NÃO VOTAR É O QUE TEM ELEITO OS MAIS CORRUPTOS DE TODOS OS PARTIDOS. DESDE 1975 QUE GANHA SEMPRE A ABSTENÇÃO E COM ELA A CORRUPÇÃO. NOS PAÍSES MENOS CORRUPTOS DO MUNDO 90%DAS PESSOAS VOTAM, SEMPRE CONTRA OS PIORES, VOTANDO NOS MELHORES ATÉ QUE OS PIORES DESAPARECEM E OS MELHORES SE ESFORÇAM POR SER SEMPRE MELHORES.
SÓ POVOS EVOLUÍDOS E PESSOAS CRITICAS SABEM ELIMINAR A CORRUPÇÃO ATRAVÉS DO VOTO SABENDO COMO FUNCIONA A DEMOCRACIA E O VOTO. POVOS ATRASADOS VIVEM A RECLAMAR E A ELEGER CORRUPTOS, SEM SABER COMO. INCAPAZES DE RETIRAR DO PODER QUEM DESTRÓI O PAÍS E AS SUAS VIDAS.
Porque o voto não serve apenas para eleger, serve também para impedires que algum partido seja eleito.
Os portugueses são tão atrasados que afirmam que não votam porque não querem colaborar com o sistema ou legitimar os corruptos, nem sabem que quem não vota também elege. Quem não vota legitima os corruptos que as seitas fanáticas elegem sempre.
Também dizem que não votam porque votar dá 3 euros por cada voto aos partidos, acéfalos não entendem que para os corruptos 3 euros não é nada quando eles roubam 3 milhões por dia quando chegam ao poder, porque tu não foste votar noutro e o deixaste ganhar com meia dúzia de votos.
Os partidos mais corruptos agradecem que o povo revoltado não vote, porque esses podiam um dia ficar inteligentes e votar contra os corruptos e como os que não votam válido, são a maioria, seria perigoso para os corruptos poderiam sair do poleiro para sempre. Por isso eles querem que continuem revoltados e a achar que abstenção nulos e brancos é a vingança. Triste povo palhaço servil dos corruptos.
Iniciada oficialmente a campanha eleitoral, sucedem-se os apelos ao voto e,também, ao abstencionismo.
Ora bem, não sendo o voto uma obrigação, respeito plenamente o exercício de liberdade individual dos que decidem não votar. Mas, com todo o respeito, não me convencem.
Sendo a democracia feita de escolhas livres dos cidadãos, a atitude de não
participar põe em causa, se for assumida por uma parte muito elevada da população, o próprio sistema democrático. Quando um eleitor não vai votar, isso significa que abdicou de fazer a sua opção política, confiando no que os restantes eleitores decidam por ele.
No fundo, o abstencionista é geralmente alguém que não acredita que as eleições possam provocar grandes mudanças e por arrastamento também não acredita na utilidade do seu voto. Nesse sentido, o abstencionismo é apenas uma forma de situacionismo, tão legítima como a da maioria dos que votam, elegendo à vez um dos dois partidos do centrão.
Contudo, há um argumento interessante que tem vindo a ser usado com alguma frequência pelos descrentes no actual sistema político. A regra das cadeiras vazias, que basicamente se destinaria a dar um sentido a um voto não expresso, o do cidadão que não foi votar ou que chegado às urnas entregou um voto em branco ou nulo. Se estes cidadãos não
escolheram ninguém para os representar, então os lugares correspondentes deveriam ficar por preencher. Por exemplo: se votam apenas 60% dos eleitores só deveriam ser ocupados 60% dos lugares no Parlamento.
Mas a verdade é que as leis eleitorais são feitas pelo Parlamento, e de nada adianta querermos que as leis que regem a nossa vida colectiva sejam diferentes se não somos capazes de eleger as pessoas comprometidas com as mudanças que reivindicamos. O “devia ser assim” pode ser importante para a discussão intelectual, mas no campo da acção política o que tem de se questionar é o que estamos dispostos a fazer para que as coisas mudem no sentido que queremos.
Pois a grande vantagem da democracia sobre todos os outros sistemas políticos é a possibilidade que dá aos cidadãos de intervirem politicamente, retirando do poder governantes passados da validade ou escolhendo em cada momento eleitoral o projecto político que a maioria dos cidadãos considera mais adequado.
Ou seja, cria alternativas e permite as reformas necessárias do sistema, evitando as rupturas que noutros sistemas podem originar conflitos violentos, guerras civis e revoluções. E isto funciona tanto melhor quanto mais esclarecidos, interessados e intervenientes forem os cidadãos.
Agora se cremos verdadeiramente que um sistema político é irreformável por dentro, então só nos resta agir exteriormente para impor as mudanças necessárias. Mas como a revolução não está na ordem do dia, ficar à espera que o sistema caia de podre ou que alguém venha um dia oferecer o poder, de mão beijada, àqueles que pelo abstencionismo sempre mostraram indiferença pelo nosso destino colectivo,
é uma atitude verdadeiramente inconsequente.
O poder, tal como a natureza, tem horror ao vazio, e por isso as cadeiras do poder nunca ficam desocupadas. O que podemos e devemos fazer é contribuir para que alguns assentos mudem de dono, e que os novos ocupantes tenham as qualidades necessárias e sejam em número suficiente para poderem decidir de forma diferente, ou pelo menos influenciar as decisões, não se deixando manietar e corromper pelos vícios dos que já estão instalados.
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Portugal é hoje um país doente, governado por impulsos de curto prazo, em que a grande preocupação é a conquista e a preservação do poder, afastados da realidade política e económica, nacional e internacional, ou de uma estratégia de desenvolvimento, que, aliás, verdadeiramente nunca existiu
Nestes textos semanais, os subscritores do “Manifesto: Por Uma Democracia de Qualidade” têm defendido a democratização do regime político e a reforma das leis eleitorais, mas escrito menos acerca das consequências negativas, quer políticas quer económicas, resultantes da inexistência de verdadeiros órgãos democráticos de fiscalização dos governos, o que permitiu a governamentalização do regime – o que resulta do seguidismo partidário e da falta de qualidade e de independência dos deputados escolhidos para a Assembleia da República, qualidade que tem piorado com o tempo e por força do crescente sentimento de impunidade da classe política.
Ou seja, a vitória da fidelidade ao chefe e do conformismo à custa da competência e do mérito tornou-se uma forte característica do regime político português, consequência que se esperaria do critério usado na escolha dos representantes do povo por meios autocráticos das direções partidárias, em que os objetivos de poder dos partidos se sobrepõem ao interesse nacional. Já aqui escrevi que se trata de um modelo em que os chefes escolhem os índios de maior confiança e os índios, agradecidos, “elegem” o chefe, sem que os eleitores tenham qualquer poder na escolha dos deputados.
Também, como seria de esperar, centralizar todo o poder político no topo dos partidos, à custa da liberdade e do poder de intervenção política e social dos cidadãos e das instituições da sociedade, é o resultado da falta de competência e de seriedade, ética e política, dos escolhidos pelos partidos para governar Portugal, com a consequência lógica do crescimento da corrupção. Há, naturalmente, exceções, mas que não alteram a realidade do atraso crescente de Portugal relativamente à generalidade dos outros países da União Europeia, com sistemas eleitorais democráticos.
Assim, apesar de todas as promessas feitas e das bem-aventuranças prometidas pelos partidos políticos, Portugal é hoje um país doente, governado por impulsos de curto prazo, em que a grande preocupação é a conquista e a preservação do poder, afastados da realidade política e económica, nacional e internacional, ou de uma estratégia de desen-volvimento, que, aliás, verdadeiramente nunca existiu. O que existe é a incapacidade dos governos de prever e de antever o futuro, para centrar toda a sua atenção e recursos na conjuntura.
Não surpreende, portanto, que Portugal continue a afastar-se dos restantes países da União Europeia. Sobre isso, cito o prof. Nuno Garoupa: “Se os números não estiverem completamente errados, Portugal terá sido ultrapassado em 2018 pelos países do Alargamento. República Checa, Eslovénia, Eslováquia, repúblicas bálticas. Têm agora um rendimento per capita superior ao português . Não tinham há 15 anos. E eram países significativamente mais atrasados que Portugal há 30 anos. Mas as más notícias não param. Portugal desceu de 84% em 1999 para 78% do rendimento per capita europeu em 2018. Portugal está hoje mais distante da média europeia do que em 1999. E ainda há mais. Olhando os países que ainda estão atrás de Portugal em 2018, se as trajetórias de crescimento não forem significativamente alteradas, Croácia, Hungria e Polónia ultrapassarão Portugal na próxima década. Quer isso dizer que, dentro de dez anos, com enorme probabilidade, apenas a Bulgária e a Roménia serão mais pobres que Portugal. E veremos o caso grego.”
