de colapso financeiro, bancário, orçamental e económico, o que teria tido consequências sociais desastrosas.” 
“(…) Ainda assim, isto não quer dizer que tudo o que seja relacio­nado com a troika esteja certo ou deva ser aceite por nós pas­sivamente.”
– “O crédito para as PME caiu mais de 20 mil milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de quase 15% do crédito registado no início de 2011. Uma redução brutal e brusca do financiamento, que acabou por matar muitas das nossas empresas endividadas, muitas delas desnecessariamen­te. (…) Durante meses eu e a minha equipa tentámos por todos os meios alertar a troika, o Ministério das Finanças e o próprio Banco de Portugal para a calamidade que estava prestes a acontecer. E se estes dois últimos acabaram por reconhecer o problema (até devido à grande pressão que o próprio primeiro-ministro começou a exercer), a verdade é que a troika nunca se mostrou realmente preocupada com o assunto, pelo menos até muito tarde no programa de ajustamento.”

As perguntas que os fãs de Sócrates deveriam fazer, à sua consciência.

Os defensores acérrimos de partidos, deveriam possuir a clareza e capacidade de se distanciar dos partidos para analisar a realidade com isenção. Informar-se sobre o que os partidos fazem contra e a favor do país, sejam do PS, PSD, CDS, PCP, etc. E não se trata de analisar promessas falsas, nem ideologias que ficaram no passado, e muito menos programas que ninguém cumpre... refiro-me à busca de informação favorável e desfavorável, analisar e conhecer o passado, as suspeitas, os casos de corrupção, a história, as incompetências:
Hoje em dia a informação está acessível, basta ter a coragem e capacidade de querer conhecer a verdade. E não se trata de opiniões, existem factos como por exemplo o caso das PPP´s que estão à vista de todos, um crime que lesa a pátria, e ainda há quem defenda os governantes envolvidos?
É importante para a sobrevivência do país, sabermos ser críticos, e mais importante é quando se trata de pessoas que há décadas defendem sempre o mesmo partido acriticamente e fanáticamente, independentemente do mal ou bem que eles fazem ao país. Analisem os partidos pelo bem que eles fizeram ao país e não pelo fanatismo que sentem pelos partidos. Só assim os maus temerão a mão do povo que os afastará nas eleições, e os bons serão motivados a lutar pelo povo. Defendam o país.



O martírio do preso número 44 por José Manuel Fernandes
(...)
Os sinais de que José Sócrates estava a preparar-se para se apresentar como um mártir da liberdade já estavam por aí, mas nunca se tinham manifestado de forma tão aberta como nas respostas que, esta sexta-feira, deu a algumas perguntas da TVI. (...)
Certas almas mostraram-se solidárias, quase atormentadas. Aconteceu mesmo a um colunista, ao passar pelo Natal em frente à prisão de Évora, dar-lhe para recordar o destino do seu pai, várias vezes preso pela PIDE. Faltou-lhe apenas dizer o que veio agora proclamar o preso número 44: “este processo, pela sua natureza, tem contornos políticos. E digo mais: este processo é, na sua essência, político”. Ou seja, ele, José Sócrates, é um preso político, um resistente que se preocupa com “o poder, os seus limites e o seu exercício”.
É sempre possível haver inocentes presos. Direi mesmo que está sempre a acontecer. Há até inocentes que são condenados. O que é mais raro é alguém sobre quem recaem fortes suspeitas considerar que, no fundo, tudo não é mais do que política. Porque é isso que está claramente escrito nas respostas que enviou para a TVI, até por nelas referir que desconhece “as motivações deste estranho processo sem indícios nem provas”. Mais: por insinuar a “suspeita de perseguição política”.

