12 janeiro, 2014

Cavaco Silva tem-se demitido quase todos os dias, desde que foi eleito


"O museu da presidência

O Presidente da República foi homenageado por centenas de figuras notáveis do País, que lhe elogiaram a honestidade e a nobreza de carácter.
Infelizmente, foi o Presidente da República que chefiou o Estado entre 1976 e 1986. Antes disso, na semana passada, o Presidente da República tinha mobilizado centenas de cidadãos, de todos os quadrantes políticos, para um combate em defesa da lei e da justiça. Infelizmente, foi o Presidente da República que exerceu as funções entre 1986 e 1996.
O actual Presidente da República não mobilizou ninguém nem recebeu louvores. Uma injustiça. Por azar, Marcel Marceau, requintado apreciador de silêncios, morreu em 2007, e por isso não pode organizar homenagens a distintos companheiros de profissão.
A Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva continua a adiar o tributo ao homem que, juntamente com o naperon sobre o televisor e os cães de loiça, mais fez pela decoração lusa. Sobretudo numa altura de ressurgimento do kitsch, não se entende que Cavaco Silva continue a ser esquecido, quer pela academia, quer pela sociedade civil.

A recusa, tão injusta quanto obstinada, de reconhecer o valor e o mérito do actual Presidente, manifesta-se no pedido absurdo para que Cavaco Silva se demita.
Cavaco Silva tem-se demitido quase todos os dias, desde que foi eleito: demite-se de responsabilidades no estado do País, apesar de ter ocupado os mais altos cargos durante cerca de 20 anos; demite-se das suas funções sendo conivente com tendência do Governo para a ilegalidade; demite-se do seu papel de árbitro protegendo sempre os mesmos. O Presidente não tem feito outra coisa senão demitir-se. Exigir-lhe que se demita, francamente, é embirração.
Além do mais, pede-se demasiado a Cavaco Silva. Pretende-se que o Presidente seja mais activo a pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva de leis manifestamente iníquas. No entanto, é aí que reside um dos problemas fundamentais da nossa democracia. Toda a gente já percebeu que o funcionamento das instituições devia estar invertido: tudo seria mais fácil e rápido se o Tribunal Constitucional pudesse pedir a fiscalização preventiva do Presidente da República. Concluía-se que não estava conforme à Constituição e íamos todos para casa."
 Ricardo Araújo Pereira 


7 comentários :

  1. Olá Zita...
    "Usa o sarcasmo, porque matar é ilegal" é ilegal só para a maioria que foi deliberadamente desprovida da capacidade de auto-defesa...

    Quanto ao tema em si, a MANADA TUGA continua igual a si mesma...

    Incapaz de pensar e reflectir. Não é por isso de estranhar que os mecanismos utilizados pelas elites para controlar esta fácil e dócil MANADA Tuga continuem a debitar o mesmo do costume

    Não tenho qualquer tipo de esperança para que esta miserável realidade se altere durante a minha actual configuração energética e molecular!

    Bjhs Zita
    Voz

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    1. Sim porque matar à fome e pela miséria é permitido aos que nos governam.

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    2. Vergonhoso esse gráfico, mas o povinho não sabe mais que isso coitado.
      ATÉ OS RATOS CONSEGUEM IR UM POUCO MAIS LONGE

      http://apodrecetuga.blogspot.pt/2012/10/porque-somos-uns-ratos-desgracados-que.html#.UtLuqvRdVws

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  2. Cavaco é, em minha opinião, aquele que mais fez pelo descrédito da classe politica e das instituições do país.
    Azar o nosso, enquanto povo, tê-lo como presidente num dos períodos mais negro da nossa historia democrática.

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  3. Sem ter visto, estava a gostar tanto do post até que vi a assinatura: a exclamação foi expontanea : eu logo vi!!

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  4. Eu escolheria como prioridades o combate à pobreza, ao desemprego jovem, ao desemprego de longa duração, à emigração de jovens quadros, à demografia e poria fim imediato à austeridade fácil e sem inteligência, que não à despesa pública rigorosa, e apostaria todos os trunfos no crescimento económico, únicas vias de começar a reverter a situação actual de um país sem futuro. Os mercados não deixariam de nos financiar e até o fariam a taxas de juro mais aceitáveis. Desde que fossemos governados com profissionalismo, competência, e estabilidade, com base numa estratégia e num programa credíveis, fundamentados nas realidades e potencialidades nacionais (por exemplo mar e turismo) e mobilizadores do Povo português.

    Partilho, com um meu comentário breve, porque há alternativas democráticas à destruição das pessoas e do país que está em curso!

    Se concorda, partilhe, com o comentário que faço para efeitos decontraditóro!
    Carlos Manuel Moreno
    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=135376#.UtMcROvILJU.facebook

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