19 abril, 2014

Grécia, Itália, Portugal e Espanha países "com sérios défices nos seus sistemas de integridade".


PAULO MORAIS CHAMA OS BOIS PELO NOME, MAS ELES FOGEM?


Maças podres
"A promiscuidade é generalizada, os negócios privados são o quotidiano da actividade parlamentar.
O parlamento português converteu-se no maior antro de tráfico de influências do país. São muitos os deputados que utilizam o cargo público para fins privados, ao serviço das empresas com que colaboram. Os conflitos de interesses são uma constante.
Na comissão de acompanhamento do programa de assistência financeira ao estado português, têm assento deputados com interesses na Banca, na EDP e nos principais grupos beneficiários das medidas do programa que deveriam fiscalizar.
Na agricultura, há parlamentares que tutelam a actividade do ministério que atribui subsídios às empresas de que eles próprios são gerentes.
Até a comissão de avaliação das parcerias público-privadas incorpora deputados ligados ao sector imobiliário, parceiros de sector dos concessionários das PPP.
A promiscuidade é generalizada, os negócios privados são o quotidiano da actividade parlamentar.
Os campeões desta falta de vergonha são os advogados das grandes sociedades, que utilizam o parlamento como filial dos seus escritórios, consumindo a maior parte do seu tempo a resolver assuntos dos seus clientes. Por vezes, a sala das sessões mais parece um escritório de advogados ‘open space’.

De cada vez que alguém denuncia publicamente estas negociatas, logo se levanta um enorme coro de protestos. Em primeiro lugar, dos visados, que vêm defender que são tão sérios, que nem os conflitos de interesses os impedem de defender o povo. Não é crível. Pois, se assim fosse, esses deputados teriam forma fácil de o provar: promoviam a imediata suspensão dos pagamentos das PPP, reduziam drasticamente as rendas pagas à EDP, limitavam os privilégios atribuídos ao sector financeiro. E o povo agradeceria!
Um segundo tipo de lamúrias vem dos restantes deputados. Alegam que nem todos são vigaristas e portanto haveria que identificar apenas os culpados. Tentam desta forma generalizar a ideia de que todos são sérios.
Além de inverosímil, esta defesa parlamentar corporativa é perversa. Não combatendo o problema, contribui para a progressiva degradação da Assembleia da República. Não esqueçam, senhores deputados, que quando se misturam maçãs podres com maçãs boas, nunca são as podres que ficam boas…" fonte

A PROMISCUIDADE DOS DEPUTADOS PORTUGUESES


A CORRUPÇÃO QUE CAPTURA A JUSTIÇA E A DEMOCRACIA


A VERGONHA QUE MUITOS DESCONHECEM


OS POLÍTICOS TRABALHAM EM EMPRESAS QUE FAVORECEM



PAULO MORAIS CONVIDA OS CORRUPTOS A TEREM VERGONHA


Um relatório da organização Transparência Internacional alerta hoje para a ligação entre a crise financeira e a corrupção.
Intitulado "Dinheiro, Política e Poder: Riscos de Corrupção na Europa", o relatório apresentado em Bruxelas conclui que as estreitas ligações entre as empresas e os governos favorecem o abuso de poder, o desvio de fundos e a fraude, minando a estabilidade económica.
No documento, a organização diz ter detetado "uma forte correlação entre a corrupção e os défices fiscais".
Ao longo de 60 páginas, o relatório analisa as práticas anticorrupção de 25 países - os 27 Estados-membros da UE menos Áustria, Chipre, Luxemburgo e Malta, mas incluindo a Noruega e a Suíça - e conclui que Grécia, Itália, Portugal e Espanha lideram a lista de países "com sérios défices nos seus sistemas de integridade".
Das 25 nações estudadas, apenas 19 têm medidas para regular os 'lobbies' e só 10 proíbem donativos anónimos aos partidos políticos.
"Em toda a Europa, muitas das instituições que definem uma democracia e permitem aos países combater a corrupção são mais fracos do que se presume", disse o presidente da organização, Cobus de Swardt.
O relatório cita inquéritos realizados na Europa, segundo os quais 74% dos europeus consideram que a corrupção é um grande problema nos seus países e conclui que muitos governos não são suficientemente responsabilizados pelas suas finanças públicas e por contratos que representam valores anuais de 1,8 biliões de euros na UE.
Apenas dois países protegem adequadamente os denunciantes de eventuais retaliações, enquanto 17 países não têm código de conduta para os deputados.
Apesar de estar na lei em praticamente todos os países estudados, o acesso à informação enfrenta obstáculos em 20 países, nomeadamente taxas excessivas (Irlanda), longos atrasos (República Checa, Portugal, Eslovénia, Suécia) ou falta de conhecimentos sobre a legislação relativa ao acesso à informação (Alemanha, Portugal e Suíça).
A Dinamarca, a Noruega e a Suécia são os países mais protegidos contra a corrupção, conclui ainda o relatório, segundo o qual houve uma grande redução da corrupção em alguns países da Europa de Leste - República Checa, Hungria e Eslováquia - desde que aderiram à UE. fonte

Para complementar, o relatório de Bruxelas, que conclui que Portugal apenas finge que luta contra a corrupção.

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