E aqui chegamos ao ponto em que esta missiva acaba por ser um acto falhado. É que se é possível admitir que neste processo não existam ainda todas provas, ou algumas provas sejam frágeis, o país inteiro sabe que se há coisa que não faltam são indícios.
Na verdade só alguém como José Sócrates pode pretender que, depois de ter dito que era a mãe que lhe pagava algumas despesas, depois de ter afiançado que sobrevivera em Paris graças a um empréstimo da Caixa-Geral de Depósitos, acreditemos agora que era afinal um benemérito amigo que lhe emprestava dinheiro, empréstimo que tenciona pagar “apesar da informalidade da nossa relação”.
O antigo primeiro-ministro sempre foi assim (há mesmo quem testemunhe discussões na sua adolescência em que já era assim): tem sempre um argumento novo, tem sempre uma desculpa nova, passa sempre ao ataque, não tolera que não se aceite a “sua verdade” mesmo quando a relação desta com a verdade verdadinha é muito, muito longínqua.

O que este “preso político” nos conta agora é que está a ser perseguido porque as autoridades judiciais não acham normal que um seu amigo de mais de 40 anos tenha acumulado tantos milhões apesar de não se perceber como; que não acham natural que esse amigo lhe tenha emprestado, sem recibo ou qualquer documento ou registo, centenas de milhares de euros para despesas correntes, dívida que certamente pagará apesar de ele, José Sócrates, garantir que não tem fortuna; que não acham normal que as transações entre estes dois velhos amigos tivessem tomado por regra a forma de notas dentro de um envelope (as malas de dinheiro são um exagero, meu deus!), apesar de no país, no século XXI, mesmo os remediados dos remediados utilizarem cheques, cartões e transferências bancárias (o primeiro-ministro do “choque tecnológico” é afinal um conservador que prefere guardar o dinheiro no colchão); que também não acham normal que um empresário com negócios banais em Portugal tenha oportunamente decidido realizar um investimento num andar “a precisar de obras” em Paris, mesmo a tempo de o emprestar ao amigo que, parece, estava com “algumas dificuldades de liquidez”; e por aí adiante.
Haverá gente capaz de acreditar sempre na verdade do engenheiro, haverá gente capaz de negar sempre mesmo os mais gritantes indícios, haverá gente capaz de jurar sempre pela sua inocência. Não faço parte desse grupo. Não creio que esteja inocente. Não acredito na história da carochinha.

Todos aqueles que Sócrates beneficiou estarão agora a ir à cadeia beijar-lhe a mão.




Beija-mão às grades (Paulo Morais)
O ex-primeiro-ministro José Sócrates, preso em Évora, inaugurou uma nova prática: a de conceder audiências na cadeia.
As peregrinações de inúmeras figuras públicas à penitenciária de Évora, sob a capa aparente de visitas de apoio e solidariedade, mais não parecem do que exercícios de vassalagem. Ao longo de anos e enquanto governante Sócrates garantiu ganhos milionários a alguns dos maiores grupos económicos, em particular na Finança e nas Obras Públicas.
Todos aqueles que Sócrates beneficiou estarão agora a ir à cadeia beijar-lhe a mão. Será uma questão de gratidão. Por lá passaram e continuarão a passar os concessionários das parcerias público-privadas (PPP), a quem Sócrates garantiu rendas obscenas em negócios sem risco.
Assim, não será de estranhar que o todo-poderoso Jorge Coelho, presidente durante anos do maior concessionário de PPP rodoviárias, o grupo Mota-Engil – tenha rumado a Évora.
Também lá esteve em romagem José Lello, administrador, durante os governos socialistas, da construtora DST, que muito ganhou também com PPP.
Não deixa de ser curioso que cheguem apoiantes de todos os setores que Sócrates tutelou.
O líder do futebol português, Pinto da Costa, foi mais um dos que manifestou o seu apoio público. Afinal, Sócrates foi o ministro do desporto que trouxe o Euro 2004 para Portugal. Um Euro que valeu muitos milhões de euros aos clubes de futebol e seus dirigentes. Mais um gesto de vassalagem. Para ser visitado e apoiado, a Sócrates bastará enviar a convocatória.
Todos aqueles cujos podres Sócrates conhece, os que usufruíram de benefícios ilegítimos pelas suas decisões – todos aparecem ao primeiro estalar de dedos.
Todos temem Sócrates, pois sabem que se ele resolver falar, desmorona o seu mundo de promiscuidades entre política e negócios. 
Com estas convocatórias e manifestações de apoio, o ex-primeiro-ministro pretende manipular a opinião pública, vitimizando-se; bem como condicionar a Justiça, através da sua manifestação de força e influência.
Mas o que não faz e deveria fazer é aproveitar o acesso direto aos media para explicar quais os bens de fortuna que lhe permitiram, sem rendimentos compatíveis, manter, durante anos e depois de sair do poder, uma vida de ostentação. CM

