05 janeiro, 2014

A palavra do ano pode ter saído da boca de quem não tem palavra nenhuma - irrevogável.


Neste video... Jerónimo de Sousa dá um conselho ao governo...
"Deixem os pensionistas em paz, deixem de dar o dinheiro ás PPP." 


(SEITAS PARTIDÁRIAS À PARTE) (obviamente que poderia ser qualquer outro a dizê-lo, até um reformado comum ou a Ferreira Leite, ou o Seguro, mas este video é mais fogoso)
O GOVERNO TEM A LATA DE FAZER CORTES AOS PENSIONISTAS DE 728 MILHÕES PREVISTO NO ORÇAMENTO, O MESMO ORÇAMENTO QUE PREVÊ DAR ÁS PPP´s 776 MILHÕES? 
AFINAL OS CORTES SÃO PARA AJUDAR O PAÍS OU AS PPP?
NO FINAL DO VIDEO, PAULO MORAIS EXPLICA COMO FAZER JUSTIÇA...
SEGUNDO  O ÚLTIMO RELATÓRIO DA INVESTIGAÇÃO ÁS PPP, JÁ ESTÁ PROVADO QUE AS PPP FORAM REDIGIDAS EM CONTRATOS CRIMINOSOS, PORQUE CONTINUAM A DESPEJAR DINHEIRO PÚBLICO PARA LÁ??? À VISTA DE TODOS?

"GATUNOS" DEVERIA SER ELEITA A PALAVRA DO ANO.



Por Ricardo Araújo Pereira
"O palavrão do ano
Os linguistas da Porto Editora organizam, desde 2009, uma votação para eleger a palavra do ano. Trata-se de uma iniciativa, e eu não tenho nada contra iniciativas. Pelo contrário, sou um velho apreciador de iniciativas. No entanto, está em curso um escândalo linguístico, e comigo não contam para o encobrir. A palavra, que é escolhida segundo critérios de relevância e frequência de uso, sairá do seguinte lote de candidatas: bombeiro, coadopção, corrida, grandolada, inconstitucional, irrevogável, papa, piropo, pós-troika e swap. Imagino que a perplexidade do leitor seja tão grande como a minha. Uma lista das palavras mais utilizadas este ano da qual não consta, por exemplo, o vocábulo "gatunos", que credibilidade tem?
Para não falar, é claro, nas palavras que estes linguistas, por vil racismo semântico, deixam sistematicamente de fora. Palavras que, na sua maior parte, estão dicionarizadas e têm uma utilização muito mais frequente do que qualquer das finalistas. Alguém ouviu, no decorrer deste ano, desabafos do género: "Estes bandidos do governo levaram-me o 13.º mês. Filhos duma grande coadopção"? Ou: "Já é a segunda talhada que me dão na reforma. Se fossem mas era todos para o piropo"?
Com quem convivem estes linguistas?
Claro que algumas palavras escolhidas tiveram bastante utilização. Por exemplo, "papa", na frase frequente: "Se usarmos sempre a mesma fralda talvez sobre dinheiro para comprar papa".
Ou "corrida", na previsão cada vez mais comum: "Esta gente, se não toma cuidado, ainda vai ser corrida à paulada." Mas certas palavras não foram utilizadas de todo. Irrevogável, por exemplo. Peço desculpa mas não se pode concluir do que aconteceu que a palavra tenha sido utilizada. Se eu disser: "O meu primo Serafim é extremamente galocha", duvido que se possa afirmar, com propriedade, que usei a palavra "galocha". Proferir uma palavra independentemente do seu significado não deve ser suficiente para que se diga que a palavra foi utilizada.
Mais: irrevogável é uma palavra que foi popularizada por quem faltou à palavra. A palavra do ano pode ter saído da boca de quem não tem palavra nenhuma - o que, havendo justiça, seria até proibido. Sejamos mais exigentes com a língua, piropo! 
Ricardo Araújo Pereira


1 comentário :

  1. Até causa arrepios ler alguns "atentados" à justiça e seriedade politica. Eleitores vejam como os vossos votos foram deturpados. Defendo que pensem bem se vale a pena votar em aldrabões, mesmo que venham com as maiores desculpas, ou há que pensarem mudar.
    Vamos ter as eleições europeias,onde todos não devem deixar de obter a máxima informação para que possam votar em consciencia e esclarecidos.Basta ver de onde emanam as decisões que nos podem alterar as nossas vidas para que se entenda a importancia das eleições da UE. Seja qual for o palhaço que elejamos cá só pode fazer aquilo que a UE aprova. E importa ter opinião informada pois provavelmente os tratados e regras que foram aprovadas já não respondem as necessidades de hoje (e nós que o digamos que pagamos juros astronomicos porque os nossos palhaços deixaram endividar o país) quando a solidariedade das instancias europeias nos deviam e podiam(se os tratados forem alterados) defender dos "mercados" e de governantes irresponsaveis.Todos a votar com informação esclarecida,mesmo que os capangas nacionais façam o possivel para a rsconder essa informação numa tentaiva de "provar" que sãoeles os "espertos".

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