Não se trata de um acaso e, para compreender melhor algumas causas económicas do nosso atraso, bastará atentar em alguns dos erros que os governos portugueses cometeram ao longo dos anos e comparar com o que fizeram os outros países que previram a evolução futura da Europa e do mundo. Por exemplo:
– Desperdiçámos a oportunidade de ter uma estratégia euro-atlântica, de acordo com a nossa posição geográfica, a nossa história e a nossa experiência universalista;
– Privilegiámos os produtos e bens não transacionáveis à custa dos transacionáveis. Ler a este respeito o que escreveu em livro o economista Vítor Bento;
– Os governos desenvolveram uma logística interna – autoestradas – e privilegiaram o mercado interno à custa da logística externa – marítima e ferroviária – e das exportações;
– Quando toda a Europa apostou na ferrovia e no uso de energias renováveis nos transportes, os governos portugueses apostaram na rodovia e nas energias de origem fóssil;
– Sucessivos governos privilegiaram o transporte individual e desleixaram o transporte coletivo;
– Na educação, em vez de exigência, os governos escolheram o facilitismo, em detrimento de uma sólida formação de base – creches e pré-escolar –; privilegiaram o topo – ensino universitário – e, infelizmente, sem quaisquer critérios de empregabilidade. Como resultado, formámos jovens para o desemprego e para a emigração.
Má notícia: corrupção não conta na hora do voto. Eleitores não avaliam entre os mais e menos corruptos. Saiba por quê
Pesquisas apontam que a corrupção pode impactar negativamente o comparecimento às urnas, mas costuma não ser considerada na decisão do voto ou seja o eleitor não sabe o que deve fazer para votar contra a corrupção e então deixa de votar ou anula o voto, portanto não vota contra os mais corruptos e não pune a corrupção.
PROTESTO CONTRA A CORRUPÇÃO: 29% dos eleitores apontaram o fato de todos os candidatos serem corruptos como razão para anular o voto
O problema é que, diferentemente do que se poderia imaginar, a corrupção não leva os eleitores às urnas para mudar o quadro de políticos eleitos ou tirar os corruptos do poder —estudos apontam que, na verdade, a corrupção não é nem
levada em conta na hora de votar.
Impacto no comparecimento
Dois pesquisadores das universidades da Califórnia e de Pittsburgh, nos Estados Unidos, se uniram para mostrar que a indignação com a corrupção impacta negativamente o comparecimento às urnas. Miguel Carreras e Sofia Vera incluíram uma pergunta experimental em uma pesquisa de opinião nacional na Colômbia, conduzida entre agosto e outubro de 2016, para avaliar o impacto da corrupção na participação eleitoral. Eles decidiram realizar o experimento na Colômbia por ser um país com níveis altos de corrupção —segundo o AmericasBarometer, 80% dos colombianos afirmaram, em 2012, que a corrupção era “muito generalizada” em seu país.
Henrique Granadeiro e Zeinal Bava foram ontem constituídos arguidos na Operação Marquês, na qual José Sócrates é a figura central. No período de 2006 a 2011, o total das ‘luvas’ entregues pelo BES a várias personalidades ascendeu a 96 milhões de euros. Segundo o MP, Sócrates terá recebido 29 milhões – que, somados às ‘luvas’ de Vale do Lobo e Grupo Lena, perfazem 32,8 milhões.
Armando Vara, que já era arguido neste processo por causa de Vale do Lobo, também é suspeito de intervenção neste processo, como representante da CGD.
Adiante-se que, em julho do ano passado, numa das buscas realizadas aos gestores da PT, foi
apreendida documentação que mostra as ordens dadas por Ricardo Salgado para distribuição das ‘luvas’, quer no que toca aos nomes, quer aos valores. Mas a confirmação ainda está dependente de uma carta rogatória que o MP enviou para a Suíça e cuja chegada se prevê para depois de março.
Entretanto, como adiantou ao SOL uma fonte do Ministério Público, o aparecimento de novos arguidos poderá dificultar a elaboração da acusação até 17 de março, data imposta pela procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal. 96 milhões de ‘luvas’ por 4 negócios
O pagamento de ‘luvas’ teve em vista a obtenção de decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação no capital da Portugal Telecom.
Em causa estão quatro negócios que só puderam ser concretizados em resultado de decisões políticas e empresariais polémicas: a OPA da Sonae à PT, que implicava a desblindagem dos estatutos da empresa (2006), a autonomização (spin off) da PT Multimédia (2007), a venda da Vivo à Telefónica (2010) e a compra da Oi. No conjunto destas operações o GES obteve enormes dividendos, beneficiando de opções controversas e questionáveis, que acabaram por ditar o colapso da operadora nacional.
Os investigadores da Operação Marquês calculam que Salgado distribuiu, através da sociedade offshore Espírito Santo Enterprises (o conhecido saco azul do BES), 30 milhões de euros em ‘luvas’ no falhanço da OPA da Sonae sobre a PT, e cerca de 66 milhões pelos restantes negócios. sol
Ricardo Salgado terá pago 40 milhões a Sócrates e Zeinal Bava
Ex-presidente do BES foi constituído arguido na Operação Marquês. Em causa estão ‘luvas’ por quatro negócios que implicaram decisões polémicas de José Sócrates.
O conjunto de provas reunido pelo Ministério Público contra Ricardo Salgado na Operação Marquês indicia que este pagou várias dezenas de milhões de euros em ‘luvas’, no período que vai de 2006 a 2011, para obter decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação na Portugal Telecom. Os beneficiários terão sido José Sócrates (21 milhões), Zeinal Bava (18,5 milhões) e outros administradores da PT.
Em causa estão quatro negócios que implicaram decisões políticas e empresariais polémicas: o chumbo da OPA da Sonae à PT (2006), a autonomização da PT Multimédia (2007), a venda da Vivo à Telefónica (2010) e a compra da Oi.
Neste processo, Sócrates ordenou a utilização pela primeira vez da golden share (ação qualificada) do Estado. Em todos os casos o GES obteve dividendos milionários, mas a PT foi levada ao colapso.
Caixa tem 2,3 mil milhões de euros em dividas de risco. Quem deve mais? Amigos dos corruptos com direito a créditos sem deixarem garantias? Veja a lista dos que andam a viver com o dinheiro dos teus impostos e não pagam o que devem.
A maioria destas operações foi autorizada na década passada e o jornal destaca o peso das transações com perdas decididas durante a gestão de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara que esteve no banco público entre 2005 e o final de 2007. Haverá, no entanto, operações novas realizadas depois dessa data e ainda a renovação ou mesmo ampliação de empréstimos já concedidos.
Os créditos e os investimentos mais problemáticos da CGD em Portugal e Espanha remontam ao período entre 2005 e 2010 e resultaram em perdas de €6 mil milhões.
O pior período de erros de gestão na Caixa Geral de Depósitos (CGD) concentrou-se entre 2005 e 2010. Empréstimos de dezenas de milhões de euros, ou por vezes mesmo de centenas de milhões de euros, concedidos com garantias frágeis, investimentos em aquisições de participações sociais e uma elevada exposição, através de crédito, a empresas espanholas que se relevou ruinosa, foram algumas das decisões que estão ainda hoje a pesar nas contas da Caixa.
Foram anos de euforia. José Sócrates era primeiro-ministro. Carlos Santos Ferreira e Armando Vara lideravam a Caixa, como presidente e administrador, respetivamente, onde estiveram entre 2005 e 2008. Saltaram depois para a administração do BCP. Foi um período de boom de crédito para investimentos mais arriscados e especulativos — houve vários empréstimos para compra de ações e foi nesta altura que a CGD emprestou quase €300 milhões para o empreendimento turístico de Vale de Lobo (um projeto liderado por Hélder Bataglia), tornando-se acionista. Um negócio que remonta a 2006 e que está a ser investigado. fonte
O total de imparidades registadas pelos nove maiores devedores chega aos 912,1 milhões de euros. Seguem os nomes que surgem na lista dos maiores devedores da CGD divulgada pelo jornal: CM
Grupo Artlant – 476,4 milhões de euros e 214 milhões em perdas de crédito (imparidades) reconhecidas. A Artlant foi criada para desenvolver um grande projeto industrial em Sines, com a construção de uma unidade do setor químico. O promotor era o grupo catalão La Seda, grupo que depois de entrar em crise chegou a ter como acionista de referência o empresário português Carlos Moreira da Silva, líder da Barbosa e Almeida (e acionista do Observador). A Caixa Geral de Depósitos começou por ser uma grande financiadora, mas acabou por se tornar acionista da La Seda, onde ainda tem 14%, e da própria Artlant. Um envolvimento que tinha também como objetivo assegurar a realização do investimento na fábrica de Sines.
A empresa avançou com um processo de revitalização especial (PER) e em 2015, a Caixa reclamou créditos superiores a 520 milhões de euros. A última informação disponível já do início de 2015 é da que foi proferida a sentença de homologação do plano de recuperação.
Grupo Efacec – 303,2 milhões de euros de créditos e 15,2 milhões de imparidades. A exposição resultará do financiamento à empresa, mas também aos seus dois maiores acionistas, o grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves. Os grupos portugueses venderam 65% da principal unidade do grupo Efacec, a Efacec Power Solutions, a Isabel dos Santos há cerca de um ano. O negócio, avaliado em 200 milhões de euros, foi mais do que uma simples venda, esteve enquadrado numa reestruturação de dívida dos acionistas e da empresa. A Caixa enquanto credora participou no financiamento desta operação.