Eu apenas deixo uma pergunta a Sócrates: Porque não conta o que sabe sobre a corrupção do país? Principalmente os casos que envolvem os tais adversários que o estão a tramar? Faz alguma coisa pelo país faz desmoronar o império da corrupção, denuncia-os. Não tem coragem? Deixo o desafio... 
Ninguém responde mas a resposta forma-se na mente dos que ligam as pontas. O silêncio sobre os outros, será um apoio que trará apoios. Todos se ajudam e safam  mais uma vez. É assim que tem sido e assim continuará a ser, até que um ex politico ou politico, decida denunciar alguém e se quebre a cadeia de favores... Aí sim, teremos políticos corruptos presos e paz em Portugal. Até lá a justiça e as acções da justiça continuarão a ser uma farsa e eles continuarão a proteger-se uns aos outros, do povo, aquele que eles consideram o verdadeiro inimigo. 

Congresso do apagão (Marinho Pinto)
Quem assistiu ao congresso dos socialistas portugueses realizado no fim da semana passada ficou com a ideia de que o novo líder António Costa sucedeu a António Guterres, dado o apagão sobre os nomes e as lideranças de José Sócrates e de António José Seguro. O silêncio sobre a prisão de Sócrates foi ensurdecedor e só pode significar o medo que se apossou dos novos dirigentes do PS pelo que se está a passar com o antigo líder do partido. Tratou-se de um ato primário de fingimento, tanto mais incompreensível quanto é certo que a sua prisão é inquestionavelmente um facto político. Com efeito, a prisão de Sócrates é um acontecimento que pertence tanto à justiça como à política. Tem a ver com todos nós. Não é apenas um problema do cidadão que está preso; é, sobretudo, do partido e do país que ele governou. Não é apenas do passado, é também do presente e, principalmente, do futuro.

Portugal precisava de um Sócrates sete anos à frente do Governo para fazer uma reforma do sistema judicial.

CARTA A JOSÉ SÓCRATES.

Caro eng. José Sócrates, Espero que esta o encontre bem. Li com atenção as suas cartas e foi apenas por falta de tempo que não respondi mais depressa.
Parece-me importante manter o contacto com as pessoas do nosso passado, como antigos colegas e antigos primeiros-ministros.
Tenho pensado bastante nas observações que vai fazendo.
Esta última carta sensibilizou-me especialmente, na medida em que criticava a cobardia dos políticos, a cumplicidade dos jornalistas, o cinismo dos professores de Direito e o desprezo das pessoas decentes.
Como creio que sabe, não pertenço a nenhuma das categorias citadas, e por isso fui deixado de fora do seu olhar crítico, pelo que lhe agradeço.

As críticas que faz ao funcionamento da justiça parecem-me muito pertinentes. Portugal precisava que um homem como o sr. estivesse, digamos, sete anos à frente do Governo, talvez quatro dos quais com maioria absoluta, para fazer uma reforma séria do sistema judicial.
É uma pena não termos essa possibilidade.
Na minha opinião, os primeiros-ministros deviam ser presos antes, e não depois dos mandatos. Estagiavam durante dois meses numa cadeia, três num hospital e um semestre numa escola. O contacto directo com a realidade dá-nos perspectivas novas, mais informadas, e acirra o ímpeto reformista.

Julgo que é possível estabelecer um paralelo entre o processo de Josef K., a personagem de Kafka, e o de José Sócrates, ou Josef S. - sendo que a sua história é mais complexa: tanto Josef K. como Josef S. se vêem confrontados com decisões judiciais autoritárias e, em certos aspectos, até grotescas, mas Josef K. nunca teve amigos como Alberto Martins e Alberto Costa a tutelar a justiça, nem governou o seu país. Era apenas vítima.
Ser simultaneamente vítima e carrasco deve ser mais perturbador.
Ao contrário do que muitas vezes se diz, Joseph-Ignace Guillotin, o inventor da guilhotina, não foi guilhotinado. Essa ironia foi reservada para si, que é agora acusado por um sistema que ajudou a conceber e conservar.

Compreendo quase todas as suas queixas. Na verdade, a ironia que identifiquei acima não é a única do seu caso.
Ao que parece, o facto de um amigo lhe ter disponibilizado um apartamento de 225 metros quadrados em Paris fez com que o Ministério Público lhe disponibilizasse um apartamento de 9 metros quadrados em Évora.
Obrigam-no a aceitar aquilo que o acusam de ter aceitado. É duro. E irónico. Uma pessoa tolera tudo, menos figuras de estilo.
Considero, no entanto, que algumas das suas análises são menos acertadas. Por exemplo, quando diz, sobre a intenção da prisão preventiva: "(...) já não és um cidadão face às instituições; és um 'recluso' que enfrenta as 'autoridades': a tua palavra já não vale o mesmo que a nossa."
Aqui para nós, se lhe roubaram o valor da palavra não terão levado grande tesouro, uma vez que a sua palavra já não valia o mesmo que a nossa desde aquela promessa dos 150 mil empregos.
Espero que não leve a mal esta franqueza. Estou certo de que voltaremos a falar.
Cumprimentos,
Ricardo (Por RICARDO ARAÚJO PEREIRA)

Só é pena ele não aproveitar as cartas para denunciar os corruptos do BPN que ele ajudou a salvar, quando ofereceu o BPN e os 9 mil milhões de dividas aos portugueses.
Só é pena ele não usar as cartas para denunciar como é que o Constâncio deixou o BPN roubar tantos anos.
Só é pena ele não usar as cartas para denunciar os tais que ele diz que o andam a tramar.
Só é pena ele não denunciar quem são os corruptos das PPP, dos SWAP, da EDP, etc... ele que denuncie tudo o que sabe, ele sabe... ele estava lá...


MAIS FEITOS DO GRANDIOSO SÓCRATES
(não se esqueça de consultar o blog para conhecer mais grande feitos do PS e de outros partidos)
  1. Campus de Justiça, mais uma PPP de Sócrates
  2. Deixa buraco de 3,5 mil milhões no SNS
  3. Destruição do SNS
  4. Destruição do património nacional 
  5. Destruição da Segurança Social
  6. Sócrates e a EDP

António Costa a grande ilusão, que serve a rede de clientes/parasitas do estado.



Em baixo, deixo-os com algumas opiniões sobre o que António Costa fará a Portugal, quando ganhar o poleiro.
A comunicação social já tomou o seu partido, e essa opção será seguida cegamente pelos eleitores.
A comunicação social é uma máquina de manipulação que em Portugal não tem travão, pois possui a liberdade e o poder de transformar, aos olhos do povo, o mais cobarde criminoso, num herói.
“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” Malcolm X
A comunicação social que como sabemos está nas mãos dos poderosos e dos partidos mais ricos, consegue fazer ganhar eleições a quem defender os interesses gananciosos das clientelas e não os interesses dos cidadãos.