Vale de Lobo – 282,9 milhões de euros de exposição e 138,1 milhões em imparidades. É um negócio imobiliário polémico que se cruza com o inquérito judicial ao antigo primeiro-ministro José Sócrates e que envolve ainda Hélder Bataglia, o presidente da Escom. A decisão da Caixa Geral de Depósitos de entrar no empreendimento de luxo no Algarve data de 2006 e tem sido atribuída ao então administrador do banco público, Armando Vara. A Caixa é acionista da sociedade que explora Vale do Lobo, ao mesmo tempo que é a maior financiadora. Em 2014, a holding de imobiliário que detinha esta participação reconheceu perdas de 196 milhões de euros, parte da qual será atribuída a Vale do Lobo. Nas contas de 2015, a Caixa diz que a situação líquida era negativa em 137 milhões de euros. O banco do Estado tem uma participação financeira de 24%, mas é também o maior credor deste empreendimento que no ano passado foi posto à venda.
Auto Estradas Douro Litoral – 271,3 milhões de exposição e 181,4 milhões de créditos perdidos. A concessão de autoestradas volta a cruzar os caminhos do banco do Estado com o grupo José de Mello que, através da Brisa, é um dos maiores acionistas desta concessionária que entrou em incumprimento dos compromissos financeiros assumidos com os bancos financiadores, nomeadamente ao nível dos rácios. A Douro Litoral é uma concessão com portagens cuja receita tem-se revelado muito abaixo do previsto e insuficiente para remunerar o investimento. A empresa tem em curso vários pedidos de compensação financeira ao Estado, no valor global de cerca de 1,4 mil milhões de euros que estão a ser analisados em tribunal arbitral.
Grupo Espírito Santo – 237,1 milhões de euros em créditos e 79 milhões de imparidades. A Caixa Geral de Depósitos, enquanto maior banco português, foi também a instituição financeira que mais exposta estava ao Grupo Espírito Santo. O Observador fez um levantamento, em maio do ano passado, da exposição da banca ao GES, ainda com base em listas provisórias de valores reclamados pelos credores de sete sociedades que estavam em processo de revitalização ou insolvência. O montante era da ordem dos 1.300 milhões de euros. A Caixa reclamava cerca de 410 milhões de euros.
Grupo Lena – 225 milhões de créditos e 76,7 milhões de imparidades. O grupo construtor com sede em Leiria foi um dos que mais cresceu durante o último ciclo de obras públicas em Portugal, durante os governos de José Sócrates. O Grupo Lena esteve nas autoestradas, na renovação do parque escolar, e no projeto da rede de alta velocidade (TGV), onde fez parte do consórcio que ganhou o primeiro contrato, e que entretanto foi cancelado. A Lena cresceu também para outros setores — turismo, energia e comunicação social — e outras geografias, ganhando importantes contratos em mercados emergentes, como a Argélia e a Venezuela. A demora e incerteza na concretização destes contratos internacionais, alguns obtidos à boleia das viagens oficiais do ex-primeiro ministro, José Sócrates, e o asfixia do mercado de construção português apanharam o grupo em contramão, em plena aposta expansionista. A Lena teve que travar a fundo e fazer uma reestruturação do seu endividamento.
Grupo António Mosquito – 178 milhões de euros e 49,2 milhões de euros de créditos perdidos. O empresário angolano está associado a dois investimentos em Portugal: a Soares da Costa e a Controlinveste. No caso da Caixa, a exposição a António Mosquito poderá resultar do financiamento ao empresário português que era o maior acionista da Soares da Costa, Manuel Fino. A Caixa era um das grandes financiadoras de Manuel Fino, tendo inclusive, executado uma parte das ações que o empresário tinha na Cimpor.
Reyal Urbis – 166,6 milhões de euros de empréstimos que lhe foram concedidos, com 133,3 milhões de imparidades. A imobiliária espanhola já estava identificada em 2013 como uma das principais devedoras da Caixa, altura em que apresentou um processo de insolvência — o segundo maior da história de Espanha. No ano anterior, o endividamento da empresa tinha chegado ao 3, 6 mil milhões de euros. O Santander e a filial Banesto estavam entre os maiores credores da imobiliária que lhe devia 830 milhões de euros, apontava então o jornal espanhol El Mundo que colocava a CGD na lista dos credores minoritários.
Finpro SCR – 123,9 milhões de euros e 24,8 de imparidades totalizadas. Esta sociedade teve como acionistas Américo Amorim, o fundo da Segurança Social e o Banif, e realizou vários investimentos internacionais, financiados com dívida, sobretudo na área das infraestruturas. A Finpro entrou em processo especial de revitalização em 2014 e notícias apontam a Caixa como detentora de mais de metade da dívida da Finpro. Uma das participações da Finpro era no sociedade gestora do Porto de Barcelona que foi vendida no ano passado. A sociedade terá entretanto sido considerada insolvente com uma dívida de 268 milhões de euros. fonte
Clara Ferreira Alves desmascara o real caos que está a empurrar o país para mais uma bancarrota... mas os responsáveis continuam escondidos.
Não se pode ter uma conversa sem ouvir “a minha ideia é fazer um hostel”. As pessoas desaguam na rara atividade económica que dá algum lucro. Para arredondarem os fins de mês e as pensões ou como modo de vida no desemprego. Enquanto durar o turismo, este é o resíduo de prosperidade que um sistema fiscal brutal e uma pobreza geral autorizam. Portugal não tem dinheiro. Não tem fluxos de capital nem stocks de capital. Não tem um sistema bancário funcional. Não tem um crescimento económico que assegure o pagamento da dívida sem pedir mais emprestado. E não tem capacidade para sustentar o Estado social e a administração pública.
Nos hospitais públicos falta equipamento, faltam medicamentos inovadores, faltam técnicos e as esperas são quilométricas sempre que há um surto de doenças de inverno. Os hospitais servem de asilo a velhos cujas famílias não têm meios de os cuidar.
Na educação, basta averiguar a penúria das universidades e a sua incapacidade para renovar os quadros docentes e pagar salários decentes (existem jovens professores a trabalhar sem remuneração), para perceber a ginástica dos orçamentos e a falta de recursos financeiros que ditarão o envelhecimento e a degradação do ensino superior público.
A máquina da justiça é o que é, incapaz de produzir uma acusação a tempo e horas e entregue à demagogia dos tablóides, corporativa e disfuncional.
A rede de transportes públicos é desorganizada, obsoleta e controlada por sindicatos comunistas que resistem à mudança e determinam o calendário de trabalho com greves. Em compensação, a extensa rede de autoestradas apresenta a sua esplendorosa desolação devido ao preço das portagens. A estrada nacional Lisboa-Porto está atulhada de camiões.
Em Lisboa, o metro está decadente e é curto, servindo a periferia e não os habitantes e trabalhadores da cidade, a Carris circula vazia às horas de ponta no centro, os comboios da CP estão podres e os carros suburbanos enchem os cofres dos parques privados e da EMEL. A poluição e o congestionamento são insuportáveis, o ar na Avenida da Liberdade é irrespirável.
Responsáveis, para variar, não há, como na Caixa Geral de Depósitos, no BES/Novo Banco ou no Banif. A camarilha que manda nisto tudo protege-se atrás dos partidos e só muda de poiso.
Acordem pais, filhos, avós... portugueses... o país não muda sem o vosso voto massivo contra os partidos mais corruptos que se apossaram do país e que nada deixam mudar.
Quando os nossos filhos, pais ou amigos morrem talvez nunca cheguemos a saber a verdadeira causa... porque os médicos não podem dizer a verdade, não podem dizer que faltou um medicamento, um equipamento, uma vacina... porque os corruptos desviam os teus impostos à 40 anos e tu continuas a votar neles ou a deixar que os que votam neles, os elejam sem a tua oposição, porque ficas em casa a deixa-los ganhar.
Num país onde mais de 60% do povo não vota e nem quer saber dos reais problemas do país, nem de quem são os partidos mais corruptos, o resultado só pode ser este e vai continuar a piorar. Temos um eleitorado incapaz de ir ás urnas escorraçar do poder, os partidos mais corruptos de Portugal.
O DESABAFO DO MÉDICO, QUE SE TORNOU VIRAL "Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!
1. Tenho 38 anos, sou Médico há 15 anos. Possuo uma especialidade em Anestesiologia, uma subespecialidade em Medicina Intensiva e a competência em Emergência Médica. Gosto do que faço!
2. Recebo menos de metade de quando acabei a especialidade há 8 anos. É um facto. Para receber o meu ordenado base limpo tenho de acrescentar em média 100 horas extras por mês. Trabalho assim 65 horas por semana a uma média de 9 euros por hora. É um facto.
3. Este ano estive de serviço no dia de Natal, o ano passado fiz o 31 de Dezembro. É um facto. Nesse dia de Natal fui insultado pelo familiar de um doente que não concordou com o horário da visita do meu serviço. É um facto. Tenho um filho com 5 anos e não tenho dinheiro para pagar o infantário a um segundo que não tenho. É um facto.
4. Pertenço à minoria de Portugueses que paga impostos, e como sou considerado rico o meu filho paga mais na creche que muitos outros… pelo mesmo serviço, porque não come mais, nem come antes. É um facto.
5. Todos os dias tenho de tomar decisões clínicas que determinam a vida e a morte de pessoas ao meu cuidado. É um facto. Hemorragias aneurismáticas, como as do mediático caso do David, são apenas um exemplo das situações que eu e os meus colegas temos de tratar o melhor que sabemos e podemos. É um facto.
6. Mesmo sendo médico limito-me a comentar profissionalmente situações que são da minha área de diferenciação. A Medicina é tão vasta que se comentar situações ou acontecimentos de outras áreas sei que vai sair asneira. É um facto.