"A grande ilusão
A comunicação social está a fazer um esforço tremendo para impingir António Costa ao povo português como se ele tivesse a varinha mágica para a solução dos problemas nacionais – como se ele fosse a salvação do país.
Está em marcha uma gigantesca campanha de propaganda apoiada numa imensa teia clientelar criada em torno da Câmara de Lisboa, tudo para dar a vitória ao PS nas próximas eleições legislativas.
Não importa que grande parte dos problemas políticos e financeiros com que Portugal se debate tenha sido originada por governos em que Costa participou;
não importa que o PS e um governo seu tenham criado no passado uma tal rede de promiscuidades políticas e económicas que levou à demissão do próprio líder socialista e primeiro-ministro de então.
O que importa é que o PS chegue rapidamente ao poder para distribuir pela sua clientela faminta e vingativa os milhares de lugares bem remunerados no aparelho de Estado e empresas públicas.

"Sócrates representava uma bomba relógio para a qualidade da democracia portuguesa."


Henrique Neto deixa uma mensagem de aviso a António Costa. Está na hora de mudar, começando por limpar a casa no próximo congresso. Mas se ele optar por seguir em frente, mantendo os mesmos que conduziram Portugal à falência, dentro de algum tempo rebobinaremos o mesmo filme de tráfico de influências e de promiscuidade entre a política e os negócios, colocando com isso em risco o próprio regime democrático.

Por Henrique Neto (Deputado na AR pelo Partido Socialista, 1995-1999.)

A Encruzilhada do Partido Socialista
Na manhã de sábado passado recebi, como presumo todos os militantes socialistas, uma mensagem do novo Secretario Geral do PS António Costa, iniciada como segue: “Caras e Caros Camaradas, Estamos todos chocados com a notícia da detenção de José Sócrates”.
A mensagem está muito bem escrita, mas confesso que não fiquei chocado e há muitos anos que esperava os acontecimentos do passado fim de semana, na convicção de que José Sócrates representava uma bomba relógio para o prestígio do PS e para a qualidade da democracia portuguesa.
Escrevi-o vezes sem conta, na tentativa de chamar à razão os socialistas e com o objectivo de defender o PS do opróbrio público e de proteger o regime democrático. Não por quaisquer razões de inimizade pessoal.

Por isso mesmo, não retiro qualquer satisfação pessoal com a detenção de José Sócrates, que é inocente até prova em contrário, deixando que a justiça portuguesa decida de forma justa e de acordo com os factos encontrados na investigação, se for esse o caso. Todavia, já não faço o mesmo relativamente ao julgamento político dos governos de José Sócrates e daqueles que, de forma indigente, o seguiram em muitas das decisões erradas que conduziram Portugal à ruína e ao empobrecimento dos portugueses.

TAP dá prejuízo porque foi usada para comprar empresas falidas: uma brasileira falida e uma portuguesa do GES?

Qual a sua opinião sobre a privatização da TAP? Deixo-o com algumas opiniões e factos que o podem ajudar a formar a sua.
Em baixo poderão ler alguns exemplos de gestão danosa, na TAP, que lesaram a empresa, os trabalhadores e o país. Mas o mais grave, é que após a leitura dos dados abaixo expostos, ficamos ainda mais cientes da nossa impotência como cidadãos, incapazes de travar as injustiças, os crimes e os criminosos.
E é perante essa impotência e impunidade que devemos analisar e perceber a privatização da TAP.
Esta é a minha opinião baseada nos dados fornecidos em baixo, e tendo em conta o país corrupto em que vivemos e vamos continuar a viver, já que as sondagens das intenções de voto, assim o indicam.
Seja por gestão danosa, por incompetência, ou seja pelo que for, o Grupo TAP dá prejuízo, é um facto. A única maneira de evitar que ela seja gerida de forma danosa e evitar que dê prejuízo, talvez seja privatiza-la. Porque é também um facto que as empresas privadas, procuram maximizar o lucro, têm incentivo em cortar custos, tentam ser mais eficientes e não compram empresas falidas, como se fez na TAP, que comprou a Portugália falida, a peso de ouro, 140 milhões (do grupo GES) e a VEM (Empresa de manutenção da falida Varig, sediada no Brasil que já custou 500 milhões). 
Os próprios funcionários da TAP, reconhecem que a empresa já está a ser "injusta" para os trabalhadores mas ainda não foi privatizada? Então eles querem travar a privatização para proteger quem se actualmente já:
-Não se protegem os interesses dos trabalhadores, 
-Não se protege o interesse nacional 
-Não se protege o interesse da empresa 
-Não se protege o interesse dos passageiros, 
-Não se protegem os postos de trabalho
Reconhecem portanto que a TAP está já caótica, vulnerável a mãos criminosas ou/e incompetentes, apesar de não ter sido ainda privatizada. 
O problema da TAP não é vir a ser privatizada, é estar num país onde a corrupção e a má gestão é premiada e protegida.
Os responsáveis pela má gestão ou gestão danosa, não são responsabilizados escapam sempre impunes e até são premiados. O ideal seria penalizar os responsáveis pelos negócios ruinosos da TAP, e substitui-los, mas como se pode constatar, ninguém fala sequer em responsáveis ou responsabilidade pelas compras danosas da TAP.
Neste país, os responsáveis apenas têm uma responsabilidade, que é a de receber os salários dourados e os bónus. 
Se a TAP está a ser mal gerida e a ser usada para salvar empresas falidas de "amigos", está a lesar o interesse nacional, a lesar os trabalhadores e a empresa... se a privatizarem, o que pode piorar?
Será que apenas temos duas opções? Privatizar e lesar o interesse nacional ou não privatizar e continuar a lesar o interesse nacional?
Por isso é importante perceber o que é que já está a funcionar mal, e como é que a privatização o pode melhorar ou piorar.
A defesa dos direitos dos trabalhadores e da sustentabilidade da TAP, não me parece estar ameaçada pela privatização, porque pelo que vemos, essas ameaças já existem agora. 
Lutar pelos direitos dos trabalhadores e exigir uma boa gestão é um luta que se pode travar tanto numa empresa privatizada como noutra qualquer. O problema é que a privatização da TAP, significa também perda de poder dos seus 11 sindicatos?
Esta foi a minha opinião, em baixo partilho a dos trabalhadores... Mas não se esqueça, todos os casos referidos em baixo, injustos, graves, lesivos e estranhos, se passam na TAP actualmente, ou seja, antes de ela ser privatizada..
 
- As privatizações são feitas por todo mundo, por exemplo no Reino Unido, com a venda aos privados de muitas empresas anteriormente detidas pelo Estado, designadamente a British Petroleum (BP), British Telecom (BT) e a British Airways, mas as privatizações das empresas estatais, significam também perda de poder dos sindicatos.
- Fernando Pinto, que era presidente da brasileira Varig (entretanto falida), é escolhido para liderar a comissão executiva a companhia nacional (Outubro de 2000, Diário de Notícias)
- A aquisição da VEM teve lugar sem a necessária autorização do Governo. Em causa está uma falha que poderá obrigar a que o negócio – que já custou à TAP cerca de 500 milhões de euros desde 2007 – seja nulo do ponto de vista jurídico. Ao Diário Económico, fonte oficial da TAP assegurou apenas que "todo o processo da VEM foi acompanhado pela tutela directa da TAP [Ministério das Obras Públicas à altura liderado por Mário Lino], merecendo a sua concordância".