7. Vivo num País em que quem comenta o penalti e o fora de jogo acha que sabe o suficiente para ditar o certo e o errado naquilo que faço todos os dias. Em que aqueles técnicos de ideias gerais, a quem chamamos jornalistas, e os seus amigos comentadores profissionais, se sentem à vontade para “cagar lérias” sobre aquilo que desconhecem e não têm capacidade técnica para apreciar. É um facto. Por mais de 9 euros à hora… Julgo eu, porque nunca me mostraram o recibo de vencimento!
8. Trabalho num serviço de saúde onde tenho de improvisar a toda a hora porque o fármaco x e y “não há” (Ups… estamos proibidos de dizer que não há!). É um facto. Onde temos vários ventiladores de 30 mil euros avariados (um deles há mais de 1 ano!) porque “ninguém” pagou a manutenção. É um facto. Eu levo o meu carro à revisão todos os anos e pago. É um facto.
9. No dia em que o que me pagarem para ir trabalhar não for o suficiente para a despesa da gasolina e do estacionamento ( como concerta acontece com algumas equipas de prevenção específicas do SNS), não o farei. É um facto. Isso não retira qualquer valor ao juramento de Hipócrates, nem a Lei obriga (ainda!) ao trabalho escravo. É um facto.
10. Se eu estiver doente e precisar de assistência prestada pelos meus colegas no SNS tenho de pagar taxa moderadora, ao contrário de muitos outros… É um facto. E se andar de comboio, como não sou trabalhador da CP também pago. É um facto.
11. Eu e os meus colegas trabalhamos mais doentes que muitos doentes que são vistos no serviço de urgência. É um facto. Vivo numa região em que qualquer dor de dentes, grão no olho ou escaldão da praia vai para a urgência do hospital numa ambulância de emergência médica. Muitas vezes com a família no carro imediatamente atrás da ambulância. E sem pagar um tostão. É um facto.
12. No hospital em que trabalho existem mais de 100 camas de agudos ocupadas com as chamadas “altas problemáticas”. Situação que se arrasta há vários anos e legislaturas e cuja resolução (política) escapa aos mais dotados. É um facto.
13. Vivo numa região em que se gastam muitos milhões em fogo de artifício e marinas abandonadas, sem existir contudo dinheiro para um monitor e um ventilador de transporte para a sala de emergência de um hospital dito central e centro de trauma certificado. É um facto.
14. A descoberta das vacinas constitui um dos maiores avanços da Medicina do século XX e a implementação de um plano de vacinação global para a população é um marco histórico de qualquer civilização, contribuindo para a redução da mortalidade infantil e aumento da esperança de vida. É um facto. Vivo num país que já não consegue garantir uma cobertura vacinal completa e atempada às sua crianças. Um retrocesso de gerações… um sistema podre e decadente. Não vejo os noticiários abrirem com esta notícia. É um facto. O meu filho não fez a vacina da difteria, tétano e tosse convulsa aos 5 anos. Não há… Talvez para o ano. É um facto.
15. E por tudo isto estou revoltado… É um facto.
Ricardo Duarte. Cédula da Ordem dos Médicos 41436"
Este artigo ocupa o 6º lugar do Top 15: Os mais vistos do site da VISÃO em 2016
MAIS ARTIGOS SOBRE O CAOS DO SNS QUE A MAIORIA DOS PORTUGUESES DESCONHECE
UM DOS MELHORES RETRATOS DA NOSSA "DEMOCRACIA".
A náusea
Conhecem aquele tipo de beatas ou ratas de sacristia, essas matronas que se apoderam das igrejas católicas, mudam as dálias do altar, barricam o acesso aos padres e lhes engomam os paramentos em êxtases ambíguos, destratando os humildes e adiantando-se nas naves para serem as primeiras a comungar, de olhos em alvo e estendendo, papudas, as mãos à hóstia? Essas, precisamente! E sabem por que motivo me enervam mais do que qualquer pecador cristão? É simples: porque não pecam na casa delas, mas na de Jesus.
Ora bem. É seguindo a mesma lógica que certos socialistas me revoltam mais do que qualquer burguesia exploradora, pelas mentiras, falcatruas e conspiratas que fazem, servindo-se dos clichês humanistas para depois se borrifarem nos pobres, aburguesando-se num crescendo assustador e apoderando-se, um a um, de todos os confortos dos ricos ou do que entendem por «alta sociedade»: o carrito de luxo, a casita com piscina, a contita na Suiça - tudo ambições humanas, mas anãs.
Ao contrário, a Direita, sendo egoísta, comodista, diletante, individualista - tudo o que quiserem, reconheço - ao menos não mistifica as suas prioridades!
Em suma: não há partidos, há pessoas, e a ambição é comum às duas margens, já o sabemos. Mas a de alguns socialistas é tão execravelmente hipócrita que acaba por enojar quem, como eu, neta de salazaristas, foi tão pronto a entender a bênção da democracia que chegou a dar-lhes, penitente e escrupuloso, o benefício da dúvida.
O exemplo começou com o mais emblemático dos paladinos da liberdade e da justiça: El Rei Dom Mário Soares e os seus sucessivos citroëns de luxo, personalizados como um monograma, os tailleurs Chanel da Maria Barroso, talhados no Ayer, e as suas casinhas na cidade, serra e praia, para se aquecerem ou refrescarem consoante as estações do ano - e, finalmente, até uma Fundação para se distraírem na reforma; décadas depois, a coisa refinou: temos o Sócrates a vestir-se por estilistas da Rodeo Drive de Los Angeles, a ministrada anti-fascista a rolar em séries 5, e os quadros estratégicos das empresas públicas a ganharem salários que nem os banqueiros ganham - mete nojo!
(Atenção: escreve-vos a sobrinha de um Director Geral do Turismo *, casado e com cinco filhos, de rendimento modestíssimo, que, em Abril de 74, foi enjaulado em Caxias como um vulgar delinquente por alegado crime de peculato, por gastar - segundo a grelha da (in)Justiça Revolucionária - «demasiada água do Luso»! Miseráveis: não lhe arranjaram mais nada! E agora digam-me: visitar um tio na prisão por servir garrafas de água, nas funções representativas que ocupava, e ter de encará-lo atrás das grades prostrado pela desonra, para agora ver esta maltosa arrivista em lugares-chave, alguns deles profundamente desconhecedores de maneiras ou protocolo, a jantarem no Eleven e a regarem-se a Chivas?)
Palavra de honra: antes os políticos comunistas e bloquistas – autistas no seu radicalismo anacrónico e obviamente perigosos num cenário de poder – mas, apesar de tudo, com outra face, outra decência, outra coerência doutrinária!
E digo-vos mais: nem deveria ser gente como eu, apenas crítica ou sangrando sobre os escombros de uma pátria pilhada e demolida, a revoltar-se, mas os próprios socialistas, honestos e convictos da consistência da sua ideologia, a demarcarem-se, exigindo o afastamento de quem tão gravemente os embaraça, compromete e, por associação, os arrasta para este lodo de troça e de descrédito!
E só digo mais isto: coitados dos militares de Abril, analfabetos, que alinharam: foram usados! Cravos, sim, mas foi para lhes pregarem as mãos!
* Engº Álvaro José Ferreira Roquette, meu tio adorado que partiu sem rancores.
João Cravinho contra a corrupção... salvo se for do PS.
João Cravinho, o político do PS com antiguidade suficiente para falar de cátedra da corrupção endémica que afecta a classe política diz muito claramente que " a corrupção beneficia uma guarda pretoriana intensíssima e que há uma tropa de choque da guarda pretoriana que protege a corrupção e é poderosíssima".
Ao ler isto lembramo-nos inevitavelmente de Cândida de Almeida e Pinto Monteiro que afirmaram publicamente que "Portugal não era um país de corruptos".
"A Justiça não está bem, mas não está tão mal como isso. Se corrermos a Europa, não encontramos Justiça melhor do que a portuguesa", disse Pinto Monteiro.(...)"
Cândida de Almeida, hoje magistrada no STJ e Pinto Monteiro, hoje jubilado do mesmo STJ, foram inevitavelmente dois dos mais destacados elementos dessa "tropa de choque" e mesmo do topo. Porquê? Diz Cravinho:
"Qual é o topo de elite dessa guarda pretoriana? São os inocentes úteis, os que estão sempre cheios de dúvidas e nunca sabem nada",
João Cravinho acha que " a corrupção mudou em Portugal e já não é o que era". Porque só nos últimos 10-15 anos subiu a reprovação da pequena corrupção." Cravinho acha ainda que " O grande problema é a corrupção por tráfico de influências. Há a ideia de que as decisões são tomadas por interesses. Isso mostra que há uma impossibilidade das instituições democráticas atacarem o sistema. Há até uma protecção pretoriana para esses interesses por parte de uma rede colocada no aparelho de Estado, com participação dos partidários, que é pluripartidária, em que, a cada eleição, muda quem decide, mas a rede está lá.
Há um grupo de avençados, que são pagos em carreiras políticas e que até podem achar que não participam na rede de corrupção, que não se reconhecem como agentes e beneficiários, mas são-no."
Este discurso de João Cravinho, redundante e algo deletério, deixa sempre tudo por dizer. Não nomeia evidentemente ninguém e deixa à imaginação de quem lê, a identificação dos não nomeados para estes óscares da corrupção.
É portanto uma corrupção sem corruptos.