Texto de Ricardo Garcia Pereira. 
Desafio todos os que se opõem à greve e apoiam a privatização a ler o resto do texto para que fiquem a conhecer a realidade da TAP.
Saberão certamente que esta é a segunda greve do Sindicato dos Tripulantes de Bordo em 14 anos. Desta vez juntaram-se os outros 11 sindicatos, dos 12 000 trabalhadores da TAP.
Saberão, também, que a TAP andava a ludibriar o Acordo da Empresa há anos, e não cumpria o estipulado relativamente a:
- descansos entre voos;
- ao direito a passar um a cada 7 fins-de-semana com a família;
- ao reforço de tripulações em voos maiores;
- redução de horário de mães lactantes;
- horas de voo contínuas;-etc.

Enquanto não tivermos um povo critico, com educação e um grau de exigência que exija políticos sérios, não teremos políticos sérios.

Neste video:
Henrique Neto - Os eleitores exercem a cidadania como se a politica fosse "clubismo", agarram-se a um partido para a vida, de forma acrítica, façam eles os erros que fizerem, os fieis elegem sempre o "seu" partido.
Medina Carreira - Não adianta renovar todos os partidos, fazer uma revolução e acabar com estes partidos, porque a Itália já fez isso e voltou tudo ao mesmo. Enquanto não tivermos um povo critico, com educação e um grau de exigência que exija políticos sérios, não teremos políticos sérios.



A pedagogia politica será a única forma de combater a corrupção politica, de forma eficaz e duradoura.
- E Portugal está a mudar? João Cravinho responde que sim, e diz que isso se deve também à menor tolerância e resignação da opinião pública com a corrupção.
- Maria José Morgado salientou a importância da blogosfera e de alguma comunicação social, na denúncia de "enriquecimentos súbitos de titulares de cargos políticos, esbanjamento de dinheiros públicos, crimes financeiros e porosidade entre poder político e poder empresarial".

Para aqueles que continuam a acreditar que a corrupção só se resolve com sangue, tumultos e lutas de rua, aqui ficam algumas opiniões que mostram que o combate também deve ser feito através da informação/divulgação e pedagogia de forma a despertar, naturalmente, a indignação e a intolerância do povo, à corrupção.
É fundamental expor de forma clara, a todos os cidadãos, como se processa e perpetua a corrupção em Portugal. Denunciar os crimes, a impunidade, o descaramento e descontracção dos corruptos é um acto de cidadania. 
Ao divulgar a forma como os nossos impostos e o nosso bem estar, são constantemente ameaçados pelos corruptos, as pessoas começam a perceber que os políticos foram os responsáveis por danos inimagináveis ao país e aos portugueses. A sustentabilidade e soberania do país está ameaçada, gerações inteiras empenhadas e endividadas, que viverão escravizadas, para pagar constantes saques de impostos, idosos a passarem dificuldades para pagar politicas incompetentes, adultos condenados ao desemprego e humilhação graças aos governos sem visão e sem escrúpulo que fingem que gerem o país.
O combate à corrupção começa em cada um de nós, com a nossa vigilância, com as nossas manifestações de indignação, a intolerância aos abusos e saques. A nossa desatenção, inércia e silêncio perpetua e alimenta a corrupção. 
Temos o dever de passar a palavra para que o máximo possível de portugueses conheça os contornos e a gravidade do descaramento dos corruptos, por forma a que os eleitores sejam capazes de punir nas urnas, os que merecem ser punidos e apoiar aqueles que lutam pelo povo. Só sendo justos defenderemos a democracia e o país. 
Esta é a fórmula mágica dos países onde a corrupção foi praticamente eliminada. Nos países nórdicos, as leis não são muito diferentes das nossas... a diferença está na atitude dos cidadãos, que são atentos, defendem o país e não toleram corruptos. São eleitores interessados e informados. Essa deveria ser a função de todos nós, mas nós insistimos em nos demitir da nossa principal função como protectores da democracia e justiça, pois tal como diz o povo e bem... "Patrão fora, dia santo na loja" Isto é Portugal, o povo é o patrão que está sempre ausente, os corruptos estão como querem e fazem o que querem.

Vale tudo para que o poleiro não saia das mãos dos corruptos.


A CORRUPÇÃO EM ESPANHA VERSUS PORTUGAL
Novo programa de Paulo Morais e Marinho Pinto, na CMTV. Alguém acredita que o BES está falido? O BES fazia lavagem de dinheiro, um negócio que só dá lucro. 




Em Espanha já abriram os olhos e deram inicio à caça ao corrupto, para que a podridão do sistema seja varrida de raiz.
Paulo Morais e Marinho Pinto, neste video, sem papas na língua explicam porque em Portugal os políticos corruptos e outros criminosos de colarinho branco, ficam sempre impunes. A lei é feita por escritórios de advogados que dominam o parlamento. E todos se protegem porque todos têm telhados de vidro e sabem que se um for apanhado pela justiça irá arrastar com ele, muita gente importante. Denunciam ainda o caso BES e a mentira de que o BES está sem dinheiro.
Fogo contra fogo, analisa escândalo no Luxemburgo e bes
Marinho Pinto explica ainda porque é que os honestos e sérios se afastam da politica. Porque aqueles que querem combater e denunciar a corrupção são atacados pelos corruptos, pela comunicação social e até pelos cidadãos. Por isso se afastam os honestos da politica.
Tanto na justiça como na politica é difícil ser honesto e justo e fazer um bom trabalho, porque perde-se muito estar contra os corruptos, somos perseguidos atacados.
Existe em Portugal um défice elevadíssimo de cidadania, as pessoas em vez de punirem e censurarem os corruptos, elegem-nos e punem e censuram os honestos.

Em Espanha a justiça continua a prender centenas de políticos corruptos, em Portugal continuamos a ver processos atrás de processos a prescrever ou a serem inocentados.
Em Portugal tudo continua na mesma, o povinho adora o sistema podre, que há 40 anos saqueia o país. Um gang de partidos, unidos que se apoderaram do país, que se sustentam com os nossos impostos e que para manter tudo isso alimentam uma farsa onde fingem defender o povo e opor-se aos ladrões.
Mas tudo não passa de uma farsa bem montada, que em 40 anos mantém este sistema onde todos os partidos da velha guarda, saíram a ganhar e o país a perder.
Os partidos que ganham o poleiro usufruem do pote dos impostos e distribuem esses mesmos impostos para garantir a manutenção do sistema. Subsídios milionários de milhões de euros a partidos e sindicatos... que supostamente deveriam defender o povo mas têm que manter-se amigos e em paz com os governos... enfim, ainda há quem acredite que isto funciona.
Compram também a comunicação social, essa máquina impune de fazer eleitores cegos e acríticos, que facilmente fabricam cidadão que adoram o opressor e a odeiam quem os quer libertar.
Inventam qualquer coisa para derrubarem e desacreditar aqueles que lutam contra o sistema. E o zé povinho nem percebe que está a colaborar na farsa e no saque do seu próprio dinheiro e país.
Vale tudo para que o poleiro não saia das mãos daqueles que há décadas o parasitam. Incluindo empurrar os eleitores para a abstenção quando já existem alternativas de voto que oferecem a mudança.
Em Espanha "SI PODEMOS" em Portugal não poderemos, porque "si", continuaremos a cometer os mesmos erros de sempre e a esperar resultados diferentes. Os fanáticos e beneficiários dos partidos do sistema, continuarão a votar nos partidos do sistema, o que será suficiente para os legitimar, e esses mesmos partidos pagam a muita gente para convencerem os eleitores descontentes a continuarem a votar nulo, branco ou abster-se, e o país terá garantido os de sempre no poleiro.
A abstenção faria sentido se não tivéssemos alternativas, mas agora há. Si Podemos, votem diferente e em quem tem o cadastro limpo. O passado limpo.