E contudo, a João Cravinho é preciso perguntar o seguinte: quando se lembrou de desmantelar a antiga JAE, por ser um couto de corrupção, o que veio a seguir?
As parcerias público-privadas, além do mais. Sôfregamente defendidas por luminárias tipo Paulo Campos, outro inenarrável da nossa cena política, antes disso vivamente acolitados por advogados tipo José Miguel Júdice e Proença de Carvalho.
O que aconteceu com estas PPP? Cravinho saberá dizê-lo em modo claro e frontal? O que sobra da sua acção no antigo ministério das obras públicas? Qual o papel de um tal Lino, antigo comunista arrependido, neste lamaçal? Saberá dizê-lo, João Cravinho?
Há pessoas que foram burladas pelos governador do Banco de Portugal, pelo presidente da Republica, e pelo governo. Tem responsabilidade politica.
O dinheiro que foi desviado deixa rasto eles que sigam esses rasto e devolvam o dinheiro ás pessoas.
"Ando a pedir responsabilidades para aqueles que os levaram a investir num banco estrangeiro, como o presidente da República, que disse que o banco estava sólido e passadas três semanas antes dele se desfazer, como o Governo, como o governador do Banco de Portugal. O presidente da República acusou o governador do Banco de Portugal de o ter enganado e, como recompensa reconduziram Carlos Costa".
Marinho Pinto criticou o enriquecimento ilícito e aqueles que saíram a ganhar com a pobreza dos portugueses. "Para alguns empobrecerem houve outros que enriqueceram, às ocultas, em negociatas por debaixo da mesa com os políticos e o poder político. Nós podemos combater a pobreza em Portugal, com políticas corretas em favor do povo e não a favor dos membros do BES, ou do BPN, do BCP, ou desses bancos todos, que andaram a chular o país há décadas", acusa.
Dinheiro de pequenos acionistas do BES desviado para grandes clientes, para administradores do BES e para familiares e amigos.
O dinheiro colocado numa conta do Espírito Santo International, destinada a reembolsar papel comercial vendido a pequenos clientes, foi utilizado para pagar empréstimos a grandes clientes, conclui a auditoria forense pedida pelo Banco de Portugal à Deloitte.
A conta aberta no Banco Espírito Santo (BES), chamada de "conta escrow" e destinada a reembolsar quem comprou papel comercial aos balcões do ex-BES, foi utilizada para pagar a grandes clientes do "private banking", sendo assim classificada como "potencial desobediência ilegítima" por parte do Banco de Portugal, segundo o primeiro sumário executivo da auditoria forense realizada pela Deloitte, a que a Lusa teve hoje acesso.
O documento, o primeiro dos cinco realizados pela auditora, refere que houve "saídas de fundos" da conta "escrow" no montante de cerca de 740 milhões de euros "para reembolsar papel comercial da Espírito Santo International (ESI) que era detido por clientes do BES não classificados internamente no segmento 'retalho'", dos quais 500,5 milhões foram destinados a "clientes 'private'" e 239 milhões referentes a clientes de outros segmentos.
Recorde-se que a criação da conta para fazer face ao reembolso do papel comercial da ESI colocado em clientes de retalho do BES foi determinada pelo Banco de Portugal a 3 de dezembro de 2013.
A intenção era que fosse aberta uma conta à ordem que fosse utilizada por recursos alheios ao Espírito Santo Financial Group (ESFG) com valores equivalentes à dívida emitida pela ESI e detida por clientes do BES na sequência da colocação na respetiva rede de retalho, "devendo essa conta ser exclusivamente destinada ao reembolso dessa dívida", refere a auditoria forense.
Outra potencial desobediência ilegítima identificada na auditoria foi o pagamento de 80 milhões de euros ao Millennium BCP e 40 milhões ao Montepio Geral, no total de 120 milhões de euros, para liquidar empréstimos à ESI, quando este dinheiro deveria ter sido utilizado para o reembolso de papel comercial.
A auditoria forense adianta, sobre este montante de 120 milhões, que não existe "evidência de que tenham sido destinados a reembolso de papel comercial da ESI colocado em clientes de retalho do BES".
O documento revela ainda que houve potencial desobediência junto do Banco de Portugal quando foi reembolsado papel comercial da ESI a clientes do BES Açores, cerca de 52 milhões de euros, e a clientes do Banco Best, no valor de 23 milhões de euros. Outra potencial desobediência detetada pela auditoria é a saída de fundos da referida conta de cerca de 74 milhões de euros no dia 19 de fevereiro do ano passado "para reembolso antecipado de obrigações da ES Irmãos com maturidade em 3 de março de 2014, detidas por um cliente não classificado internamente no segmento 'retalho' e custodiadas na SFE Madeira".
A administração do BES liderada por Ricardo Salgado "desobedeceu ao Banco de Portugal 21 vezes entre dezembro de 2013 e julho de 2014" e "praticou atos dolosos de gestão ruinosa", conclui a auditoria pedida à Delloite.
A informação, avançada na noite de quarta-feira pela edição 'online' do Jornal de Negócios (JdN), aponta também a conclusão de que o BES concedeu "financiamentos em violação das regras".
NESTE VIDEO É EXPOSTO UM FENÓMENO QUE EXPLICA A IMPORTÂNCIA DE SE TER OU NÃO TER O BENEFÍCIO DAS INFLUÊNCIAS DE POLÍTICOS NAS EMPRESAS
Deputados são escolhidos a dedo para exercerem o poder público em áreas de intervenção, onde detêm interesses em empresas amigas, privadas.
O deputado João Serpa Oliva, o conflito de interesses entre os cargos públicos e privados.
João Serpa Oliva, eleito nas listas do CDS-PP, integrava a Comissão de Saúde (CS), tal como na legislatura anterior.
Funções que acumulava com as de administrador da Serpa Oliva Lda. (desde 1999) e da Melhormatik (desde 2008).
Também é presidente da Assembleia Geral da FMUC (desde 2010).
A Serpa Oliva Lda. e a Melhormatik operam no sector da Saúde, enquanto a FMUC se dedica ao fabrico de artigos de papel para uso doméstico e sanitário (incluindo equipamentos para uso clínico).
Aos cargos de administração correspondem participações sociais: Serpa Oliva detém 100% do capital da Serpa Oliva Lda. e da Melhormatik e 9% da FMUC.
Mais, possui uma quota de 6,5% do capital da SANFIL – Casa de Saúde de Santa Filomena, através da Si Vales (uma SGPS).
A SANFIL opera no sector da Saúde e celebrou dois contratos por ajuste directo com o Hospital de José Luciano de Castro, instituição pública da cidade de Anadia, enquanto Serpa Oliva era deputado e membro da CS: um para a «aquisição de meios complementares de diagnóstico nas áreas da radiologia, medicina nuclear e anatomia patológica», datado de 17 de Outubro de 2012, no valor de 66.502,25 euros, em conjunto com outras entidades adjudicatárias; outro para a «aquisição de serviços de meios complementares de diagnóstico e terapêutica», datado de 15 de Fevereiro de 2013, no valor de 5023,00 euros. Serpa Oliva é ainda médico consultor da SANFIL e das companhias de seguros Fidelidade Mundial, Império Bonança e Tranquilidade, do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD). A venda da área dos seguros do Grupo CGD está prevista no memorando de entendimento entre Portugal e a Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no âmbito do programa de apoio financeiro internacional ao Estado, mas ainda não avançou. Fonte: LIVRO: «Os Privilegiados» de Gustavo Sampaio
Outro exemplo de deputados colocados na área onde possuem
interesses ou amigos.
O deputado Nuno Reis e as suas ligações à Indústria de gases medicinais
O deputado Nuno Reis é membro efectivo da Comissão de Saúde (CS) e coordenador do Grupo Parlamentar do PSD para a área da Saúde.
Até ser eleito deputado pela primeira vez na XI Legislatura, que teve início a 15 de Outubro de 2009, foi gerente das empresas Medicalbar – Gases Medicinais (2003 a 2009) e Aerovida – Distribuição de Gases Medicinais (2005 a 2009).
Também foi director comercial da empresa Gásdome – Gases Medicinais (2002 a 2009), na qual mantém até hoje uma quota de 2% do respectivo capital. São três empresas que operam no sector da Saúde. “Só poderia existir um eventual conflito de interesses se não estivesse a exercer funções de deputado em regime de exclusividade”, ressalvou no dia 30 de Agosto de 2011. Fonte: LIVRO: «Os Privilegiados» de Gustavo Sampaio
NESTE VIDEO PAULO MORAIS EXPÕES MAIS UMA LISTA DE DEPUTADOS PROMISCUOS.
Entre 1995 e 2000, Portugal manteve uma dívida pública, em percentagem do PIB, substancialmente inferior à média da Europa.
O grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008, antes da crise internacional.
Em 1995, só 4 países tinham dívidas mais baixas do que o nosso país.
Em 2000, Portugal tinha das dívidas mais baixas; só 3 países (Irlanda, Reino Unido e Finlândia) tinham valores inferiores.
Em 2008, só 3 países (Grécia, Itália e Bélgica) tinham valores superiores.
Nenhum país conheceu neste período maior acréscimo do peso da dívida.
Neste período, metade dos países conheceram decréscimos. Tivemos um acréscimo de 42,1% contra uma média de apenas 0,5% em média na Europa. Já no período pós-crise, embora Portugal esteja entre os países que mais viu crescer a dívida, a diferença é menos marcante; tivemos um acréscimo de 50,6% contra uma média de 39% e 3 países (Irlanda, Espanha e Reino Unido) conheceram um crescimento maior.
A narrativa que atribui à crise o insuportável endividamento publico português não é apenas uma atrevida e errónea interpretação do passado. Ela serve o desígnio de alimentar a insistência nos mesmos erros de política económica que nos trouxeram à desgraçada situação de falência: sempre mais dívida, agora trasvestida de euro-obrigações, obrigações de projecto, acréscimo de créditos e de massa monetária do BCE e o mais que por aí circula loucamente. Justifica-se, assim, duplamente a sua refutação. Avelino de Jesus no Jornal de Negócios
A continuação da subida vertiginosa da dívida mesmo após a saída de Sócrates, não se deveu à continuação das obras públicas, pois essas pararam. Não se deveu ao aumento de subsídios e outros benefícios sociais sem critério. Deveu-se aos compromissos assumidos no governo Sócrates com as PPP e com os credores.
Como bem sabemos o abuso descrito em baixo, é já um hábito não de um partido especifico, mas de todos que possuem poder e influências. Cargos no sector público...
Iniciou a XII Legislatura - a 20 de Junho de 2011 - como deputado à AR, mas acabou por transitar para o Governo em funções. António Leitão Amaro foi empossado como secretário de Estado da Administração Local em 2013. A partir de então cessou o exercício dos cargos de membro efectivo e coordenador do grupo parlamentar do PSD na Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local (CAOTPL) e membro suplente da CEOP.
Na XI Legislatura, entre 2009 e 2011, Leitão Amaro foi membro efectivo da CAOTPL e membro suplente da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia (CAEIE), além de ter integrado dois grupos de trabalho: Regulação da Concorrência e Defesa do Consumidor; Energia e Eficiência Energética.
No privado...
Em simultâneo, foi membro do Conselho de Administração e detentor de 14% do capital da Construtora do Caramulo, entre 2006 e 2013. Mais precisamente até ao dia 28 de Fevereiro de 2013, data em que afirma ter cessado o mandato e vendido a posição accionista. Tem ainda uma participação de 7% no capital da Arbogest (desde 1990), empresa que se dedica à recolha, transporte e comercialização de resíduos florestais, à implementação de empreendimentos florestais e ao comércio de madeiras e seus derivados, entre outras actividades.
E outra participação de 30% do capital da Belongplanet - Distribuição, Comércio e Exportação de Mercadorias.
Para ele não há conflitos de interesses.
“Não há conflito de interesses porque a Construtora do Caramulo não tem praticamente actividade operacional, limita-se a deter participações financeiras em sociedades”, assegurou Leitão Amaro no dia 30 de Agosto de 2011, através de resposta escrita. De resto, “não realiza nem prevê realizar negócios com entidades públicas ou tuteladas pelo Governo ou autarquias locais”. Quanto à participação na Arbogest: “É absolutamente minoritária e não tenho qualquer papel ou poder na gestão da mesma sociedade.
Uma investigação mais aprofundada permitiu revelar que a Construtora do Caramulo detém uma participação financeira na Sociedade Nutroton, holding em cujo Conselho de Administração figura José Leitão Amaro, pai de António Leitão Amaro. Questionado sobre este novo dado, o deputado do PSD confirmou a ligação, em resposta escrita a 11 de Março de 2013: “A Construtora do Caramulo, SA detém uma participação minoritária de cerca de 28% da Sociedade Nutroton, SGPS. Sempre revelei este facto na minha página pessoal na Internet.”
Revitalizar empresas escolhidas a dedo?
O grupo Nutroton está associado ao Programa Revitalizar, criado pelo actual Governo para ajudar à recuperação de empresas. Na edição de 11 de Novembro de 2012, o jornal Correio da Manhã noticiou que o Programa Revitalizar já tinha recebido 227 candidaturas mas, até então, só tinha aprovado a revitalização de quatro empresas: Elnor, Álvaro Coelho & Irmãos, Unipavimentos e Nutroton. “A Nutroton - que tem duas empresas, a Nutroton SGPS e a Nutroton Indústrias da Avicultura SA, em insolvência – teve até há cerca de um ano Joaquim Coimbra como gestor da SGPS. Também José Leitão Amaro, pai do actual deputado do PSD António Leitão Amaro, surge como membro do conselho de administração das duas empresas.”
Subsídios estratégicos?
Uma das empresas em insolvência, a Nutroton Indústrias da Avicultura, no segundo semestre de 2011 recebeu um subsídio do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) no valor de 31.080,00 euros. No primeiro semestre de 2009 recebeu outro subsídio do IFAP no valor de 22.919,19 euros.
A Sociedade Nutroton também detém uma participação de 9% no capital do grupo Derovo, focado na produção e comercialização de ovoprodutos. Aliás, António Leitão Amaro foi “Gestor de Projecto de Internacionalização” na Derovo, entre Janeiro e Maio de 2009, ou seja, cerca de quatro meses antes de ser eleito deputado pela primeira vez. A Derovo também recebeu apoios do IFAP: no segundo semestre de 2011, subsídios de 31.561,76 euros para a Derovo - Derivados de Ovos, e 4.363.636,36 euros para a Derovo II - Produção e Comércio Avícola; no primeiro semestre de 2011, subsídio de 121.529,15 euros para a Derovo - Derivados de ovos.
Outra empresa ligada ao grupo Nutroton é a Nutroton Energias, constituída no final de 2007 com o objectivo de conservar e potenciar os investimentos no domínio das energias renováveis de dois grupos empresariais – o Grupo JVC, de Joaquim Coimbra, e o Grupo Nutroton, representado por José Leitão Amaro. Além do presidente Joaquim Coimbra e do administrador José Leitão Amaro, no Conselho de Administração da Nutroton Energias exerceu funções Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD, como administrador executivo (desde Novembro de 2007). Marques Mendes abandonou o cargo em Dezembro de 2011, para se tornar consultor na Abreu Advogados.
Questionado sobre esta ligação da Construtora do Caramulo à Nutroton Energias, através da participação na Sociedade Nutroton, António Leitão Amaro respondeu por escrito a 11 de Março de 2013: “Há mais de um ano (em 1 de Março de 2012) a Nutroton SGPS vendeu a totalidade da sua participação na Sociedade Nutroton Energias.”
De qualquer modo, ressalva que “o Grupo Nutroton só tinha cerca de 24% da empresa Nutroton Energias. O que significa que a participação da Construtora do Caramulo era meramente financeira, indirecta e minoritária”.
Não foi possível confirmar qual a participação que o Grupo Nutroton deteve na Nutroton Energias, por entre referências em alguns documentos de que a Nutroton Energias teria no início um capital social de 1 milhão de euros, detido em partes iguais pelos grupos JVC e Nutroton, o que indica que a Nutroton teria 50%, e não 24%.
A Nutroton Energias tem dois contratos por ajuste directo registados no portal Base (1º quadro em baixo). A 19 de Novembro de 2010, a Guarda Nacional Republicana adjudicou, por 4.465,25 euros, a “aquisição de combustíveis para aquecimento (lenha de eucalipto)”.
A 30 de Abril de 2009, foi a Administração Regional do Centro que adjudicou uma “auditoria energética a edifícios dos Centros de Saúde de Cantanhede e Soure”, no valor de 12.300,00 euros.
Mais, um consórcio liderado pela Nutroton Energias obteve a adjudicação de dois lotes no âmbito do “Concurso Público para selecção de fornecedores de energia, serviços de gestão energética e serviços e equipamentos de produção de energia”, aberto pela Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP) em 2008 e cujos contratos de adjudicação foram firmados no dia 16 de Abril de 2009, cerca de cinco meses antes de António Leitão Amaro se tornar deputado.
Nutroton SGPS
O “Consórcio N EcoEnergias - Nutroton Energia, SA / Iberfer, SA / Arbogest, Lda. - / Engasp, Lda. / A. Ramalhão, Lda. - / Auditene, Lda.” obteve a adjudicação de dois dos lotes a concurso: Lote 2c -Combustíveis para Aquecimento - Biomassa; e Lote 4 – Serviços de Auditoria Energética a outras instalações. Além da Nutroton Energias e da Iberfer (empresa do grupo Nutroton), o consórcio incluía a Arbogest, na qual António Leitão Amaro, recorde-se, tem uma participação de 7% do capital desde 1990.
Na deliberação do Conselho de Administração da ANCP de 19 de Fevereiro de 2009, o consórcio N EcoEnergias já aparece como primeiro colocado no Lote 2c, mas queda-se em terceiro no Lote 4, atrás dos concorrentes INEGI – Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial e ISQ – Instituto Soldadura e Qualidade. Na soma ponderada dos custos, a proposta do INEGI era a mais barata (6600,00 euros), seguida pela do ISQ (8000,00 euros) e só depois pela da Nutroton (10.050,00 euros).
Na deliberação de 11 de Março de 2009, porém, a proposta da Nutroton passa para primeiro também no Lote 4, pois a ANCP afasta do concurso várias entidades, considerando a “adjudicação caducada”, por não apresentarem no prazo fixado todos os documentos de habilitação, ou não cumprirem os requisitos previstos. Entre as entidades eliminadas constam a INEGI e a ISQ, ambas por não apresentarem no prazo fixado todos os documentos de habilitação. Diversos concorrentes moveram acções de impugnação por terem sido afastados, mas a ANCP confirmou a adjudicação dos contratos a 16 de Abril de 2009. No que concerne ao Lote 4, foi adjudicado à proposta da Nutroton que implicava quase o dobro do custo da proposta do INEGI.
Questionado sobre esta participação da Arbogest num consórcio liderado pela Nutroton Energias que ganhou duas adjudicações num concurso público da ANCP, Leitão Amaro negou ter tido conhecimento, sequer, da formação do consórcio. “Não tive nenhuma participação, não tive conhecimento e não me recordo de o assunto ter sido apresentado ou discutido em qualquer reunião de sócios da Arbogest”, assegura em resposta datada de 12 de Março de 2013. De qualquer modo, sublinha que o concurso se realizou antes de se tornar deputado. “Como tal, não há qualquer relação entre esse concurso público e a minha função de deputado, nem qualquer potencial conflito de interesses.”
A decisão final da adjudicação do concurso público da ANCP foi tomada, de facto, cerca de cinco meses antes de Leitão Amaro se tornar deputado (a XI Legislatura teve início no dia 15 de Outubro de 2009). No entanto, a ligação de Leitão Amaro à Nutroton Energias, por via da participação da Construtora do Caramulo na Sociedade Nutroton, manteve-se até 1 de Março de 2012, data em que a Nutroton vendeu a participação que detinha na Nutroton Energias (segundo informação veiculada por António Leitão Amaro).
Durante esse período de tempo, a Nutroton Energias investiu na área das energias renováveis: tecnologias eólica, fotovoltaica, biomassa e mini-hídricas. Ora, entre 2009 e 2011 Leitão Amaro foi membro suplente da CAEIE e integrou o grupo de trabalho Energia e Eficiência Energética.
Embora fosse membro suplente, Leitão Amaro participou em diversas iniciativas da CAEIE. Nomeadamente na Audição Parlamentar n.° 15-CAEIE-XI, a 20 de Abril de 2010, em que se debateu o Plano Nacional de Energia, com a presença de diversos membros do Governo com responsabilidades no sector. Ou na Audição Parlamentar n.° 20-CAEIE-XI, a 30 de Junho de 2010, sobre a Estratégia Nacional de Energia, com a presença do secretário de Estado da Energia e da Inovação Carlos Zorrinho, do Governo de José Sócrates.
Quanto ao grupo de trabalho Energia e Eficiência Energética, quase todas as iniciativas se centravam em áreas relacionadas com a actividade da Nutroton Energias. Por exemplo, na Audiência Parlamentar n° 1-GT-EEE-XI, a 9 de Fevereiro de 2010, Leitão Amaro participou numa reunião com a Associação Portuguesa de Empresas do Sector Fotovoltaico (APESF) para uma “apresentação do sector”.
Confrontado com este eventual conflito de interesses, Leitão Amaro respondeu por escrito a 12 de Março de 2013: “O Grupo de Trabalho da Energia e Eficiência Energética funcionou sob a égide da Comissão de Economia da qual sempre fui membro suplente. Os membros suplentes não têm normalmente direito de voto nas deliberações da Comissão. O Grupo de Trabalho da Energia e Eficiência Energética teve como actividades realizar um conjunto de audições de entidades e preparar um relatório, sem alguma vez ter aprovado qualquer medida ou iniciativa legislativa ou qualquer recomendação ao Governo nesta matéria. Ou seja, não foi tomada qualquer decisão legislativa ou regulatória com impacto no sector da energia e nas suas empresas.”
Em Janeiro de 2010, a Nutroton Energias comprou 50% da Floponor – Florestas e Obras Públicas do Norte (último quadro em baixo, com milhões de euros em contratos com o estado), empresa de tratamento de resíduos de biomassa, com vista aos projectos das cinco centrais de biomassa que estava previsto construir nos anos subsequentes. Até ser adquirida pela Nutroton Energias, a Floponor não tinha qualquer contrato por ajuste directo registado no portal Base. Ora, desde que foi adquirida pela Nutroton Energias, em Janeiro de 2010, até à venda da participação na Nutroton Energias pela Sociedade Nutroton (no dia 1 de Março de 2012), a Floponor celebrou 18 contratos por ajuste directo com entidades públicas, num valor total que ascende a 11.966.572,73 euros. Entre as entidades adjudicantes contam-se a Autoridade Florestal Nacional ou os municípios de Lamego, Mangualde, Viseu, Moimenta da Beira, entre outros.
Em Janeiro de 2012, cerca de dois meses antes da venda da posição da Nutroton na Nutroton Energias, o grupo Fomentinvest, liderado por Angelo Correia, outro ex-dirigente do PSD, adquiriu 25% do capital da Floponor. O actual primeiro-ministro Pedro Passos Coelho foi administrador executivo da Fomentinvest entre 2007 e 2009. Fonte: LIVRO: «Os Privilegiados» de Gustavo Sampaio
Para visitar os seguintes quadros no site do governo basta clicar na frase/link "Objeto do Contrato", logo na primeira coluna das tabelas. Para ver as especificações de cada contrato, clicar no sinal +, na última coluna. NUTROTON
Conflitos de interesse privado versus público, nas Tecnologias de informação aplicadas à Defesa Nacional.
Quanto ganham as empresas privadas por albergarem tachos de políticos e ex políticos? E quanto perdem os contribuintes por terem os seus representantes, a representar os privados? João Rebelo, deputado do CDS-PP, é vice-presidente da comissão da defesa nacional (CDN), tal como nas duas legislaturas anteriores, enquanto desempenha as funções paralelas de consultor da Novabase desde 2004. Aliás, é membro da CDN desde que foi eleito deputado pela primeira vez, em 1999, e integra a delegação portuguesa na APNATO desde 2002.
A Novabase é uma empresa privada portuguesa de tecnologias de informação que tem 932 contratos por ajuste directo com o Estado registados no portal Base
num valor total de 74.901.489,40 euros.
A Novabase é uma das tais empresas que tem sempre negócios garantidos com o estado. Esse mãos largas que ninguém protege.
Entre as dezenas de entidades públicas adjudicantes, (que contratam a Novabase), figuram o Ministério da Defesa Nacional - MDN (oito contratos, perfazendo um valor total de 1.460.901,94 euros), o Estado-Maior General das Forças Armadas - EMGFA (oito contratos, 158.082,95 euros), o Estado-Maior do Exército (nove contratos, 159.561,50 euros), o Estado-Maior da Força Aérea (dois contratos, 256.965,51 euros) e a Marinha (nove contratos, 203.114,72 euros). No total, 36 contratos, num valor de 2.238.626,62 euros, acordados entre a Novabase e o MDN, o EMGFA e os três ramos das Forças Armadas.
Dois dos contratos mais avultados focam publicados no portal Base nos dias 8 e 15 de Janeiro de 2009, adjudicados pelo MDN à Novabase, com o mesmo valor (650 mil euros cada) e o mesmo objectivo: “Apoio externo ao Sistema Integrado de Gestão da Defesa Nacional (SIG/DN).” Em despacho assinado no dia 19 de Novembro de 2009, o então ministro da Defesa Nacional, Augusto Santos Silva (do Governo de José Sócrates), autorizou “a renovação do contrato de prestação de serviços de apoio externo para a manutenção operacional do sistema integrado de gestão”, acordado entre o Estado e a Novabase, “pelo prazo de um ano”. Nesse sentido, desbloqueou “a realização da despesa emergente da renovação do contrato” no valor de 1.575.000,00 euros.
Mais, a 19 de Agosto de 2010, Santos Silva determinou a adjudicação à Novabase da aquisição de um sistema de informação integrado de suporte para a gestão de recursos humanos do Ministério da Defesa Nacional, pelo preço global de 650.000,01 euros (sem IVA).
A implementação do SIG/DN começou por ser adjudicada à SAP Portugal (sucursal de uma empresa multinacional fundada na Alemanha e especializada em software empresarial) pelo Governo de Durão Barroso, a 28 de Setembro de 2004, com o objectivo de modernizar o sistema informático do MDN. No dia 29 de Dezembro de 2006, porém, o contrato com a SAP foi revogado pelo Governo de José Sócrates.
O MDN alegou “incumprimento contratual” por parte da SAP e, em Julho de 2007, contratou a Novabase por ajuste directo, invocando razões de “urgência imperiosa” para fornecer o mesmo serviço. Por sua vez, o Tribunal de Contas (TC) chumbou o contrato por ajuste directo no dia 12 de Fevereiro de 2008, sublinhando a obrigatoriedade de um concurso público. “Estamos em presença de uma ilegalidade geradora de nulidade do acto de adjudicação”, lê-se no Acórdão n.° 4/2008 do TC. Não obstante, o jornal Sol noticiou na edição de 10 de Setembro de 2010 que “o MDN teve que pagar 995 mil euros pelos serviços prestados”.
No mesmo artigo é revelado que “enquanto Severiano Teixeira, ex-ministro da Defesa, não autorizava o avanço definitivo para o concurso a que foi obrigado pelo TC, a Novabase foi novamente contratada a 30 de Maio de 2008, “pelo período que durasse o procedimento concursal” – confirmou ao Sol fonte oficial da Defesa. [...] No mesmo dia em que contratou a Novabase, Severiano Teixeira abriu o concurso público reclamado. Mas a 18 de Novembro foi autorizado um novo ajuste directo à Novabase por 650 mil euros, já que o concurso se tinha prolongado no tempo”.
A Novabase foi também uma das empresas beneficiárias do Programa de Contrapartidas resultante da aquisição de 12 aeronaves pelo Estado português à EADS CASA, empresa espanhola da Divisão de Aeronaves de Transporte Militar da “European Aeronautic Defence and Space Company” (EADS), contratualizada no dia 17 de Fevereiro de 2006. “De acordo com o contrato assinado, a Novabase beneficiará de uma contratação de serviços num valor de 10 milhões de euros num horizonte temporal máximo de 10 anos”, informa o Relatório e Contas da empresa relativo a 2006.
Outra ligação entre a Novabase e o sector da Defesa passa por João Quadros Saldanha, vogal da Comissão de Vencimentos da empresa. Entre 2002 e 2004, João Quadros Saldanha foi membro do Conselho de Administração da EMPORDEF (Empresa Portuguesa de Defesa, a holding das indústrias de defesa portuguesas, cuja actividade consiste na gestão de participações sociais detidas pelo Estado em sociedades ligadas directa ou indirectamente às actividades de Defesa, como forma indirecta de exercício de actividades económicas), com os pelouros financeiro, de controlo de gestão e auditoria interna; vogal do Conselho de Administração da OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal; consultor do MDN para a negociação de contrapartidas; e membro do Conselho Fiscal da Novabase (cargo que ocupou entre 1991 e 2004).
Mais recentemente, a Novabase passou a integrar o consórcio Compass (liderado pela Empresa de Engenharia Aeronáutica, participada por organizações da indústria aeronáutica nacional e pelo Estado português, e do qual fazem parte empresas como a Criticai Software, Novabase, Edisoft, Empordef TI, Tekever e GMV), que concorre ao fornecimento dos sistemas de software para o KC-390, avião de carga militar fabricado pela empresa brasileira Embraer. A decisão da Embraer deveria ter sido tomada até Abril de 2013. O Despacho n.° 15136/2011, publicado em Diário da República no dia 9 de Novembro de 2011, determinou a participação financeira do Estado português no programa de desenvolvimento e produção da aeronave KC-390 num valor máximo de 30 milhões de euros, em complemento ao financiamento a ser prioritariamente assegurado através de meios financeiros a disponibilizar pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Nos registos da actividade parlamentar de João Rebelo, desde que se tornou consultor da Novabase em 2004, identificam-se várias situações em que os interesses da empresa privada e os interesses do Estado parecem entrecruzar-se.
Desde logo as audições e audiências em que participaram os sucessivos ministros da Defesa Nacional e as chefias do EMGFA e dos três ramos das Forças Armadas. Ou iniciativas como, por exemplo, a inquirição ao ministro da Defesa Nacional, datada de 26 de Novembro de 2010. “Confirma que terá sido pedida informação aos diversos ramos, para a libertação de verba, sobre a justificação para todas as aquisições?”, questionou Rebelo.
Mais, numa altura em que a Novabase concorre a um contrato de fornecimento de software para a aeronave KC-390 da Embraer (com apoio financeiro do Estado português e diversas entidades públicas envolvidas) e aposta fortemente no sector da aeronáutica, João Rebelo, no âmbito da actividade na CDN, emitiu um parecer sobre a Proposta de Lei 118/XII que “define as competências, a estrutura e o funcionamento da Autoridade Aeronáutica de Defesa Nacional“, tendo participado activamente no processo de discussão e votação do projecto (aprovado na generalidade na Reunião Plenária n.° 37, a 4 de Janeiro de 2013).
Novabase
A aposta da Novabase no sector da aeronáutica não se limita à vertente militar, abrangendo também a aviação civil. “Com projectos desenvolvidos na área da Defesa, Aeronáutica, Aeroespacial, Controlo de Tráfego Aéreo, em vários países europeus, a Novabase tem na sua base de clientes instituições internacionais, agências europeias, companhias aéreas, fabricantes de aeronaves, aeroportos, entre outros.” Um desses clientes, aliás, é a NAV Portugal, empresa pública que garante a prestação dos serviços de tráfego aéreo – serviço de controlo de tráfego aéreo, serviço de informação de voo e serviço de alerta.
Como tal, não deixa de ser relevante a nomeação, por parte do actual Governo (através de despacho assinado a 22 de Novembro de 2011), de uma nova administração do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), o qual tem como principal missão regular e fiscalizar o sector da aviação civil e supervisionar e regulamentar as actividades nesse sector. O Conselho Directivo do INAC passou a ser composto por três elementos: um presidente e dois vogais.
Um dos vogais nomeados é Paulo Soares, militante do CDS-PP e dirigente do Núcleo de Freguesia de Canidelo, integrado na Concelhia do CDS-PP de Vila Nova de Gaia. Também integrou uma lista de candidatos do CDS-PP às eleições legislativas de 2009 pelo círculo eleitoral de Viseu, como membro suplente. Foi comandante de avião na TAP e tem pelo menos uma ligação ao sector da Defesa: concluiu um “curso de gestão civil de crises” no Instituto de Defesa Nacional. O outro vogal é Paulo de Andrade, que já foi membro da Assembleia Municipal de Cascais, eleito nas listas do PSD, e preside ao Conselho de Administração da ArCascais, entidade empresarial gestora do Aeródromo de Cascais.
No dia 13 de Julho de 2012, o INAC celebrou um contrato com a Novabase, na sequência de um concurso público, para a “aquisição de licenciamento de software Microsoft”, no valor total de 143.443.94 euros. Ou seja, já com a nova administração do INAC em funções, enquanto o deputado João Rebelo continua a prestar serviços de consultoria à Novabase.
O espectro de potenciais conflitos de interesses abrange também a intenção manifestada pela Novabase de adquirir empresas de tecnologias de informação ligadas ao sector da Defesa, nomeadamente a Edisoft e a Empordef TI, participadas pela EMPORDEF em 30 e 100% do capital, respectivamente. Aliás, o Governo também já manifestou interesse em vender essas duas empresas. O presidente do Conselho de Administração da EMPORDEF, Vicente Ferreira, apontou no mesmo sentido e colocou outra empresa do grupo na lista de possíveis vendas: a EID - Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica.
“É uma área que nos interessa e estamos interessados em estudar” a eventual venda da Edisoft, admitiu por sua vez Luís Paulo Salvado, administrador da Novabase. Quanto à privatização da Empordef TI, Salvado afirmou que “essa empresa também é interessante”. Estas declarações foram prestadas em Fevereiro de 2012.
Ora, entre Janeiro e Março de 2012, no âmbito da CDN, João Rebelo participou em três audições, precisamente, com o presidente da EMPORDEF, Vicente Ferreira. Na lista de clientes da Novabase incluem-se também a OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal (tema de diversas iniciativas parlamentares de Rebelo) e o Arsenal de Alfeite, participadas da EMPORDEF - em 35 e 100%, respectivamente. Na perspectiva de Rebelo não há um conflito de interesses resultante das funções que exerce, em simultâneo, no Parlamento e na Novabase. “O meu trabalho concentra-se somente na internacionalização da empresa, na análise de novos mercados e novas oportunidades de negócios nesses mesmos mercados”, assegurou.
Relativamente aos contratos públicos, com ou sem concurso, disse serem “resultado do mérito e muito trabalho feito pela empresa”. “Não tenho nem tive nenhuma intervenção na relação da Novabase com a administração pública”, sublinhou. “O mérito do sucesso da Novabase deve-se exclusivamente aos seus colaboradores, dirigentes e administradores. Fizeram de uma empresa feita por capital português e por Portugueses na maior empresa de tecnologias de informação do País, competindo com os gigantes mundiais desta área. Isso é de facto notável, e por isso motivo de muita inveja.”
Em 2012, apesar da conjuntura económica negativa, os resultados financeiros da Novabase destacaram-se pela positiva. “O resultado líquido da tecnológica atingiu os 7,9 milhões de euros, o que revela um crescimento de 198,2% face aos 2,7 milhões registados em 2011.” Fonte: LIVRO: «Os Privilegiados» de Gustavo Sampaio
A Novabase é mais uma das tais empresas de sucesso que tal como a Mota Engil sempre foram bafejadas com generosos contratos com o estado.
Manuel Monteiro, o ex politico que saiu da politica porque não suportava conviver com a corrupção, explica neste video que os grandes empresários portugueses, não passam de parasitas do estado.
Manuel Monteiro tal como Marinho Pinto criou um partido para lutar contra a corrupção em Portugal e tal como Marinho não obteve apoio do povo. Desistiu como fazem todos os homens de bem que lutam por um povo que apoia os seus carrascos e persegue quem os quer ajudar a libertar-se dos carrascos. Portugal não está preparado para ter governos honestos.
Grandes Empresários são parasitas do estado, sem ele, não existiam. Video
LISTA DOS CONTRATOS DO ESTADO COM A NOVABASE, CONTINUA...
Neste link pode continuar e encontrar os 1310 contratos da Novabase com o estado português. A tabela em cima é apenas a primeira página, o inicio da longa lista.
Ao clicar no sinal mais (+) na última coluna da tabela, pode ver os detalhes de cada contrato.
Paulo Morais nomeia alguns dos deputados que estão no parlamento a exercer funções duplas com interesses no público e no privado.